Gonçalo Tavares: “Ser emocional é ser inteligente, ser corajoso e verdadeiro, tudo ao mesmo tempo”

gonçalo tavares

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Gonçalo Tavares tem novo disco, “Ao piano”, no qual conta com as participações de José Cid, Luís Represas, André Sardet, Sofia Afonso e Maria Carlota. Em entrevista ao Infocul, o músico dá a conhecer este trabalho dede a produção até ao resultado final e explicando a escolha dos convidados.

 

 

O novo álbum de Gonçalo Tavares conta com dezassete temas, incluindo cinco duetos, onde é perfeitamente visivel a ligação quase umbilical entre Gonçalo e os sintetizadores.

 

 

Este novo trabalho conta ainda com um DVD Live@Curia onde mostra-nos um concerto de 85 minutos com a participação de José Cid, Luís Represas, Sofia Afonso e Maria Carlota.

 

Este trabalho é o resultado do interior do homem e da técnica do músico? Ou o músico é o libertador das emoções do Gonçalo Tavares?

É mais a segunda. A música liberta-me de uma forma que nenhuma outra coisa que eu faça consegue. Seja a cantar, a tocar ou a compor, tenho sentimentos de total felicidade quando o faço e transmito tudo quanto sou assim.

 

 

 

É um homem que facilmente se emociona?  

Se estiver relacionado com algo que ache importante sim, mas para me emocionar a coisa tem mesmo que ser maravilhosa. Em qualquer sentido.  

 

 

 

Sente que este disco é de afectos?  

É um disco de dedicação e de temas feitos de emoções e histórias que se passaram comigo ou histórias que oiço e me forçam a exteriorizar esse mesma história. Algumas músicas também me aparecem sem nenhuma causa, basta um ritmo, uma frase, uma paisagem.

 

 

 

Quando começou a pensar neste trabalho?  

Estou sempre a pensar em música e este trabalho é o resultado de músicas novas e outras que tinha escrito há mais tempo e  que ainda não tinham sido editadas fisicamente.

 

 

 

Quais os convidados que tem neste disco e porquê?  

São pessoas que conheço muito bem no mundo da música. Convidei o José Cid, o Luís Represas, o André Sardet, a Sofia Afonso e a Maria Carlota para duetos e depois escolhi as músicas que achei que mais se adaptavam a cada um e o resultado foi que todos sem excepção adoraram a escolha.   

 

 

 

Ser emocional não é necessariamente ser lamechas. Não sente que a humanidade tem cada vez mais dificuldade em partilhar emoções e que a música pode ter um papel importante nisso?  

Ser emocional é ser inteligente, ser corajoso e verdadeiro, tudo ao mesmo tempo. Ao contrário acho que as pessoas estão cada vez mais próximas umas das outras. Hoje dizer amo-te a um amigo/a faz parte do vocabulário e há uns anos atrás não fazia, de qualquer forma a música é sem dúvida um fator de aproximação das pessoas porque cria emoções e une o planeta. É uma linguagem universal.  

 

 

 

Qual a principal mensagem que tenta transmitir com um alinhamento eclético?  

Não me parece que seja assim tão diverso o alinhamento que tenho neste álbum. A mensagem está na forma como canto as canções. Tenho Baladas e canções Pop Rock com arranjos algo enérgicos, ricos em sintetizadores que são a minha assinatura. Tenho uma coleção em estúdio bastante interessante de teclados que fui comprando durante toda a vida.  Repara que as Baladas que estão no álbum como por exemplo “Só me lembro de ti” ou “SE” começam com voz e piano e acabam numa mistura poderosa de voz e instrumental. Por outro lado os temas “Mágica” e “Como um Robô”  são canções quase dance. Depois “Estrelas como tu” e “Na escuridão da Noite” são temas mais atrevidos mas são canções que escrevi e senti assim… Não vou poder descrevê-las de outra maneira porque foi mesmo assim que as imaginei.  

Ouvi desde miúdo todo o tipo de música e ficava fascinado quando sentia um tremor que recordo bem com 12 anos, me fazia ficar muito quietinho num misto de alegria e felicidade a ouvir.  Se este fosse um álbum de fado e rock talvez fosse eclético. (sorri)

 

 

 

Sente-se devidamente reconhecido e valorizado pelo seu talento?  

Quase… só quando o país inteiro ouvir um concerto meu é que vou ficar mais sossegado.

 

 

 

Qual a importância das participações no Festival da Canção?

É bom poder mostrar a música que faço num evento a nível nacional que promove canções originais. O festival da canção pode ainda estar conotado com algo mais antigo mas não podemos esquecer que aqui se interpretam canções originais, não é Karaoke, e isso vale muito.

 

 

Redes sociais? Onde encontrá-lo? Dedica muito tempo às redes sociais ou tem alguém a geri-las?

O meu site é www.goncalotavares.com depois tenho um FB Gonçalo Tavares Música e estou a preparar o ano de 2018 da melhor maneira. Nas redes sociais faço o que posso e quando tenho tempo, porque hoje quem compõe também produz e toca e canta e posta nas redes sociais.. tudo num só. É claro que com o passar do tempo as coisas vão aumentando e começamos a partilhar funções que é o que está a acontecer.

 

 

 

Como analisa o actual momento da música em Portugal? Muita quantidade para um país tão pequeno? Ou a qualidade é também ela elevada?

Muita qualidade nomeadamente em disco. Mas a verdade dos cantores está em cima do palco  

 

 

 

Não acha que estamos a exagerar na criação de produtos comerciais com pouca ‘arte’?

Talvez sim, só o público dirá

 

 

 

Que mensagem pretende deixar a quem ainda não ouviu este disco e também a quem segue o seu trabalho?

As músicas devem ter o seu espaço de forma a poderem conquistar quem as ouve. Quem não ouviu este álbum peço que oiça a primeira e a última música que são “Rios” e “SE” respectivamente. São musicas verdadeiras. Juro. (sorri)

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Notícia publicada a 02/11/2017


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