A música e o cinema vão andar de “mão dada” no Muvi

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No Muvi, que é o único festival de cinema específico sobre música em Portugal, o cinema e a música vão estar de “mãos dadas”. Este festival vai habitar o cinema São Jorge de 15 a 20 de Novembro.

 

 

Na quarta edição do Muvi vão estar presentes 200 filmes (entre longas, curtas e vídeos musicais) de mais de 25 países. No Muvi 2017 poderão ser vistos concertos, um cine-concerto, três exposições, oito sessões ou apresentações gratuitas.

 

 

No Muvi vão estar em competição 28 longas-metragens na competição “Odisseias Musicais Palco Nacional”. “Bangaologia”, de Coréon Dú, sente-se a obsessão que os angolanos têm pelo “swagger” (para ver no dia 18 de Novembro, na Sala 3 às 21:25); em “Diálogos ou como o teatro e a ópera se encontram para contar a morte de 16 carmelitas e falar do medo”, de Catarina Neves, acompanha o processo criativo de Luís Miguel Cintra no regresso do director e encenador do Teatro da Cornucópia ao trabalho, lado a lado, com o maestro João Paulo Santos, no Teatro Nacional de São Carlos (para ver no dia 16 de Novembro, na Sala 3 às 21:15) e “Fantasma Lusitano”, documentário de David Francisco e Nuno Calado que parte à descoberta da vida e obra de Jorge Bruto, também conhecido por Capitão Fantasma (para ver no dia 17 de Novembro, na Sala 3 às 21:15).

 

 

A competição internacional do Odisseias vai levar até ao cinema São Jorge a longa-metragem “Eu, meu pai e os cariocas – 70 anos de música no Brasil” (esta longa-metragem vai abrir a competição no dia 15 de Novembro, às 21:30, na Sala Manoel de Oliveira. Esta emissão vai contar com a presença de Lúcia Veríssimo, a realizadora deste trabalho); “Sotaque Eléctrico”, de Caio Jobim e Pablo Francischelli, é uma investigação sobre a natureza da guitarra brasileira desde o século XIX (para ver no dia 16 de Novembro, às 21:30, na Sala Manoel de Oliveira); “Morena dos olhos pretos”, de Isaac Dourado, que recupera a história de Clemilda, a rainha do Forró (para ver no dia 15 de Novembro, às 23:30, na Sala 3); “Clara Estrela”, de Susanna Lira e Rodrigo Alzugir, narra na primeira pessoa a trajectória da cantora Clara Nunes (para ver no dia 16 de Novembro, às 23:30, na Sala 3); “Minha boca, minha arma”, de Leonardo Vidigal e Delmar Mavignier, debate o estado actual do reggae (para ver no dia 16 de Novembro, às 23:30, na Sala 3) ou “Eu sou o rio” e “Interlúdio”, de Anne e Gabraz, que apresenta, respectivamente, as histórias do músico e artista plástico Tantão e da dupla Vanessa e Duda (para ver no dia 17 de Novembro, às 18:15, na Sala 3).

 

 

No plano internacional das Odisseias Musicais também poderemos encontrar: “Queen B, Birth of an idol”, do francês Nicolas Maupied e sobre o percurso da diva dos musicais Barbra Streisand (para ver no dia 18 de Novembro, às 21:30, na Sala Manoel de Oliveira); “Solenzara”, de Stephan and Pascal Regoli, que fala sobre a canção corsa “solenzara”, que foi um grande êxito nos anos 80 (para ver no dia 18 de Novembro, às 18:30, na Sala Manoel de Oliveira); “Alacrán soy yo”, de Juan Sebastián Alvarez (para ver no dia 17 de Novembro, às 18:30, na Sala Manoel de Oliveira); “Bravo, Viruoso”, de Levon Minasian, é um thriller de humor negro e acção sobre Alik, um jovem clarinetista “virtuoso” que é confundido com um assassino “virtuoso” (para ver no dia 17 de Novembro, às 21:30, na Sala Manoel de Oliveira); “Pachamanka”, do austríaco Markus Toth (para ver no dia 18 de Novembro, às 15:00, na Sala Manoel de Oliveira); “Lute Electric”, de Vassilis Dimitriadis e Mike Geranios, versa sobre o primeiro alaúde eléctrico construído em Creta (para ver no dia 18 de Novembro, às 15:00, na Sala Manoel de Oliveira) e “Sagre Balere”, de Alessandro Stevanon, é um documentário que conta a história de Omar e da sua digressão pelos salões e festas de rua em diversas localidades do norte da Itália.

 

 

O domingo, onde não haverá competição neste festival, inclui “Living on soul”, de Cory Bailey e Jeff Broadway, filmado em ultra hd e com um som primoroso, este documentário constituí a derradeira oportunidade de assistir ao encontro de Charles Bradley e Sharon Jones no mítico Apollo Theater, em Nova Iorque (vai ser emitido na sessão de encerramento no dia 19 de Novembro, às 18:30, na Sala Manoel de Oliveira); “A Fábrica de Nada”, de Pedro Pinho, é um convite à reflexão social do mundo que vivemos com um toque subtil de musical (este filme pode ser visto no dia 19 de Novembro, às 15:00, na Sala Manoel de Oliveira. Os bilhetes para esta sessão são de 4€ para o público em geral, 3,50€ para menores de 25 e maiores de 65 e 2€ para desempregados); “Dentro da Casa 8”, de Nuno A. Rocha, é um documentário que conta com a participação de Rui Reininho, Ivo Canelas, Ana Ferrão Sara Ribeiro ou Tiago Pereira (para ver no dia 19 de Novembro, às 15:30, na Sala 3) e “Dollar Llama: This Is Grand Union”, de José Dinis, é um documentário sobre os 15 anos da banda rock lisboeta Dollar Llama.

 

 

A Sala 2 do cinema São Jorge vai receber várias sessões gratuitas. Por esta sala vai passar os melhores documentários produzidos no mundo inteiro no Festivais de Música em 2017 (15 de Novembro, às 18:00, na Sala 2); o melhor de 2017 na produção da videoteca Bodyspace e do canal 180 (15 de Novembro, às 21:00, na Sala 2); vão se celebrar os 15 anos da produtora DROID I.D. (16 de Novembro, às 21:00, na Sala 2) e uma exibição de documentários e um evento de vjing no foyer, a partir das 23:30, e a difusão de “AZ-RAP: Filhos do Vento” (19 de Novembro, às 18:00, na Sala 2).

 

 

A Sala 2 do cinema São Jorge vai receber no dia 17 de Novembro, a partir das 21:00, o debate “Agora sim, damos a volta a isto – O activismo no cinema e na música”. Este debate vai contar com a participação da cantora Joana Barra Vaz, do radialista João Carlos Callixto e do músico Pedro Silva Martins. A moderação vai estar a cargo de Luís Humberto Teixeira.

 

 

Na rubrica “O Músico e o seu Instrumento” (que ser realizado na Sala 2 do Cinema São Jorge no dia 18 de Novembro, às 18:00), o fotógrafo Mário Pires convida os músicos Electric Man, Iguana Garcia e Tiago Saga para apresentarem os seus instrumentos.

 

 

O Muvi vai receber uma sessão especial “25 Anos do Álbum de Estreia dos Sitiados”. Esta sessão, que vai ser realizado no dia 18 de Novembro na Sala 2, vai incluir uma conversa e a transmissão do concerto no Portugal ao Vivo, de 1993. Esta sessão especial vai começar às 21:00.

 

 

A Sala 2 vai receber no domingo, às 16:00, um “Cine-Concerto Solidário”, de Charlie Mancini, que no Muvi vai musicar “Seven Chances” (1925), de Buster Keaton. Os donativos conseguidos com este concerto vão auxiliar os refugiados que vivem em Lisboa.

 

 

O Muvi também tem espaço para exposições. “At The Movies”, da pintora Catarina Cesário; “As Lendas de 1967 – Portugal em tons de pop”, do arquivista e radialista João Carlos Callixto e o “Festival Músicas do Mundo de Sines – 20 Anos”, que apresentam 40 imagens do fotógrafo Mário Pires, vão dar um pouco mais de cor aos expositores do São Jorge.

 

 

O Cinema São Jorge vai receber de 15 a 20 de Novembro a quarta edição do Muvi (Festival Internacional de Música  no Cinema).

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Notícia publicada a 12/11/2017


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