Armando Teixeira lança novo trabalho de Knok Knok

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Armando Teixeira lança novo trabalho do projecto Knok Knok, que tem como single de apresentação “Inverno”, em plataformas digitais e na tradicional cassete, algo que nos últimos tempos caiu algo em desuso mas que pode ser visto nesta gravação criada com artefactos da Roland e da Moog, da Korg, da Buchla e da Oberheim, da Yamaha e da Sequential Circuits.

 

 

Este novo trabalho pode ser escutado ao longo de 14 temas divididos simetricamente pelos dois lados de uma cassete que se estende tanto no tempo como num LP.

 

 

As peças desenvolvidas por Armando Teixeira têm sempre, qualquer que seja o contexto, Bulllet ou Balla são exemplos possíveis numa dimensão pop que pode ser visto em melodias transparentes e nos arranjos escorreitos, mas mergulhado na sua panóplia de teclados vintage, o produtor consegue igualmente explorar uma mais funda vertente experimental que neste caso passa pela procura de novas texturas, de novos sons e combinações de pulsares, estratégia própria de quem vê no estúdio, na mesa de mistura, as mesmas possibilidades que um cientista encontra no laboratório, uma forma de descobrir novos mundos através de uma postura inquisitiva.

 

 

Igualmente importante aqui é o diálogo entre Armando Teixeira e Duarte Cabaça, com a base rítmica fornecida pelo baterista que bem conhece as derivas motorik do kraut e entende que o que importa são os desenhos rítmicos angulares de grande precisão a servirem para que os teclados pintem abstractos quadros que títulos como “Vapor”, “Casa de Papel”, “Roda” ou “Acrílico Azul” não esclarecem, antes servem como estímulos para orientar a nossa imaginação.

 

 

Os Knok Knok recuperam para o presente o pulsar do Krautrock, mas também se alinham com as experiências electrónicas pioneiras que etiquetas como a Finders Keepers têm vindo a relançar.

 

 

A proeza dos Knok Knok não se limita a evocar o passado, conseguindo uma sintonia com um particular presente que projectos como Ekoplekz ou, por exemplo, Pye Corner Audio e o que certas editoras como a Ghost Box têm vindo a explorar: um particular ponto de intersecção entre o kraut e o techno, as pioneiras experiências do Radiophonic Workshop, a synth scene experimental dos anos 80 que derivou da new age, o synth pop mais aventureiro de projectos como os Yello ou Yellow Magic Orchestra.

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Notícia publicada a 04/07/2017

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