António Campos: “O Património mais importante da Amália é a voz”

fundaçao amalia rodrigues

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António Campos é Administrador Executivo da Fundação Amália Rodrigues, sendo que o seu trabalho, em conjunto com o conselho de administração, tem sido realizado de há cinco meses a esta parte. Uma das últimas iniciativas, senão mesmo a última até agora, foi o tributo prestado a Amália Rodrigues no Centro Sócio-Cultural do Brejão no dia 6 de Outubro, data da sua morte. O Infocul entrevistou o administrador para um balanço sobre este espectáculo, mas também para ser feito um ponto de situação sobre o que pretende a Fundação efectuar daqui para a frente.

 

 

No espectáculo de 6 de Outubro, no Brejão, actuaram as fadistas Sandra Correia, Joana Amendoeira e Tânia Oleiro, acompanhadas por Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa, Luís Pontes na viola de fado e Carlos Menezes na viola baixo. A direcção artística deste espectáculo esteve (está) a cargo de Carlos Menezes e a produção de VS Management.

 

 

Nesta entrevista, o administrador executivo aborda a actividade da fundação, da Casa-Museu, a Casa de Férias no Brejão, o protocolo com a Rádio Amália e as negociações existentes e ainda sobre a parceria com a VS Management, a produtora que esteve no espectáculo do Brejão, no qual o Infocul marcou presença. No mês em se regista o 18º ano desde a morte da Diva do Fado, quisemos saber o balanço do que tem sido feito e o que é pretendido fazer no que ao património de Amália Rodrigues diz respeito.

 

 

António, estamos na Fundação Amália Rodrigues. Começo por lhe perguntar quando é  que surge a possibilidade de vir para a Fundação Amália Rodrigues?

Isso é uma história rápida que é o seguinte: Eu sou engenheiro e trabalhei durante trinta e tal anos como engenheiro e depois, no fim da minha carreira profissional, eu perguntei “o que é que eu vou fazer?”, porque de facto, não conseguia estar parado. E então resolvi tirar um doutoramento em museologia. E porquê? Porque a minha mulher trabalhava nos museus e achei uma boa maneira de discutir com ela sem ser “Eu acho…” mas discutir com ela de uma forma profissional e fui tirar um doutoramento em museologia e estava praticamente na fase final do doutoramento em museologia quando me convidaram: “Já agora e em vez de estares a estudar museologia vem praticar museologia e foi nessa altura que eu me lembro do concelho geral da Fundação Amália Rodrigues, que até foi meu chefe nos CTT, nos correios onde eu trabalhei durante muitos anos e perguntou se eu queria vir para cá de uma forma voluntária e gratuita e eu disse que sim. Por isso estou cá há cerca de 5 meses, de grosso modo. Isso foi a razão de como eu cheguei cá.

 

 

 

Antes de chegar à Fundação Amália Rodrigues, e Amália Rodrigues é acima de tudo conhecida como a maior fadista de todos os tempos em Portugal, qual era a sua ligação ao Fado? Ouvia fado?

Eu gosto imenso de música. Dentro das diversas formas de expressão de música eu tenho que confessar, não tenho problema nenhum em relação ao meu passado, que o fado não fazia parte das minhas 2, 3 ou 4 prioridades em termos do meu gosto mas eu… O meu gosto não é, digamos, que importante para a Fundação. Mas eu posso falar um pouco de mim. O meu gosto estava mais vocacionado para o jazz ou para a música clássica, ou para ópera, e como tal o fado existia marginal porque havia um conjunto de fadistas que eu conhecia como ouvinte e o único que me seduzia bastante, o único que me seduzia bastante e eu gostava era o Camané. Tudo o resto eu gostava pedacinho e mesmo em relação à Amália, que também faz parte de outro campeonato, mas eu tenho que confessar que nos últimos anos,  nos últimos 20 ou 30 anos o que me seduzia bastante era o Camané. Que era uma ruptura em relação, daquilo que eu penso ou daquilo que eu sentia, em relação aquilo que era chamado de fado tradicional. Mas a minha posição mudou há 5 meses desta parte. Isto é, não faz parte…O fado não é o meu…a minha música preferida mas está neste momento nas 3 ou 4 primeiras, digamos, formas musicais que eu admiro mas mais importante do que isso, da questão do fado é a questão da Amália. Eu não conhecia a Amália. Quando eu digo conhecia não é pessoalmente. Pessoalmente não a conhecia mas em termos da vida dela, da obra dela e da importância dela. Não a conhecia. Tenho que confessar. Não há mal nenhum. Não conhecia. O problema é meu e o problema é também dos órgãos de comunicação que não chegaram a mim. Aquilo que eu entretanto estudei cá e conheci, digamos cá, e hoje em dia tenho uma admiração enorme pela Amália. Eu neste momento considero a Amália uma mulher extremamente importante, coisa que há 5 ou 6 meses atrás, Amália era uma referência mas não tinha a mesma importância que tem neste momento, para mim, e como tal eu estou cá por razões museológicas, foi a razão principal, inicial. E neste momento eu estou cá por razões museológicas e pela admiração que eu tenho pela Amália.

 

 

 

Neste momento, no trabalho que está a desempenhar na Fundação Amália Rodrigues quais é que são os seus maiores desafios?

Para já, não vou falar do meu maior desafio. Podemos falar dos nossos maiores desafios. Porque não é o meu. estamos a falar da fundação, estamos a falar de um conselho de administração. Amália no seu testamento deixou um conjunto de bens e de património a uma fundação em que um dos objectivos era preservar a sua imagem e divulgar o fado e a sua imagem e simultaneamente com três objectivos concretos: apoiar o centro de saúde do Brejão, apoiar a Casa do Artista e apoiar os desfavorecidos. E como tal se nós, por mero acaso, quisermos que isso se mantenha, aquilo que nós temos que fazer é valorizar e divulgar o património da Amália. E o património da Amália mais importante é a voz. Por muito que eu diga “Estamos aqui numa fundação, numa Casa-Museu…”, aquilo que eu digo é que o património mais importante da Amália não é a Casa-Museu. Casas-Museus há muitas e quartos iguais aos da Amália há muitos e há outros muito mais bonitos. Só são importantes o quarto da Amália, a sala da Amália ou a sala de jantar da Amália porque é Amália e então aqui aquilo tem que ser valorizado não é o quarto da Amália, a sala da Amália, mas o património mais importante da Amália que é a voz e a sua obra e como tal se perguntar qual é o objectivo que eu acho, porque na medida em que isto está a ser pensado e discutido, que deve ser o objectivo principal a nível de médio e longo prazo é a valorização do património da Amália e o património mais importante da Amália é a voz e a sua obra…e o seu contributo para o fado.

 

 

Desde que a Amália morreu, até aos dias de hoje, não sente que a Fundação se fechou sobre si própria e esteve muito pouco próxima da comunidade?

Aquilo que eu vou dizer é o seguinte: Eu estou cá há 4 ou 5 meses e como tal tenho que dizer que herdo como membro do conselho de administração as coisas boas e as coisas más do passado mas em vez de estar a olhar para o passado e dramatizar o passado por muito bom ou menos bom que tenha sido aquilo que é mais importante, que eu defendo, é valorizar e trabalhar o futuro porque senão permanente estamos sempre a falar do passado e aquilo que é mais importante é dizer aquilo que vamos fazer no futuro para que o futuro seja melhor que o presente e que o futuro seja melhor que o passado.

 

 

 

Pegando nessas suas palavras e numa de projecção, no espectáculo que aconteceu no Brejão [6 de Outubro de 2017], foi a primeira vez que este espectáculo subiu a um palco, e nos habituais discursos que existiram foi referido mais do que uma vez a mudança na ligação entre a fundação, o Município e o centro sócio-cultural do Brejão. Como é que encara estas palavras perante o trabalho que está a ser feito neste momento e perante essa mudança de postura?

 

 

Há um poeta que diz que ‘O Caminho se faz caminhando’ e como tal são pequenos gestos e pequenos percursos que dá a sensação para fora e a imagem de que se passa algo diferente mas para que haja coisas diferentes neste momento foi necessário fazer um conjunto de coisas no passado. Quando eu acabei de dizer ainda há pouco que aquilo que nós devemos fazer é valorizar o máximo que existe no que diz respeito ao património da Amália, que é a voz, Que são os discos, que é a canção, que são os poemas que ela cantou, que são os compositores que ela cantou. Se de facto nós defendermos que isso é que tem que ser valorizado, eventos como aquele que passou no Brejão devem ser valorizados e devem ser dinamizados e como tal se por mero acaso as pessoas hoje que estão fora da fundação vêm esse aspecto, aquilo que eu digo é ‘ainda bem’ porque no fundo o que nós queremos é que o património da Amália seja valorizado.

 

 

 

Há aqui uma questão que eu também não posso deixar de lhe fazer. Tem noção que foi uma pedrada no charco levar este tributo pela primeira vez ou colocar este tributo em palco pela primeira vez fora dos dois grandes pólos culturais deste país e levar ao Brejão. Obviamente que a Amália tinha a sua casa de férias no Brejão, isso é demais conhecido, também é demais conhecida a paixão que ela tinha pelo Alentejo. Isso foi dito em várias entrevistas. Tem a noção que com esta atitude ajudou a descentralizar a cultura?

Eu não estou totalmente de acordo com o princípio da pergunta na medida em que há muitos eventos musicais no país inteiro que não sejam só Lisboa e Porto. O exemplo concreto é o MEO Sudoeste, que é feito mesmo entre o Brejão e a Zambujeira do Mar que é um evento musical enorme e como tal nós não podemos dizer que só existem eventos musicais em Lisboa e no Porto. Isso não significa que esteja em parte de acordo consigo. De qualquer maneira eu ainda não referi e quero referir o papel importante que teve o Centro social do Brejão e a Câmara Municipal de Odemira que foram os grandes dinamizadores deste evento. Porque na prática isto não começou este ano. já no ano anterior houve, e eu não estava cá, é só para ver que o ‘caminho se faz caminhando’, no ano anterior já houve um evento no Brejão que foi a abertura da casa da Amália ao público com visitas guiadas. Este ano continuou-se a fazer o mesmo evento, que é a abertura da casa da Amália com visitas guiadas, e simultaneamente com mais uma iniciativa que foi este tributo a Amália. Para o ano haverão mais do que esses, por isso no fundo foi aquilo que eu disse. ‘O camino se hace caminando’.

 

 

 

A casa da Amália, neste momento, no Brejão é possível ser alugada?

Não. O que foi feito nos últimos dois anos…a casa do Brejão da Amália está em condições de ser habitada e ainda está em discussão interna na Fundação qual deve ser o futuro da casa do Brejão. De qualquer maneira, aquilo que foi feito nos últimos dois anos, em 2016 e em 2017, a casa do Brejão foi alugada a uma empresa que por sua vez explorou aquilo por 3 ou 4 meses como alojamento local, por isso, somente durante esses períodos de 3 ou 4 meses, se não me engano, é que houve disponibilidade de alojamento local mas não directamente à Fundação Amália Rodrigues mas a essa empresa que nós alugámos. O que vai ser feito em 2018 não está decidido ainda.

 

 

Qual é o balanço que faz, e esteve lá como fundação Amália Rodrigues mas também esteve como espectador e como pessoa que gosta de música, deste primeiro espectáculo de tributo a Amália?

Eu como sou…comecei a dizer que sou um engenheiro, digamos…tenho sempre que dizer que é sempre possível fazer mais e melhor. O que quer dizer que o balanço que eu faço em relação ao evento todo e nomeadamente ao evento musical é altamente positivo no entanto é possível sempre fazer melhor. Eu posso dizer porque é que eu considero que o evento foi altamente positivo: Por um lado a adesão enorme que teve do público, isto é, se por mero acaso nós fizéssemos um belíssimo evento e não estivesse lá ninguém presente isso seria mau na medida em que era muito bom mas não tem público. Aliás, a Amália própria precisava e gostava imenso de público. Um dos tributos que nós fizemos este fim-de-semana no Brejão foi fazer várias coisas que a Amália gostava que era, por um lado, música, fado, por outro lado as canções da Amália e por outro lado público. E por outro lado há o público do Brejão de que ela gostava muito e que a população do Brejão gostava imenso da Amália. O balanço que eu faço desse evento é altamente positivo, no entanto eu acho que é sempre possível melhorar em pequenas coisinhas mas em termos macro é um evento que deve ser aproveitado e que deve ser divulgado no resto do país e não só em Lisboa e Porto, como há pouco referiu, ou no Brejão, que é outra referência da Amália. É um evento que na minha/nossa opinião deve ser “exportado” para o resto do país e nomeadamente, também, para outros países que não Portugal.

 

 

 

Relativamente a este espectáculo, o que está a ser pensado para este espectáculo? É um espectáculo que apenas se vai realizar anualmente? É um espectáculo que pretende colocar em digressão pelo país? O que é que quer fazer com este espectáculo?

Uma das coisas que nós devemos fazer é a valorização e a divulgação património da Amália e como tal neste momento está em discussão para que este evento, com estas condições ou com outras melhorias de condições, seja, como eu disse ainda há pouco, feito em outras localidades. Por isso, no fundo, se tudo correr bem, primeiro, o evento do próximo ano, aliás, porque a própria Câmara Municipal também gostou e quer repetir, será feito mas até ao próximo ano haverá outros eventos que neste momento estamos a acertar pormenores.

 

 

 

Relativamente a actividades na Casa-Museu Amália Rodrigues, o que é que a ser preparado que queira ou já possa divulgar?

Podemos falar das coisas que entretanto fizemos nos últimos meses, que é, como eu disse ainda há pouco, o discurso museológico é uma questão importante de saber. Para que é que nós temos o museu e o que é que fazemos do museu? O museu pode ser, de uma forma conservadora, retrógrada e estática para mostrar as peças que estão lá. Isso é um museu morto. E outra questão é com as peças, com o acervo que existe no museu transformar num espaço vivo. Para transformar num espaço vivo há um conjunto de iniciativas que se podem fazer. Primeiro: valorizar o percurso e a vida da Amália muito para além do acervo. Isto é, todas as visitas à casa-museu são acompanhadas, isto não é um museu livre no qual se paga um ingresso e a pessoa anda por onde quiser, o tempo que quiser, sozinho. Não. As visitas a Casa-Museu São todas acompanhadas com guia, e o guia não conta só histórias dos espaços mas conta histórias das peças, leia-se acervo, e também conta histórias da Amália. Havia uma falha que nós identificámos no princípio desta nova gestão que era não haver um espaço para falar da Amália,só. E neste momento uma das salas, que era a sala da administração, deixou de ser a sala da administração e passou a ser uma sala de antologia da Amália e é onde está uma cronologia da Amália , muitos discos da Amália, onde está um tributo à poesia que a Amália cantou, onde está um tributo em relação aos filmes que a Amália fez. Isto é, neste momento valorizamos o aspecto também, não é só, mas também a vida da Amália. Numa das idéias que nós temos e iremos desenvolver nos próximos meses é aproveitar o jardim da Amália, que é um belo jardim, é um belo espaço na cidade de Lisboa para fazer eventos musicais com uma certa regularidade. Existem alguns eventos musicais em Lisboa, mas nós não queremos transformar isto numa casa de fado nem numa casa de sardinhas assadas com…digamos, acompanhadas com fado. Não é isso que queremos mas queremos que haja tributos de fado à Amália neste espaço. Por um lado, como eu falei, estamos a falar do jardim mas para concertos mais intimistas podemos eventualmente pensar em outros espaços. Que estamos a pensar mas ainda não está concretizado. Queremos transformar este museu num espaço vivo.

 

 

 

Relativamente a esses espectáculos já há ideia do elenco que vai ter ou não?

Não. Neste momento ainda estamos a pensar o que é que devemos fazer e como é que devemos fazer e com quem é que devemos fazer. O elenco não está pensado mas há uma questão que eu posso eventualmente dizer o que eu defendo. O que eu defendo é que o repertório deve estar à volta da Amália. Não estou a dizer que seja cópia da Amália, fazer aquilo que a Amália fez mas tendo a Amália como uma referência na medida que sendo a Amália uma intérprete revolucionária que punha muitas vezes em causa percursos antigos e que descobria novos caminhos, novas harmonias e novos poetas, um dos tributos que podemos fazer a Amália é continuar esse caminho. A Amália no espectáculo que ela fez no Coliseu em 1987, que saiu agora um disco, ainda não o ouvi mas nós já fizemos referência deste disco no Facebook. Está lá que a Amália mesmo neste espectáculo apresentou uma nova canção que era com um poema da Cecília Meireles e com uma música do Alan Oulman. “Soledad”. E como tal, se ela própria no fim da sua carreira continuava à procura de novos caminhos, de novos poetas e de novas músicas, um dos tributos que nós podemos fazer em relação à Amália é contribuir para essa atitude revolucionária que ela tinha e não conservadora em termos de dizer ‘o que já está conquistado já está’, mas andar sempre à procura de novos caminhos. Esse é um grande tributo que podemos fazer à Amália.

 

 

 

Estamos a chegar ao término da entrevista contudo ainda há aqui algumas questões que eu ainda gostava de lhe fazer. Amália também é nome de rádio. Existe um protocolo entre a Rádio Amália e a fundação. Em que ponto está neste momento esse protocolo? É para continuar?

Nós temos um acordo, um protocolo, aliás, a rádio chama-se Rádio Amália e como tal houve um acordo entre as duas instituições. Esse acordo foi por 10 anos e neste momento, se não me engano, estamos no oitavo ano e para que não colida com o Centenário da Amália, que é daqui a dois anos e que seria precisamente mais ou menos na mesma altura que o contrato com a radio Amalia estaria terminado, neste momento já estamos em negociações com a Rádio Amália para renovar o contrato em novos módulos, nomeadamente melhorando os pontos em que nós identificámos, quando estou a dizer nós estou a falar de ambas as partes, não é nós fundação. É nos fundação e Rádio Amália, melhorar os pontos que foram identificados como muito bons para que mesmo antes do término desse contrato seja feito um novo contato. É a nossa posição neste momento. E já existe conversações e estão num bom caminho.

 

 

 

Para terminar. Quem não conhece a obra de Amália, principalmente a geração mais nova, o que está a ser preparado pela Fundação para chegar a esse público mais novo?

 

Tenho que lhe confessar que neste momento não está nada preparado concretamente em relação a esse, e mesmo nos outros… Quando eu lhe disse que estamos a preparar o programa de médio prazo significa que um desses itens que temos que abordar é como divulgar aquilo, que eu ainda há pouco falei, que é o património mais importante da Amália que é a voz. Evidentemente que a Fundação tem uma limitação no seu espaço físico e como tal podia dizer ‘Não pode ser. Venham até nós as criancinhas’, ou então criar condições para que as pessoas mais novas venham até nós. O que nós temos que fazer se queremos contribuir com a nossa competência, com o nosso conhecimento e com o nosso posicionamento no espaço nacional para que a música da Amália seja divulgada é fazer parcerias com um conjunto de identidades que podem divulgar, uma delas como falou é a Rádio Amália. Outra delas como falámos ainda há pouco é fomentar mais tributos à Amália ao longo do país. Outra delas, como se falou ainda há pouco, é fazer pequenos espectáculos no jardim que, por exemplo, no verão podem ser convidadas as escolas aqui à volta, nomeadamente a Casa-Museu, para virem cá visitar. No entanto estamos a preparar um plano de médio prazo onde algumas dessas ideias irão ser propostas, aprovadas e implementadas.

 

 

 

Fala aí em várias parcerias. O espectáculo do Brejão teve a produção de VS Management. O que está a ser preparado com a VS Mangement que possa revelar?

O espectáculo do Brejão foi feito com essa entidade e neste momento estamos em conversações com essa entidade para fazer mais tributos à Amália em outras localidades no país inteiro. E, nomeadamente, aproveitando essa experiência para que aquilo que nós fizemos no passado, nem sempre de uma forma regular, que era anualmente fazer uma Gala da Amália em que era feito um espectáculo de uma dimensão maior numa sala grande em Lisboa mas podia ser noutro sítio qualquer, nomeadamente com a distribuição de prémios Amália, aproveitando essa experiência com esta entidade podemos eventualmente pensar e fazer para que a gala seja mais um tributo de grande dimensão à Amália com uma importância diferenciada e maior. Mas ainda está em pensamento e ainda está em negociações.

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Notícia publicada a 23/10/2017


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