João Didelet aborda “Vidago Palace”, a nova série da RTP 1

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Na produção luso-galega “Vidago Palace”, que tem estreia marcada para o dia 30 de Março na RTP1, João Didelet será Bonifácio da Silva nesta nova produção. O actor é um dos 30 membros do elenco que se deslocaram até à bela vila do Vidago, situada no concelho de Chaves, para gravar no Vidago Palace Hotel, série que se centra nos anos 30 do século XX. 

 

 

Esta foi a primeira vez que João Didelet esteve no Vidago mas já conhecia Chaves. “É fantástico para entrar na época. Entramos naquele hotel e parece que já estamos num outro mundo, num outro espaço de tempo e ajuda bastante. Sentimo-nos diferentes, sentimo-nos outros”, conta o actor que desempenha o papel de Bonifácio da Silva na próxima série da RTP que teve como cenário principal local de gravações o centenário Vidago Palace Hotel.

 

 

O Vidago Palace Hotel, pertencente ao grupo Unicer, recebeu o elenco e a equipa técnica da Hop e PortoCabo durante os quase dois meses de rodagem desta história que se desenrola no verão de 1936 e apresenta uma história de amor impossível. Amor, guerra e muitas intrigas vão decorrer neste hotel que serviu como cenário natural para as filmagens.

 

 

“A primeira vez que vi aquela madeira e aquelas escadas trabalhadas, pensei ‘Uau!’ Já tinha ouvido falar mas nunca tinha vivenciado. É uma experiência espectacular. Vale a pena”, diz o actor que ficou encantado com as escadarias trabalhadas e os acabamentos luxuosos, que fazem lembrar uma arquitectura associada à belle époque, do hotel do Vidago.

 

 

“O guarda-roupa ajuda. Tudo ajuda. Até o facto de dormir no hotel, a vivência do hotel dá para fazer uns passeios aqui à volta”, explica o actor que para compor uma personagem de época baseia-se nas roupas e no cenário “natural” que o envolve. No guarda-roupa masculino destacam-se os fatos com bolsos para colocar os lenços e os botões de punho.

 

 

O guarda-roupa utilizado nesta produção foi bastante estudado para representar fielmente o que era utilizado na década de 30 do século passado. Uma das peças de roupa que chama mais à atenção do vestuário de João Didelet são os sapatos que têm um pequeno “salto” no tacão.

 

 

“É estranho mas ao fim de uns tempos vai-se habituando aos sapatos e é confortável. Como venho do Brasil só uso roupas de verão”, diz.

 

 

Nesta nova série João Didelet contracena de perto com Margarida Marinho, Pedro Barroso e Beatriz Barosa, os restantes elementos da família Silva. Este clã é liderado por Bonifácio Silva, um milionário comerciante de cacau que partiu para o Brasil muito jovem e agora volta ao país que o viu nascer para casar o filho mais velho com a filha de uma família nobre.

 

 

“Faço o Bonifácio. Foi muito novo para o Brasil e enriqueceu à custa do cacau. É um homem extremamente rico. Tem para ai umas quatro fazendas de cacau. A mulher dele também é portuguesa mas eles adaptaram o Brasil como pátria. Eu não falo brasileiro mas a minha mulher fala. Depois tenho um filho que é o César Augusto, que é o Pedro Barroso, e a São, que é a Beatriz Barosa. Este é o meu núcleo familiar. Nós viemos para cá porque temos um casamento arranjado com o Conde do Vimieiro”, explica João Didelet sobre o seu núcleo familiar. Os Silva pretendem unir-se em casamento aos condes do Vimieiro para poderem ascender à nobreza, já que dinheiro é algo que não lhes falta.

 

 

“O filho tem o vicio do jogo, o que para o pai é complicado e ainda por cima porque ele será o herdeiro de um império”, conta João Didelet sobre a relação que a sua personagem, Bonifácio, tem com o filho, César Augusto.

 

 

Ao lado de Benvinda, Margarida Marinho, Bonifácio vai protagonizar algumas das cenas mais cómicas desta história. Os dois actores, que já haviam contracenado juntos na série da RTP “Diário de Maria”, vão viver um casal irreverente e que vai chocar com o casal Lívia e Martim do Vimieiro. Só que a personagem de João Didelet também vai ter um lado não cómico devido às preocupações com o filho.

 

 

“Eles têm esperança que seja o filho a continuar o negócio do pai mas não tem confiança de lhe entregar tudo mas no fim há um volte face”, diz o actor levantado um pouco mais o véu sobre a história da próxima série da RTP.

 

 

O império dos Silva começou com uma roça de cacau. No início do século e depois da lei Aurea, no Brasil, e que aboliu a escravatura, emigrantes de vários pontos do globo, como o Japão, Itália e Portugal emigraram em busca de um futuro melhor, em busca da famosa “Árvore das Patacas”. O mesmo destino tiveram o casal composto por João Didelet e Margarida Marinho, tendo os filhos já sido criados num outro ambiente.

 

 

“Tem o lado histórico, de uma história recente, e depois há sempre um lado comportamental, da maneira como se veste ou como fala. Esse trabalho tem que ser feito pelo actor, o que para mim me dá muito gosto fazer. Gosto de apreender sobre a época e sobre a mentalidade” explica João Didlet sobre os desafios de se fazer um trabalho como “Vidago Palace”. 

 

 

A trama desta série desenrola-se durante o verão de 1936. Por este hotel passam diferentes personagens que vão até ao lugar comemorar o casamento de Carlota e César Augusto, só que a jovem filha dos Condes do Vimieiro conhece Pedro e coloca tudo em causa. Fora dos portões do parque do Vidago, no lado da fronteira espanhola, desenrola-se uma guerra civil destruidora que coloca pais contra filhos, irmãos contra irmãos ou amigos contra amigos. É neste contexto histórico que a história do “Vidago Palace” se desenrola.

 

 

“Eu acho que a nossa história é tão grande que devíamos explorar mais, a história mais profunda dos dois lados. Por outro lado, também, temos contacto com uma outra forma de trabalhar a história”, diz João Didelet.

 

 

Esta não é a primeira série histórica a ser transmitida pela RTP mas é a primeira co-produção do canal com a Tv Galega. O realizador e produtor de “Vidago Palace”, Henrique Oliveira, foi o responsável de outras séries de grande sucesso como “As mulheres de Abril” e “Major Alvega”. 

 

 

A produção de “Vidago Palace” juntou una equipa composta por elementos dos dois lados da fronteira, duas formas diferentes de trabalhar a ficção televisiva. Mesmo antes de concluídas as gravações, esta nova série foi vendida para outros países, para além de Portugal e da Galizia.

 

 

As grandes apostas da estação pública para o ano de 2017 são “Ministério do Tempo”, que tem uma segunda temporada garantida, e “Vidago Palace”, que aborda acontecimentos marcantes da história recente de Portugal e Espanha.

 

 

“Aquilo que me chama mais à atenção é o texto. Gosto de fazer séries, gosto de fazer teatro e também gosto de fazer novelas. Na série liga-se muito aos pormenores, são realizadas de uma outra forma”, conta João Didelet sobre o que lhe chama à atenção quando vai iniciar um trabalho.

 

 

Depois do fim das gravações de “Vidago Palace” e das apresentações de “Allô Allô”, o conhecido está a avaliar novos projectos.

 

 

“Vidago Palace” estreia a 30 de Março na RTP1.

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Notícia publicada a 20/03/2017


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