Feira do Livro do Porto bate recorde de visitantes

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A última edição da Feira do Livro do Porto, que durou 17 dias, recebeu 285.000 visitantes, sendo um deles o Presidente da República. O aumento no número de visitantes (no ano passado a Feira recebeu 250.000 pessoas) reforça o papel que este evento de referência tem na vida cultural da cidade.

 

 

As duas grandes novidades da edição deste ano foram a montagem de 130 pavilhões ao longo da Avenida das Tílias e a preocupação que o Município manifestou em acolher os pedidos dos alfarrabistas, cuja presença foi reorganizada no espaço entre a Concha Acústica e o Lago dos Cavalinhos, permitindo às duas dezenas de participantes deste sector exporem melhor as suas publicações.

 

 

Com mais de 100 expositores montados, este ano houve vários regressos mas também algumas estreias.

 

 

Esta Feira do Livro apostou bastante na captação de novos públicos e para tal apostou na realização de oito debates (programados pelo escritor José Eduardo Agualusa), quatro sessões de spoken word, seis lições sobre escritores de língua portuguesa programadas por Anabela Mota Ribeiro (destacando-se a aula de Ana Luísa Amaral sobre Sophia de Mello Bryner Andersson), seis sessões de cinema, sete sessões especiais (incluindo as que evocaram Agustina Bessa-Luís e António Nobre), uma sessão das Quintas de Leitura sobre a poesia de Sophia de Mello Breyner e duas de teatro. Alguns destes eventos decorreram no Salão Independente.

 

 

Na Galeria Municipal poderá ver gratuitamente as exposições “Quatro Elementos” e “O Anjo de Timor e outras histórias – ilustrações para Sophia”.

 

 

Durante a Feira do Livro, foram realizadas várias acções, debates, lições, sessões de spoken word e de cinema, oficinas, espetáculos de teatro, exposições, poesia, conversas, performances, dança e apresentações. Estas foram algumas das actividades que encheram a agenda deste evento cultural onde o livro e a literatura são os grandes protagonistas.

 

 

 

Depois das homenagens a Vasco Graça-Moura ou Agustina Bessa-Luís, a homenageada deste ano foi a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen. Em forma de homenagem, houve a atribuição de uma tília; descerramento de uma placa evocativa, que contou com a presença do filho da poeta, o jornalista Miguel Sousa Tavares, e finalizou com um debate em torno das palavras de Sophia.

 

 

O crescimento do público presente nos jardins do Palácio de Cristal, a Câmara do Porto tem vindo a recupera-los, foi equilibrado. Esta era uma das prioridades definidas pela organização que também assistiu a um aumento do público estrangeiro que se deslocou até à Feira do Livro.

 

 

Para este aumento do público internacional contribuiu, em parte, as sessões temáticas dedicadas a: Raul Brandão, Carlos Drummond de Andrade, David Mourão-Ferreira e Óscar Lopes ou aos eventos onde participaram os autores: Han Kang (Coreia do Sul), Laurent Binet (França), Tatiana Salem Levy e José Paulo Cavalcanti Filho (Brasil) ou Teju Cole (nigero-americano).

 

 

O guia histórico-turístico “Jardins do Palácio de Cristal”, da autoria das investigadoras e arquitectas paisagistas Teresa Portela Marques e Natália Bruno, foi um das publicações mais vendidas no pavilhão da Câmara do Porto. Neste local também foram vendidas as publicações “O Anjo de Timor”, “Postais Ciclo de Natal” e “Porto”, um livro que descreve e explica a nova identidade gráfica da cidade.

 

 

A quarta edição da Feira do Livro do Porto foi organizada pelo Município e teve um custo de 100.000 euros.

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Notícia publicada a 22/09/2017


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