Ciclo de cinema no Museu do Oriente

ciclo cinema macau_filme irmãs

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Depois de uma exposição de fotografia, o ciclo “Cinema Macau. Passado e Presente” vai apresentar um novo olhar sobre Macau durante o século XX, bem como após a transição para a administração do território pela China. Este ciclo, que está organizado em sete sessões temáticas e tem a curadoria da jornalista Maria do Carmo Piçarra, vai começar no dia 07 de Janeiro e estender-se até ao dia 18 de Fevereiro, sempre pelas 17:00.

 

 

 

Este ciclo vai apresentar a visão de um conjunto de realizadores, no Estado Novo, sobre Macau. Estas imagens vão ser contrapostas pelas imagens conseguidas pelos realizadores Miguel Spiguel e Jean Leduc, que também estavam ao serviço do Regime. Também vai ser mostrado como Manuel Faria de Almeida, um dos fundadores do Novo Cinema português que, posteriormente, ajudou a criar a Televisão de Macau, antecipou as angústias dos residentes no território com a perspectiva da transição da soberania.

 

 

 

Em contraposto a esta visão mais antiga, vai ser apresentada uma visão contemporânea de jornalistas e das novas gerações de realizadores portugueses, que viveram ou visitaram (Rui Pedro Guerra da Mata / João Pedro Rodrigues) ou vivem (Ivo Ferreira) no território, e o de uma realizadora sérvia (Nevena Desivojevic), que filmou, em Lisboa, a rememoração de um aspecto da vivência em Macau. O ciclo integra ainda investigações filmadas, assinadas por jovens jornalistas portugueses (Filipa Queiroz e Hélder Beja), que relevam traços da presença portuguesa durante o século XX.

 

 

 

Este ciclo vai, finalmente, fixar-se nas inquietações, aspirações e a sensibilidade da primeira geração de realizadores de Macau. Recorrendo a linguagens que vão do ensaio visual à animação e usando, sobretudo, o formato da curta-metragem, os novos filmes feitos em Macau, entre outros, por Albert Chu, Leong Kin, Cobi Lou, Hong Heng Fai, Cheong Kin Man e Tracy Choi, de quem é apresentada também a longa-metragem “Irmãs, reflectem as mudanças na paisagem, física e humana. Aqui, os vestígios coloniais servem um certo onirismo e nostalgia, e evidenciam o paralelismo entre o crescimento da ilha e a multiplicação das imagens desta.

 

 

 

Estas sessões de cinema (que vão contar com a projecção de filmes do Arquivo Nacional de Imagens em Movimento, da Rádio e Televisão de Portugal e do Centro de Audiovisuais do Exército), são de entrada livre (mediante o levantamento do bilhete).

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Notícia publicada a 28/12/2017


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