João Moura Júnior: “É um privilégio tourear a corrida de gala”

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O cavaleiro João Moura Júnior sente-se “um privilegiado por tourear a corrida de gala (…)no Campo Pequeno”, com a qual encerrará o Abono de 2017, “a temporada dos 125 anos da nossa ‘catedral’, efeméride tão significativa para a praça e para nós toureiros”.

 

 

É uma honra e um orgulho para mim participar numa das mais importantes corridas do calendário taurino português, facto que ainda assume mais importância por ser a primeira vez, na minha carreira, que toureio uma Corrida de Gala à Antiga Portuguesa”, acrescenta.

 

 

Considera o cartel como excelente e promete, como é seu timbre, “dar tudo por tudo e contribuir para que seja uma corrida para os aficionados recordarem”.

 

 

O cartel é composto pelos cavaleiros Rui Salvador, Rui Fernandes, João Moura Caetano, Manuel Ribeiro Telles Bastos, João Moura Júnior e Luís Rouxinol Júnior, os grupos d e forcados amadores de Évora e de Via Fraca, capitaneados respetivamente por João Pedro Oliveira e Ricardo Castelo e toiros da ganadaria Passanha. A corrida tem ainda ao aliciante de se iniciar com o cortejo evocativo das touradas reais do século XVIII.

 

 

Analisando o seu actual momento artístico, Moura Júnior classifica-o como “Muito Bom”, com uma temporada de 30 corridas repartidas entre Portugal e Espanha e presença nas corridas mais importantes do calendário taurino nacional.

 

 

 

Participei nos cartéis mais importantes de Portugal, graças, não só aos êxitos que consegui em cada actuação, mas também ao importante trabalho do meu Apoderado, Rui Bento, que é parte integrante do meu sucesso profissional e a quem estou muito agradecido”, refere.

 

 

 

Sou um artista por natureza insatisfeito e procuro sempre fazer mais e melhor, pelo que a minha ânsia de superação é constante”, diz o cavaleiro que no final da temporada de 2016 perdeu alguns dos seus cavalos, num acidente de viação, o que motivou uma grande renovação na sua quadra na temporada de 2017.

 

 

 

Foram circunstâncias dramáticas, aquelas em que os meus cavalos se viram envolvidos. Reagi com muito trabalho e várias ajudas, entre as quais a desse grande homem, amigo e artista que se chama Pablo Hermoso de Mendoza, a quem estarei sempre grato“.

 

 

 

Como características que exige a um cavalo de toureio para integrar a sua quadra, Moura Júnior destaca “ter coração para aguentar as investidas do toiro e desenhar as sortes de acordo com a minha interpretação do toureio, ter boa cabeça, ou seja ser capaz de se fundir numa só peça comigo, ser bonito enquanto animal e vibrar com aquilo que faz, ou seja, ter sensibilidade artística”.

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Notícia publicada a 12/10/2017


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