Expressionismo de Alberto Péssimo para ver na Galeria Municipal de Matosinhos

ExpoPéssimo

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Depois de Julião Sarmento, José Emídio ou Jorge Pinheiro, Alberto Péssimo é o senhor da arte contemporânea portuguesa que se segue na Galeria Municipal de Matosinhos. A exposição “Fogo no Paiol” será inaugurada no dia 20 de Maio, pelas 17:00, e integra um conjunto de três mostras dedicadas à obra de Péssimo que estarão patentes em simultâneo no Grande Porto: “Sonhar a Bíblia” abre esta tarde, no Museu da Misericórdia do Porto, e “Lavoura” abrirá portas a 04 de Junho, na Fundação Júlio Resende.

 

 

Na Galeria Municipal de Matosinhos, as 21 obras a óleo sobre madeira que compõem “Fogo no Paiol” revelam a faceta mais expressionista de Alberto Péssimo. Os retratos expostos resultam da sobreposição de largas pinceladas em tons fortes, ora luminosos ora obscuros, provocando a inquietação de quem olha para uma galeria de personagens tolhidas pela doença, pela velhice, pela solidão, pelas fragilidades e pela alienação. 

 

 

“Ao retratar estes loucos e loucas, Péssimo simultaneamente expõe a dor e a fragilidade dos seus retratados, coisa que deles faz um reflexo pouco deformado de nós mesmos, e oculta os labirínticos corredores e muralhas que os enclausuram e separam de nós”, escreveu Saguenail, o realizador e escritor francês que, em conjunto com Regina Guimarães, produziu os textos que acompanham o catálogo único concebido para as três exposições, intitulado ‘Ossos do Ofício’. “Elas interrogam-nos. Chamam-nos, fraternalmente, ou até amorosamente. E acordam emoções inomináveis que dormitavam enterradas no fundo das nossas cabeças”, acrescenta Saguenail.

 

 

Alberto Péssimo nasceu em Moçambique em 1953 e veio para Portugal aos 8 anos de idade. Formou-se na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e foi professor da Escola Artística da Cooperativa Árvore, tendo concebido diversos cenários para peças de teatro e a cenografia de programas televisivos como “A Árvore dos Patafurdios” e “Os Amigos de Gaspar”. Expõe regularmente desde 1977, afirmando-se como um dos mais significativos artistas portugueses da geração que atingiu a maturidade durante o período final da Guerra Colonial.

 

 

A exposição de Alberto Péssimo estará patente até 17 de Junho.

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Notícia publicada a 18/05/2017

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