Critica- “Thor Ragnork”: O fim de uma era!

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“Thor Ragnork” é o mais recente filme da chancela da Marvel protagonizado por Thor, filho de Odin. Neste novo filme, o poderoso deus do Trovão vai adquirir um novo papel que poderá ser decisivo em novas películas que no futuro sejam protagonizados pelo Vingador loiro.

 

 

Este filme, que estreia em Portugal a 26 de Outubro, apresenta um rico universo e um elenco de luxo que é encabeçado por Chris Hemsworth, que cada vez mais se cola ao papel de Thor sendo mesmo já impossível pensar em outro actor para este papel.

 

 

Este filme começa com Thor preso e a contar a sua história, desde que o “deixámos” na película anterior (“Vingadores: A Era de Ultron”), a um…cadáver! Este é um dos primeiros momentos de humor, um humor refinado, que podemos ver neste novo filme.

 

 

São várias as piadas que podemos ver neste filme. Umas são muito boas enquanto outras mais parecem saídas de um espectáculo de comédia de improviso de baixa qualidade.

 

 

Estes momentos de humor são normalmente intercalados com cenas de acção muito bem executadas. Estes momentos, que foram muito bem coreografados e que conseguem mostrar na perfeição a capacidade atlética de cada um dos actores presentes neste filme, são acompanhados por uma banda sonora que faz com que o público fique ainda mais ligado a estas cenas de combate. O humor e as cenas de acção são dois dos grandes atractivos deste filme.

 

 

A primeira cena de combate é protagonizada por Thor e pelo “demónio” Sutur. Na mitologia asgardiana, o Ragnarok marca o fim do mundo da civilização conduzida por Odin (Antony Hopckins). O reinado de Odin, o deus mais importante da mitologia nórdica, vai ser colocado em causa. Primeiro por Sutur, que é impedido por Thor, e depois pela deusa da morte, a implacável Hela.

 

 

Hela (Cate Blanchet) é a grande vilã deste filme. A bela actriz, que já ganhou dois Óscares, está soberba neste poderoso papel que lhe cai que nem uma luva. Sempre que aparece no ecrã sentimos que é perigosa e poderosa. A implacável e ameaçadora Hela é a filha mais velha de Odin e é ela a chave para o fim da civilização asgardiana.

 

 

Só Odin é que a detém mas o pai de Thor e Loki (o sempre impecável Tom Huddleston) desaparece e finalmente vemos os dois irmãos unirem-se para descobrirem o patriarca. Para tal saem da luminosa Asgard e vão até Nova Iorque.

 

 

É no meio da metrópole americana que temos mais um momento de destaque quando os dois irmãos ficam em frente a um edifício demolido, local onde deveria estar Odin. Depois de uma curta conversa entre os dois irmãos, que no fim deste filme ficam com uma relação reforçada, que é interrompida por duas moças que pedem a Thor para tirarem uma selfie (um dos objectos que define a actual cultura popular).

 

 

Depois de tirarem esta foto, existe a inserção de uma nova personagem que neste filme vai ter uma curta participação. O Doutor Estranho (que vai ter brevemente um filme em nome próprio) é que vai indicar aos dois irmãos onde está Odin.

 

 

Só que esta reunião familiar, que vai acontecer num bonito e verdejante campo na Noruega, não vai acabar bem. Aliás, o filme a partir daqui vai sofrer uma grande reviravolta. Vai ser o fim de uma era, já que Odin morre, o que deixa o caminho livre para Hela, que aparece pouco depois. Só que em vez de chorarem a morte do pai, os três irmãos vão lutar entre si. É no meio desta luta que o Mjölnir, o poderoso martelo do Thor, é destruído.

 

 

Mas o que será do poderoso deus sem o seu martelo?

 

 

Sem martelo e depois da morte do pai, Thor vai parar a um estranho planeta liderado por um extravagante Grandmaster que se diverte com lutas de gladiadores, como se fosse um imperador Romano.

 

 

Qual Nero com a sua lira, o Grandmaster toca um teclado e realiza festas em naves espaciais. Neste estranho planeta (que parece retirado de um cenário dos anos 60) liderado por um ditador armado em promotor de lutas, Thor vai ter que sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra um ex-aliado e companheiro Vingador, Hulk (Mark Ruffalo).

 

 

Hulk é o campeão do Grandmaster (Jeff Goldblum) e esmagou todos os adversários até encontrar Thor (que nesta altura do filme já tem o cabelo curto, como podemos ver no cartaz promocional).

 

 

Este “novo” Hulk está mais verdadeiro e agradável, protagonizando mesmo a primeira cena de nudez de um filme da Marvel, mas perdeu um pouco da sua agressividade. É um campeão sem qualquer tipo de adversário que esmaga tudo e que cria um bonito laço de amizade e cumplicidade com a personagem de Tessa Thompson, que reforça o “girl power” que está presente neste filme devido a ela e a Cate Blanchet.

 

 

Só que ao contrário de Hulk, que está habituado à vida neste planeta, Thor vai fazer de tudo para sair dali e voltar a Asgard. Para tal vai reunir uma inusitada equipa de “Vingativos” (nome que dá à sua equipa que é composta por uma Valkyria e pelo Hulk) para voltar a Asgard, que neste momento é controlada pela malévola Hela.

 

 

Para conseguirem voltar a Asgard vão fugir do Grandmaster e roubar uma das suas naves favoritas para poderem entrar num portal que os levem de volta a Asgard, que corre perigo.

 

 

Os asgardianos que não se sujeitam às ordens de Hela foram obrigados a fugir e a se esconderem num forte. Neste local são protegidos por um irreconhecível Idris Elba (que muitos avançaram que seria o próximo James Bond). Depois de chegarem a Asgard, esta equipa começa uma luta impiedosa contra Hela mas nenhum dos heróis consegue vencer a deusa da morte.

 

 

Isto até os dois irmãos, que sempre lutaram entre si, decidirem unir forças e por em marcha um plano para acabar com a irmã mais velha. Só que este golpe pode acabar com a civilização asgardiana. Uma situação delicada que vai colocar Thor e todo o universo que o rodeiam em causa.

 

 

Será este o verdadeiro Ragnork? Será este o fim de uma era?

A nova aventura de Thor chega aos cinemas portugueses no dia 26 de Outubro. “Thor Ragnork” é o terceiro filme protagonizado por Thor (Chris Hemsworth) e uma boa dica para uma tarde de cinema bem passada.

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Notícia publicada a 23/10/2017


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