CCB rendido a Jorge Fernando!

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Jorge Fernando encheu o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, no segundo concerto do ciclo Há Fado no Cais em 2018. De talento e de público!

 

 

Jorge Fernando conta com 40 anos de canções. Este espectáculo no CCB serviu para uma viagem aos seus grandes êxitos (muitos ficaram por ouvir…) mas também para apresentar alguns dos temas que integrarão o novo disco.

 

 

Numa sala repleta de admiradores de um dos mais geniais artistas portugueses, destacam-se, entre outras, as presenças de nomes como Maria da Fé, Ana Moura, Marco Rodrigues, Fábia Rebordão ou Virgul.

 

 

O talento para a escrita e composição de canções é por todos reconhecido, mas Jorge Fernando fez questão de mostrar que sabe como dominar todos os momentos de um espectáculo. Foi perfeito até nas suas imperfeições, que também existiram.

 

 

Passavam alguns minutos das 21:00 quando Jorge Fernando e os músicos que o acompanharam subiram ao palco do CCB para a primeira grande ovação da noite. “Chamam-lhe Fado”, “A Ilha” e “De mim para mim” foram interpretados seguidamente, tendo Jorge Fernando saudado o público na primeira das muita interacções que foi mantendo com a plateia durante a noite.

 

 

“Lobisomem”, “Estranhamente”, “Desalento”, “O Pobre”, “Sr. Doutor” (single que conta com a participação de António Zambujo) e “Bola p’rá Frente” serviram para dar a conhecer parte do seu novo disco que deverá sair muito em breve.  Um disco que aborda o mundo que rodeia Jorge Fernando, e que contempla, obviamente, todas as suas influências e vivências.

 

 

Jorge Fernando conseguiu, e por norma fá-lo sempre, no seu espectáculo que foi entregar-se por inteiro. Não há um personagem artístico. É um homem de emoções que produz arte! A experiência trouxe-lhe um conhecimento perfeito da sua voz e de como usar a mesma, potenciado o que de melhor tem e ‘abafando’ o que de menos positivo faz. Fá-lo naturalmente e sem alarido. O artista mostrou que está num bom momento de forma e soube aproveitar este espectáculo no CCB. Um alinhamento bem estruturado, com diferentes tonalidades emocionais, as falas foram feitas em doses q.b., e os músicos que o acompanharam estiveram num patamar de altíssima qualidade.

 

 

Bruno Chaveiro e André Dias na guitarra portuguesa, José Manuel David no piano, António Barbosa no violino, Davide Zaccaria no violoncelo, Filipe Larsen no baixo e André Sousa Machado nas percussões estiveram com uma qualidade extraordinária. João Pina, David Cruz e Colton Benjamim nas vozes foram o melhor suporte que Jorge Fernando poderia desejar.

 

 

Mas numa noite marcadamente emocional, houve tempo e espaço, além de muita qualidade demonstrada, por dois convidados. O primeiro a subir a palco, por lá permanecendo o restante espectáculo, foi Custódio Castelo na guitarra portuguesa. Brilhante instrumental a solo. Parecem escassear já adjectivos para o conseguir descrever.

 

 

Mas a noite era, e foi, de Jorge Fernando e houve a possibilidade de aquecer as vozes do público com temas como “Boa noite solidão”, “Rumo ao Sul”, “Trigueirinha”, “Quebranto”, “Chegou a Hora”, “Valsa dos Amantes”, “Pode ser saudade” ou “Quem vai ao fado”. Pelo meio, Jorge Fernando foi vislumbrando pessoas na plateia e homenageando-as.

 

 

“A minha história”, é um dos temas que irá integrar o novo disco de Jorge Fernando e segundo o próprio é o tema que faz a ligação entre os restantes, antecedeu o encore que trouxe mais uma convidada a palco.

 

 

Aos primeiros acordes de “Chuva” , ouviu-se a voz de Mariza, seguindo-se a entrada em palco. A fadista interpretou ainda mais dois temas de Jorge Fernando e esteve soberba em todos eles. Aliás, actualmente Mariza está num momento em que tudo o que faz, faz bem.

 

 

A festa do Comendador, que nesta noite recebeu também a medalha de honra da SPA, estava bonita e terminou com o icónico “Umbadá”.

 

 

Jorge Fernando provou, não era necessário, que é dos mais geniais artistas nacionais. Um espectáculo muito bem conseguido e do qual merece ainda referência o desenho de luz, pelo brilho e qualidade adicionados ao talento dos músicos em palco.

 

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Notícia publicada a 10/02/2018


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