Rita Andrade: “É um mercado pequeno e muito fechado, os contactos são muito importantes”

 

 

Rita Andrade é uma jovem cantautora que tenta afirmar-se na música em Portugal. Em Novembro de 2017 lançou o seu primeiro EP, com titulo homónimo, no qual assina todos os temas na letra e música. A produção esteve a cargo de João André e de Rita Andrade.

 

 

E entrevista concedida ao Infocul falou-nos sobre o processo criativo, a mensagem do primeiro EP, o sonho que tem na música, os valores que defende e anuncia novo trabalho.

 

 

 

Rita, quando é que começou a ter interesse pela área musical?

Canto e crio melodias desde que me lembro. A minha mãe diz que comecei a cantar antes de falar (sorri), recordo-me perfeitamente de, enquanto criança, criar melodias como forma de entretenimento.

 

 

Quando é que percebeu que queria fazer da música a sua vida?

Tinha 17 anos quando percebi que tinha de ser a música, nunca quis mais nada. Costumo dizer que não é uma escolha, é uma necessidade da alma. Se não seguisse este caminho, não estaria a ser eu.

 

 

Actualmente está apenas dedicada à música?

Dou aulas de canto paralelamente e estou a frequentar a Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos. Não o faço por paixão, mas porque estou na música há tempo suficiente para perceber que, infelizmente, é sensato desenvolver outras competências.

 

 

 

O EP homónimo que lançou em 2017 começou a ser pensado quando?

Foi tudo muito rápido, desde a decisão de editar um EP, até gravar e lançar o primeiro single, demorou aproximadamente um mês.

 

 

Tendo em conta que todos os temas são da sua autoria na letra e composição, começo por questionar o que a inspira?

Quando crio a melodia, ela traz sempre consigo um sentimento que pode estar associado a uma emoção mais ou menos positiva, certamente condicionado pelas as minhas próprias vivências. Essa emoção é o que vai inspirar a letra. Inspira-me tudo o que sinto, desde paixões a inquietações, desejos e aspirações.

 

 

 

É mais fácil cantar as suas próprias palavras e por conseguinte as suas emoções?

Sem dúvida! Como sempre compus, nunca me imaginei a cantar canções que não fossem minhas. São as minhas letras, as minhas histórias, as minhas composições, é tudo muito sentido.

 

 

 

Em termos de referências musicais, quem são para si os exemplos a seguir e porquê?

Tenho várias referências por diferentes razões, mas talvez por aquilo que mencionei, sempre me identifiquei mais com cantores que compõem os seus temas. Gosto muito de Emeli Sandé por exemplo, está ao serviço da música, e não o contrário. A música não é um meio para a fama, a música é a arte que se serve.

 

 

 

Neste disco contou com quem ao seu lado quer na produção quer na componente instrumental?

Este trabalho foi produzido em parceria com o produtor musical João André. Entendemo-nos muito bem musicalmente. Eu tenho sempre uma ideia muito concreta do que quero e ele percebe a minha visão, e acrescenta-lhe valor. A nível instrumental estive rodeada de excelentes músicos, como o Nuno Costa no piano e hammond, a Gabriela Magalhães no violoncelo, Allen Machado nas guitarras e o próprio João André no baixo.

 

 

 

As canções escritas em inglês são por uma questão estética, de conforto ou simplesmente porque é assim que pretende passar a sua mensagem?

A razão de escrever em inglês prende-se com o facto de ter crescido a ouvir música maioritariamente cantada em inglês. Por essa razão acabou por ser a língua em que aprendi a cantar, e quando comecei a escrever as primeiras letras, estas surgiram naturalmente em inglês.

 

 

Como tem sido a reacção do público a este EP?

Felizmente o EP tem sido muito bem recebido, recebo muitas mensagens do público a perguntar onde o podem adquirir, e muitas pessoas interessadas em saber datas de concertos.

 

 

Em termos de processo criativo como trabalha? Primeiro compõe e depois escreve ou não há uma regra definida?

Começo sempre pela melodia, e depois completo com a harmonia e arranjos. Durante este processo vão surgindo alguns versos ou apenas algumas palavras, mas só no fim escrevo a letra.

 

 

 

Quais os maiores desafios que tem encontrado no mercado musical português?

É um mercado pequeno e muito fechado, os contactos são muito importantes.

 

 

A internacionalização está em mente?

Não é um objetivo imediato, mas se acontecer tanto melhor. Quero sobretudo manter-me fiel à musica que gosto de compor, e se nessas circunstâncias tal se proporcionar, estarei cá para trabalhar.

 

 

Neste EP qual o tema que destaca? E porquê?

Pergunta difícil (sorri). Para mim são todos especiais porque refletem diferentes fases e emoções. O “Just walk away” foi o meu primeiro single oficial, o “Stay” foi a canção escolhida para preceder o lançamento do EP, o “Save your love for me” que acabou por ser integrado numa curta metragem, deu-me a oportunidade de ouvir uma composição minha numa tela de cinema, mas mais do que tudo isto são as emoções que lhes estão associadas, e por essa razão não consigo escolher apenas um.

 

 

Para 2018 o que está a ser preparado e o que pretende revelar?

O próximo trabalho já está a ser pensado, alguns dos temas já estão escolhidos, e brevemente vai haver novidades.

 

 

Em termos de redes sociais onde pode o público encontra-la?

O público pode acompanhar-me na minha página oficial do Facebook e no Instagram com o nome de utilizador ritaandrademusic. Existe também o site ritaandrademusic.com e claro, o canal do Youtube.

 

 

 

Qual a importância delas no seu trabalho?

São ferramentas fundamentais na divulgação da minha música, é a forma primordial de promoção. As redes socias são, quer queiramos quer não, uma excelente plataforma promocional.

 

 

Qual a mensagem que pretende deixar aos leitores do Infocul?

Em primeiro lugar quero agradecer à infocul pelo convite e pelo apoio, e aos seus leitores gostaria de sugerir que, se possível, consumam cultura; assistir a um concerto é uma experiência única. Apoiem novos artistas e deixem-se surpreender.

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Notícia publicada a 26/04/2018


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