Jorge Nunes actua em Aljustrel e revela que “poder partilhar o palco com o cante no Alentejo, é de facto algo que é muito mais emocional”

Jorge Nunes

Jorge Nunes

 

 

No dia 18 de Novembro, Jorge Nunes sobe ao palco do CineOriental, em Aljustrel, a partir das 21:30, para apresentar “Outro Fado”, num dos últimos concertos em que dará a conhecer este disco. Contará com Jorge Fernando e com os Mineiros de Aljustrel como convidados.

 

 

 

Antes, concedeu uma entrevista ao Infocul em que falou sobre o concerto, os convidados e sobre uma paixão chamada Alentejo.

 

 

Este espectáculo é “como culminar de um ciclo que foi o “Outro Fado”, o meu primeiro disco”, sendo que “estamos a preparar um concerto que leva às pessoas não só aquilo que o “Outro Fado” lhes trouxe como também algumas das coisas que me trouxeram ao fado, alguns temas que me marcaram e me trouxeram para este estilo musical e depois, dividir o palco com pessoas que me marcaram a vida como os Mineiros de Aljustrel, o público alentejano e o Jorge Fernando, esse sim, de facto é um marco na minha carreira” revela Jorge Nunes.

 

 

 

Em palco, Jorge Nunes juntará, neste concerto, dois patrimónios imateriais da humanidade: o Fado e o Cante. Este facto é “uma fonte de inspiração. O facto de ser mais…de trazer mais ou menos responsabilidade não acho que isso seja assim porque qualquer coisa que a gente faça e com o qual a gente se identifique e façamos aquilo que mais gostamos é sempre uma responsabilidade enorme”.

 

 

 

Numa entrevista em que a emoção ao falar do Alentejo foi uma constante, Jorge Nunes revelou que o Fado e o Cante têm um lugar “muito especial no meu coração” e que o facto de poder juntar estes dois patrimónios em pleno Alentejo, “é uma emoção. Eu já tinha trazido o cante a um concerto de fado aqui em Lisboa. Agora, poder partilhar o palco com o cante no Alentejo de facto é algo que é muito mais emocional, muito mais fidedigno, uma vez que estamos perante um público que nos respeita muito e que consegue estabelecer esta ligação entre estes dois patrimónios imateriais da humanidade”.

 

 

 

São pessoas muito quentes e que respeitam muito as suas tradições e como tal fazia todo o sentido neste espectáculo ter aquela que é a maior tradição do Alentejo que é o cante. E nisso tenho que agradecer, e muito,  aos Mineiros de Aljustrel por estarem sempre comigo, estenderem-me sempre a mão para me poder ajudar e estar comigo onde quer que seja” disse quando questionado sobre o público do Alentejo.

 

 

 

Aquilo que eu  tenho a dizer é que venham e que deixem que este espectáculo não seja um espectáculo de Jorge Nunes com os convidados e que passe a ser um espectáculo do Alentejo onde todos juntos poderemos fazer uma noite inesquecível e partilhar emoções uns com os outros. De facto isso é o mais importante em qualquer que seja o espectáculo” expressa como desejo e em forma de convite ao povo alentejano.

 

 

 

Jorge Nunes que está neste momento a gravar o seu segundo disco, que contará com a produção de Jorge Fernando, revela que o segundo trabalho discográfico “é um bocadinho mais eu, onde eu me sinto mais à vontade, onde eu me vou sentir muito mais confortável e depois, de facto, surge um bocado mais maduro porque é fruto da evolução de todos. Aprendermos e crescermos e sentirmo-nos maduros e onde acho que tenho mais a dar ao público, é um disco onde terei mais participações minhas não em termos de letras mas em termos de composição” desvenda.

 

 

 

O Alentejo marcará presença no próximo disco “com um tema que foi escrito pelo Jorge Fernando mas estará sempre presente em qualquer coisa que faça porque a alma e a genuídade daquela gente também estará presente em tudo aquilo que eu faço” revela, sem disfarçar emoção.

 

 

 

Ainda relativamente ao próximo disco revelou que contará com letras de “Jorge Fernando, Tiago Torres da Silva e Mário Raínho

 

 

 

Jorge Nunes não é alentejano e não é descendente de alentejanos mas o Alentejo tem lugar especial no seu coração, “tem, claro que tem” confirma antes de acrescentar “sabes que eu vou ao Alentejo desde muito pequeno, 5,6 anos. 7 anos. As minhas férias são no Alentejo. A gente tem casa no Alentejo e é para lá que eu vou sempre e toda aquela essência do ser alentejano está comigo. E ainda bem porque é uma verdadeira essência, a essência do verdadeiro ser humano”.

 

 

Tenho a minha página no Facebook, Jorge Nunes Fado, e é por aí. Hoje em dia o Facebook é tudo e pelo Facebook faz-se tudo. E é por aí que me podem encontrar” diz-nos onde pode o público interagir consigo nas redes sociais.

 

 

 

O alinhamento vai variar um pouco entre aquilo que é o tradicional e aquilo que é chamado o fado canção porque o fado canção foi aquilo que me levou ao fado porque era aquilo que ouvia do meu pai e é aquilo que na minha essência eu julgo que chama mais o público e não só numa vertente de presença como numa vertente de participação. E esperamos assim que o público participe connosco porque não há outra forma de se fazer sentir um espectáculo que não esta, que é o público participar connosco. Porque assim podemos chamar a um concerto de um espectáculo porque estamos a interagir com o público e o público connosco e é isso o nosso objetivo” diz-nos sobre o que pode o público esperar em termos de alinhamento.

 

 

Se Jorge Nunes descrevesse o Alentejo em apenas uma palavra que não fado nem cante, seria “Paixão”, disse-nos convicto.

Partilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Notícia publicada a 14/11/2017


About the author /


Post your comments

Your email address will not be published. Required fields are marked *

_