Não podemos ter vergonha das nossas raízes e tradições!

TerrassemSombraBio-0519

 

 

Março de 2018.

 

 

 

Primeira ida do ano ao (meu) Alentejo. E mais uma vez, foi ele, dar-me conselhos.

Durante o dia em que lá estive observei as pessoas e a forma como se tratavam. Mais do que as palavras, dediquei-me a apreciar a linguagem corporal.

Tudo era simples. Tudo natural. Não havia doutores. Não havia senhores. Mas havia Amor. Um Amor transbordante no olhar.

 

 

 

 

Em Lisboa, centro do desenvolvimento nacional, ainda não foi descoberta a fórmula para desenvolver o motor que nos deve guiar na vida: o Amor. Não aquele amor de Facebook, onde todos somos pelos bons costumes e escrevemos “Amo-te” como quem bebe um copo com água; e onde cada post arrisca-se a ser uma pedra contra algo ou alguém, apenas para alimentar o nosso ego.

 

 

 

Existe amor em Lisboa? Claro que sim. Mas comparemos a quantidade de pessoas e o tamanho geográfico de Lisboa e do Alentejo e facilmente chegamos à conclusão que “além Tejo” há muito mais Amor. Porque as pessoas valorizam o essencial e acabam por, naturalmente, esquecer o supérfluo.

 

 

 

O mundo alerta-nos, todos os dias, que devemos regressar rapidamente às nossas raízes. Às emoções. Ao Amor. À partilha. Continuamos a ter, ainda, muita vergonha das nossas raízes. Mas quem renega o seu passado, jamais é feliz no presente e dificilmente terá bom futuro.

 

 

Somos tão ricos nas nossas tradições e na capacidade de amar. Comecem já hoje, o amanhã pode nunca chegar: veja-se a Síria, e o ontem… já não se altera.

 

 

E acabem lá com estes movimentos de minorias. Não se consegue a igualdade praticando a diferença. Consegue-se o respeito e aceitação com personalidade e não com imposição. Até porque a xenofobia, homofobia, racismo e afins não existe apenas de uma parte da humanidade. E convenhamos, determinadas manifestações e protestos… são uma verdadeira anedota, mal contada, ou, neste caso, mal realizada.

 

 

 

As mulheres vencerão pelo talento e qualidade. Os gays e lésbicas terão as suas famílias. Os pretos e os brancos darão as mãos. Trabalharão juntos. E no mundo reinará a paz. Basta praticar os salmos Facebookianos no dia a dia. Começamos hoje?

Partilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Notícia publicada a 28/03/2018


About the author /


Post your comments

Your email address will not be published. Required fields are marked *

_