Fernando Daniel: “A sociedade precisa de ter mais “open mind”

fernando daniel

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Fernando Daniel deu-se a conhecer no The Voice Portugal. Desde essa altura, e após ter vencido o concurso, não mais parou. Fernando Daniel é uma das vozes mais aclamadas da actualidade e os seus vídeos atingem milhões de visualizações. Acaba de lançar um novo single e o disco, que será também o primeiro, está a caminho.

 

Depois de vários anos a aprender música sozinho, de forma autodidata, participou nos concursos televisivos “Factor X” e “The Voice Portugal”, e de ter ainda concorrido este ano ao Festival RTP da Canção, a convite do maestro e compositor Nuno Feist, com a canção “Poema A Dois”.

 

Fernando Daniel está cada vez a construir um percurso ascendente e num momento em que muitas novidades se aproximam, concedeu uma entrevista ao Infocul onde falou da música, do seu percurso, dos concursos televisivos e até do seu lado mais pessoal.

 

Fernando, 2018 terá disco novo. O que já podes, e o que queres, revelar já desse trabalho?
Existe tanta coisa que já podia revelar, mas vou continuar a manter o suspense. Mas uma coisa posso adiantar, é um álbum cheio de amor, na sua vertente boa e na sua vertente “menos boa”, tenho ali o meu coração e todo o meu suor. O seu lançamento está marcado para meados de março!

 

Em termos de sonoridade, o que irás apresentar?
Uma sonoridade própria, onde me inspirei por várias influências internacionais. Algo orgânico, mas moderno, com alguns instrumentos que considero ser “a minha base”.

 

Os temas serão em português ou inglês? Ou os dois?

Os temas serão em português, mas não está fora de questão uma versão de alguma musica em inglês.

 

Participaste no The Voice, ganhando-o, e depois no Festival da Canção. Qual a importância destes dois eventos?
O The Voice sem dúvida que teve um peso maior, foi o programa que ganhei e me deu muita visibilidade e projeção, o Festival da Canção foi importante para conhecer outro mundo, e de certa forma, compreender melhor o que é a rivalidade para representar algo, neste caso o nosso país.

 

O que tens feito desde então?

Tenho estado a compor originais, a escrever letras e a compor melodias, a escolher o que é melhor, a alimentar as minhas redes sociais, a dar concertos aqui e ali… de alguma forma tenho conseguido viver da música sem ter ainda muito “material”, “material” esse que está aos poucos a começar a aparecer…

 

Como foi lidar com aquela fase menos positiva, em que foste vítima de alguns comentários menos bonitos nas redes sociais (relativamente a posts antigos e até uma possível homossexualidade)?
Lidei bem, aliás, lidei melhor do que o que estava à espera. Aproveito e volto a frisar que tudo aquilo não passou, na altura (2013) de uma brincadeira de colegas, algum “Tweetjacking” à mistura e troca de “piadas” de miúdos. Na altura jamais pensaria que ia ter esta visibilidade e que alguém fosse usar isso para tentar prejudicar-me. Não sou homossexual, inclusive tenho namorada e na altura também namorava, respeito e admiro aqueles que são e não tem problemas em se assumir. A sociedade precisa de ter mais “open mind”.

 

Como é atingir os milhões de visualizações e ser acarinhado como tens sido pela maioria do público?

É muito bom, fico super contente e cada vez mais motivado, sonhei muito com isto, mas ainda agora começou, pelo menos é o que eu espero. Em relação às pessoas adoro sentir o apoio delas e o carinho que tem pelo que faço, de certa forma são essas pessoas que fazem esses milhões de visualizações e devo-lhes muito!

 

És natural de Estarreja. És um homem ligado a Aveiro?

 

Sim orgulho-me da zona onde nasci e cresci, Aveiro é uma zona bonita com muito para ver…

 

Quais as melhores recordações que tens de Aveiro?

 

Ligadas à música, utilizei muito, tanto a estação de comboios de Estarreja como a de Aveiro, mas mais a de Estarreja, para cantar e tocar de madrugada. Havia pouco movimento ou nenhum e sentia-me no meu próprio mundo como se não existisse mais ninguém.

 

Quem é Fernando Daniel fora dos palcos e o que gosta de fazer?
Considero-me extrovertido, muito brincalhão, adoro não fazer nada mas      também adoro estar cheio de coisas para fazer, ouço muita música, tento criar músicas novas, adoro ver concertos ao vivo para ir aprendendo, adoro ver coisas na televisão que me façam rir, tenho ensaios durante a semana…

Quem são as tuas grandes referências na vida? E na música?

 

Na vida, as minhas irmãs são as pessoas com quem eu aprendi mais, e de certa forma, sempre fomos muito apegados apesar da distância, acho que somos as inspirações uns dos outros. Na música tenho várias referências: James Arthur, James Bay, Shawn Mendes, Ed Sheeran, John Mayer, James Morrison, Coldplay…

 

Em termos de digressão, quais as datas que queres já anunciar ou destacar? Haverá coliseus?
Coliseus para já ainda não, mas dia 30 e 31 de março haverão 2 concertos importantes… mas aos poucos vou divulgando nas minhas redes sociais!

 

Qual a importância das redes sociais no teu trabalho? És tu quem gere as tuas?
É muito importante, fazem meio artista, temos de fazer sentir perto de nós as pessoas que acompanham o nosso trabalho. Sim, o Instagram e Twitter a 100% , no Facebook tenho alguma ajuda para selecionar o que são mensagens de trabalho (concertos/patrocínios/parcerias) do que são mensagens de fãs e do que é Spam. Mas sou sempre eu que respondo aos fãs…

 

Onde pode o público encontrar-te nas redes sociais?

 

Em todas as plataformas é igual, @ofernandodaniel, torna-se prático e foi a pensar nisso mesmo, algo prático para as pessoas que me querem encontrar.

 

Qual a mensagem que queres deixar aos teus seguidores? E aos leitores do Infocul?
Continuem desse lado, prometo mostrar muito trabalho. Se me vires na rua estás à vontade para me abordar! Um bom ano!

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Notícia publicada a 16/01/2018


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