Sons do Minho: “nem todos se pautam pelos mesmos critérios de qualidade ou de abordagem da música portuguesa”

Sons do Minho foto promoção em concerto 2

Sons do Minho foto promoção em concerto 2

 

 

 

Sons do Minho são na actualidade um dos projectos musicais mais acarinhados pelos portugueses. Baseando a sua música nas raízes tradicionais portuguesas, destaque para a música minhota, Sons do Minho acabam de lançar o terceiro disco, “A Festa é Boa!”

 

Em entrevista ao Infocul, Jorge Salgueiro e Pi D’Areosa falaram sobre o percurso do grupo, o novo disco, o Minho, as digressões, as festas tradicionais, programas de televisão e até casamentos!? E ainda a definição de ‘música pimba’.

 

Uma conversa para ser lida com a alegria e dinâmica vibrante dos sons tradicionais minhotos.

Os Sons do Minho vieram para ficar. Como explicam esta ‘febre’ que existe actualmente em vosso redor?
Jorge Salgueiro: Não sei se o que nos rodeia neste momento é uma “febre”. O Sons do Minho tem o dia 14 de Fevereiro de 2010 como data do primeiro concerto oficial e, até à data, tem desenvolvido um trabalho evolutivo contínuo que nos traz até ao estado atual. Acho que é esta persistência, sustentada num trabalho com profissionalismo e seriedade aos propósitos que nos movem, que faz com que estejamos a viver um momento muito feliz da nossa carreira. Sentimos que o número de pessoas que nos seguem, acompanham e compram o nosso trabalho cresce diariamente e isso é um motivo de enorme orgulho. Vivemos um período de afirmação e estamos a desfrutar dele da forma mais intensa que conseguimos sem que com isso defraudemos projetos futuros dessa mesma linha de continuidade que atrás referi.

 

Alguma vez pensaram que o vosso trabalho tivesse esta repercussão?

 

Pi d’Areosa: Nunca definimos uma meta mensurável ao nosso trabalho. Na verdade, regemo-nos por uma linha orientadora que pretende que o trabalho que apresentamos dignifique a música tradicional e popular portuguesa e que, com ela, consigamos chegar ao leque mais abrangente possível de público, amigos e fãs. Pretendemos também manter-nos fiéis à “imagem” e sonoridade musical que nos está associada, sendo esse também um aspeto que pretendemos que seja diferenciador das demais propostas musicais do nosso género. É isso que, no nosso entender, temos conseguido de ano para ano. No entanto, temos pisado palcos, integrado programações de eventos de referência e recebido elogios por parte da crítica e de personalidades que, em 2010, não eram nem sequer imagináveis para nós.

 

Na vossa opinião a que se deve?

 

Jorge Salgueiro: Tal como referi anteriormente eu acho que o nosso crescimento (mais acentuado nos últimos 3 anos) se deve ao facto de nos mantermos fiéis ao nosso género musical e ao arrojo que nele colocamos. Sempre defendemos que a nossa proposta musical tem por base a música tradicional e popular portuguesa mas num projeto que não se pretende estanque e que se socorre de influências modernas e de vários géneros musicais para atingir o produto final (os nossos temas originais). Acho que é esta sonoridade mais “moderna / pop” aliada à nossa raíz tradicional que faz com que o Sons do Minho tenha esta aceitação tão positiva perante o público. Isto aliado ao facto de sermos um grupo jovem, profissional e humilde, são os aspetos que eu destaco para o sucesso que nos atribuem.

 

Há um novo disco cá fora: “A Festa é boa”. Quais os ingredientes que colocaram para esta festa, ou melhor, este disco, ser bom?

 

Jorge Salgueiro: O repertório deste “A Festa é boa” conta com 11 temas, sendo que 9 deles são originais por completo, um deles é um medley de malhões populares mas com um arranjo original e, por fim, temos uma desgarrada em que a letra é totalmente original e a melodia é tradicional/popular. Nesto novo álbum procuramos manter o equilíbrio, dentro dos temas originais, entre aqueles temas que são tradicionais e aqueles que são mais modernos – mais “pop. Assim conseguimos ter motivos de interesse para quem nos procura pela componente tradicional e de raiz portuguesa e também conseguimos ter motivos de interesse para quem se identifica com o cariz mais moderno da nossa sonoridade. Isto sem esquecer as cantigas ao desafio que são um dos nossos “ases de trunfo” e presença obrigatória nos nossos discos e nos concertos ao vivo.
Sons do Minho foto promoção Pi d'areaosa em concerto

A música tradicional é a vossa base?

 

Pi d’Areosa: Sim, tal como já referi, a música tradicional é a nossa base e é ela que esteve na base da formação do Sons do Minho. No entanto, pelos objetivos de modernizar e tornar mais comercial a proposta musical a apresentar, vamos-lhe acrescendo novas sonoridades, novos ritmos e novas abordagens. Muito por fruto do know-how e influências dos músicos que atualmente constituem a banda.

 

Como é o processo criativo dos Sons do Minho? Começam pela melodia ou pela letra? A quem pertence essa responsabilidade no grupo?

 

Jorge Salgueiro: Na verdade não temos um procedimento standard na composição e no processo criativo dos nossos temas originais. Já tivemos temas que surgiram de uma letra que precisava de ser musicada e já tivemos melodias que precisaram de uma letra que lhe desse sentido. Vamos compilando e registando (num gravador ou numa folha de papel) todas as ideias que nos vão surgindo em termos de melodias ou de letras. O processo criativo, no Sons do Minho, está aberto e é discutido sempre no seio de toda a banda. Todos os elementos têm voz ativa e forte preponderância na definição da versão final de cada tema. Num processo criativo articulado e conjunto. Por isso, todos nós temos influência no processo de autoria ou composição sendo que, naturalmente, uns têm mais aptidão para umas coisas que outros. No entanto, considero que o processo conjunto e com as opiniões de cada um de nós, é o que torna os nossos temas mais comerciais, refinados e, acima de tudo, fiéis à nossa proposta musical.

 

Vocês têm participado em vários programas televisivos. Esses programas estão ‘associados’ à música pimba. Que comentário vos merece?

 

Jorge Salgueiro: Nós participamos em qualquer programa televisivo desde que a nossa editora Espacial Música o ache proveitoso para a nossa carreira e para a nossa promoção. Participamos com o mesmo empenho e profissionalismo tenha esse programa televisivo a conotação que tiver. Se a editora nos marca é porque é credível e proveitoso. Não sentimos, de todo, que a nossa proposta musical seja “música pimba”. Estamos muito cientes e confiantes disso e acho que isso é o mais importante. Estarmos bem definidos musicalmente e saber bem em que mercado musical nos queremos enquadrar, é fundamental. Estando isto alicerçado, todos os órgãos de comunicação social são bem-vindos para a promoção do nosso trabalho. Sendo que é a Espacial Música que nos agenda a componente de promoção, estamos plenamente descansados porque sabemos que estamos perante um trabalho conjunto e que objetiva o melhor para o fim comum.

 

O que é afinal a música pimba?

 

Pi d’Areosa: Na verdade, acho que não há uma definição precisa e concreta do termo “pimba”. Acho que o “pimba” tem tanto de pejorativo como de relativo. As pessoas apelidam de música “pimba” aquele tipo ou género de música com a qual não se identificam ou em que não revêm critérios de qualidade musical e/ou de composição letrista. No entanto, os gostos são relativos e os critérios de qualidade que satisfazem o público consumidor também o são. Se assim é, acho que cada um de nós, enquanto consumidor, tem músicas que nos nossos critérios de qualidade e seleção são mais “pimba” que outras. Curiosamente não me lembro de termos sido apelidados de um grupo de “música pimba”. No entanto, se as pessoas gostarem de nós, achando que somos “pimba”, pois então que sejamos no entender delas. O apelido que nos dão não é o mais relevante. As pessoas gostarem de nós, identificarem-se com o nosso trabalho e nós estarmos confortáveis com o que fazemos é o que está, para nós, em primeira linha.

 

A música tradicional minhota é vasta e riquíssima. O que mais destacam nela?

 

Jorge Salgueiro: A vivacidade dos ritmos alto-minhotos, nomeadamente, os viras e as “canas verdes” são aspetos característicos e que conferem autenticidade única ao nosso cancioneiro tradicional desta zona do país. Consideramos que a música tradicional minhota tem uma responsabilidade muito grande na caracterização e identificação da identidade cultural do nosso país e do nosso povo.

 

Sendo vós dignos representantes do Minho, o que aconselham em termos de visita e gastronomia a quem não o conhece?

 

Pi d’Areosa: Antes de mais, é obrigatória a visita à nossa querida cidade que é Viana do Castelo. Aqui podem encontrar o mar, monte e rio na cidade mais bonita do mundo. Temos o bacalhau à Gil Eanes, os Rojões à Minhota, a Torta de Viana, os Manjericos de Viana, as Bolas de Berlim, entre muitas outras iguarias da nossa gastronomia. Cultural e arquitetonicamente é obrigatória a subida pelo funicular até ao Templo de Santa Luzia com paisagem privilegiada sobre toda a cidade no zimbório do Templo; a visita ao Museu do Traje; a Praça da República, a Praça da liberdade, o Gil Eanes agora com a sua componente de navio-museu e muitos outros pontos de interesse histórico-cultural. À nossa cidade, efetivamente, “quem gosta vem, quem ama fica”.

 

Em termos deste novo disco, o que podem dizer? Como o descrevem em termos de sonoridade?

 

Jorge Salgueiro: Este novo disco surge no seguimento e na mesma abordagem de composição e sonoridade dos dois que lhe antecederam (“De Alma e Tradição” – 2013 e “Salta e faz a festa” – 2015). Uma sonoridade jovem, irreverente e com influências de variados países e géneros musicais. Mais uma vez saliento que o facto de o processo de composição ser partilhado no seio da banda é extremamente enriquecedor para o tipo de sonoridade que pretendemos seguir.

 

A vossa agenda como está? Que datas podem ser reveladas?

 

Pi d’Areosa: Desde 2010 que o nosso número de concertos anuais tem vindo a crescer anualmente. Naturalmente que isso é um motivo de enorme orgulho e é um dos objetivos que mais honrados nos deixa quando concretizado. Para 2018 a agenda está a ser preenchida a um ritmo muito simpático e iremos, se a tendência se mantiver, ultrapassar o número de concertos que fizemos em 2017. Estaremos no dia 3 de Fevereiro na Feira do Queijo em Celorico da Beira, dia 5 em Amiais de Baixo e dia 13 de Fevereiro no Carnaval de Pereira (Barcelos). No entanto, há muitos mais concertos agendados e que oportunamente serão revelados nas nossas agendas mensais disponíveis no nosso facebook oficial (Sons do Minho) no nosso instagram e em www.sonsdominho.com

 

Para quando as salas mais emblemáticas?

 

Jorge Salgueiro: Para já não temos nada planeado para as salas mais míticas do país como são os Coliseu e o Altice Arena, por exemplo. Nós gostamos e somos cientes da nossa dimensão e do nosso percurso. Posto isto, consideramos que cada coisa deve ser feita a seu tempo e nós ainda não estamos nesse patamar. Considero que um espetáculo deve ser produzido numa sala que seja à dimensão do artista/grupo e em que se consiga preencher a lotação da mesma para que o grupo tire o máximo proveito do espaço. É este pensamento realista e ponderado que nos vai fazendo programar a nossa ascensão de forma racional. Quando tiver de ser, será. Tudo a sem tempo!

 

Qual a importância das rádios e órgãos regionais no vosso trabalho?

 

Pi d’Areosa: Tal como há bocado já referi os órgãos de comunicação social (OCS) têm extrema importância. Sejam eles TV ou rádio, sejam eles de cariz nacional ou local. São eles que nos ajudam, em grande escala, a veicular e promover o nosso trabalho e fazer com que possamos aumentar o leque de público e fãs ao nosso trabalho.
Sons do Minho

Sentem algum bloqueio em determinada imprensa?

 

Jorge Salgueiro: Sim, a imprensa escrita de abrangência nacional e as rádios mais mediáticas do país não escrevem nem incluem Sons do Minho nas suas playlist’s. Embora nos entristeça, sabemos que infelizmente é normal. Aí estão outros princípios, outros valores e outros interessem adjacentes e que pesam mais que a qualidade ou a contextualização que o nosso trabalho pudesse eventualmente vir a ter nessas mesmas edições. Continuaremos a trabalhar da mesma forma, augurando que as tendências possam mudar ao longo dos anos e quiçá possamos vir a ter o nosso espaço nesses OCS também.

 

Qual a importância das festividades tradicionais para apresentarem o vosso trabalho?

 

Pi d’Areosa: Esse tipo de festas são aquelas que ocupam grande parte da nossa agenda anual. Embora muito nos orgulhe o facto de percebermos que o nosso concerto tem contextualização em diversas tipologias de eventos, temos a clara noção de que é nas festas e romarias tradicionais que o nosso concerto é a maior aposta por parte das entidades contratantes. Assim sendo, este tipo de festas revestem-se de crucial importância na mostra do nosso trabalho e nossa dinâmica anual.

 

Qual a importância das redes sociais no vosso trabalho?

 

Fulcral.

Jorge Salgueiro: As redes sociais são, hoje em dia, juntamente com as Rádio, TV’s e concertos ao vivo, o maior motor de promoção e exponenciação do nosso trabalho. Temos uma enorme preocupação por termos atualização diária das nossas diversas plataformas online, nomeadamente, site oficial (www.sonsdominho.com), página de facebok (www.facebook.com/sonsdominho), canal de Youtube (Sons do Minho), perfil de instagram (sonsdominho). Temos uma assumida preocupação em manter um contacto muito próximo com os nossos seguidores das diversas plataformas e, por isso, temos conteúdos que são lançados praticamente todos os dias e fazemos por responder a todas as solicitações e manifestações de carinho que nos vão chegando diariamente também.

 

Quem as gere?

 

Pi d’Areosa: As redes sociais são geridas por mim (Pi d’Areosa) e pelo Jorge Salgueiro enquanto gestores e responsáveis pelo projeto do grupo. No entanto, contamos com a ajuda do Ricardo Fernandes e do Luís Pinheiro (músicos do grupo) que através dos seus conhecimentos em informática e multimédia nos dão uma preciosa ajuda na produção dos conteúdos a publicar para uma constante atualização das nossas plataformas.

 

Quanto tempo dedicam às redes sociais?

 

Pi d’Areosa: Ao certo, não sei precisar. No entanto, algumas horas por dias. Agora semanalmente, temos até uma rubrica no facebook e youtube que se chama “Tertúlia à Desgarrada”. É um live que fazemos em simultâneo no facebook e no youtube, às quintas feiras às 21:30, e em que recebemos um convidado nacional no nosso programa. Durante cerca de hora e meia mantemos uma amena cavaqueira com o nosso convidado em que, à mistura, o convidado vai demonstrando a sua arte, vai falando dos seus projetos, dos seus novos trabalhos, etc. Sensivelmente a meio de cada tertúlia fazemos a “Desgarrada da Atualidade” em que, ao cantar ao desafio, fazemos alusão às principais e mais caricatas manchetes das notícias da semana. Por esta nossa tertúlia já passaram o Zé Amaro, o Saúl, a Rosinha, o David Antunes, o Quim Barreiros, o Rui Bandeira, o Marante, o Daniel Pereira Cristo, o Fernando Rocha, o João Seabra e o Tozé (Per7ume). Basta que procurem “Sons do Minho” no facebook, façam like na nossa página e já ficam a par de todas as nossas novidades. Devem também subescrever o nosso canal de Youtube para que recebam as notificações e acompanhem as nossas Tertúlias à Desgarrada, às 5as feiras, às 21:30.

 

Como analisam o actual mercado da música portuguesa?

 

Jorge Salgueiro: Acho que, neste momento, passa um momento muito feliz no que diz respeito à quantidade de oferta e à vitalidade com que novos projetos emergem. No entanto, considero também que nem todos se pautam pelos mesmos critérios de qualidade ou de abordagem da música portuguesa. Não que uns estejam mais certos que outros. Acho que passa mesmo pela abordagem que cada um tem para si como sendo a ideal. O posicionamento de mercado de cada um vai sendo feita de forma natural e gradual, considero.

 

Continua a haver espaço para tanto projecto num país tão pequeno?

 

Jorge Salgueiro: Esta questão vem no seguimento do que deixei em aberto na resposta anterior. Efetivamente, no que diz respeito à quantidade de projetos que existem, a música portuguesa está de boa saúde. Por outro lado, não há nem pode haver mercado para todos eles, pelo menos em quantidade similar. No entanto, a quantidade de concertos também não pode ser (ou não deve ser!) a mesma entre projetos em que a aposta na qualidade também é a mesma. Em suma, considero que é o público que seleciona os projetos que vingam e que permanecem no mercado há décadas e aqueles que têm um tempo útil de vida mais diminuto.

 

Vocês que andam pelo país todo, qual a experiência mais engraçada que tiveram?

 

Pi d’Areosa: Foi num casamento. Eu e o Jorge fomos cantar uma desgarrada a um casamento, como vamos inúmeras vezes. Fomos contratados e abordados pelo padrinho do noivo com alguns meses de antecedência. Desde o primeiro telefonema que me pediu que fosse surpresa por completa e que ele seria a única pessoa a saber da nossa presença. Muito bem. Prometemos manter a supresa até à hora da nossa intervenção. Chegados à Quinta, liguei ao padrinho do noivo e pedi-lhe então que viesse cá fora para articularmos horários e demais pormenores.  Trouxe com ele duas pessoas que eram as responsáveis pela sonorização da sala. Entregamos então os nossos emissores (de microfones) a essas pessoas para que nos ligassem tudo sem que tivéssemos de entrar no salão. Articulamos tudo com o padrinho do noivo e esperamos pela hora que tinha ficado então combinada. A hora chegou, vamos a isso! Concertinas ao peito, microfones na cabeça e os motes sobre os noivos, padrinhos e convidados bem estudados para fazer uma intervenção de nível. Entramos pelo salão dirigimo-nos à mesa dos noivos e começamos a improvisar com os nomes dos noivos, padrinhos e pais (na mesa da presidência). Sentimos alguma surpresa na nossa intervenção e na nossa presença e até pouca recetividade aos nomes com os quais íamos improvisando. Até que um convidado destemido se levanta e vem ter connosco e, ao ouvido nos diz, “esses nomes são do casamento ao lado”. Conclusão: o enorme salão estava dividido em duas partes iguais e cada uma delas estava a acolher um casamento. Nós, destemidos e confiantes, entramos na porta errada e estivemos ali uns minutos a cantar para os noivos errados. Agradecemos a atenção dispensada e saímos de fininho. A situação teve tanto de engraçada como de embaraçosa.

 

Acham que sabemos valorizar corretamente a diversidade que temos no nosso país?

 

Jorge Salgueiro: Eu acho que ainda há quem valorize aquilo que é nosso, que é de raiz, que é feito com profissionalismo, com qualidade e com sentido de pertença. Nós no Sons do Minho temos sido muito acarinhados pelo público que nos segue e por pessoas que casualmente se cruzam com o nosso trabalho e que, posteriormente, se preocupam em nos fazer chegar o seu feedback. Isso é muito honroso para nós e um motivo que alenta ainda mais a continuidade deste nosso trabalho. Por outro lado, também sabemos de alguns projetos musicais (dos quais somos fãs) e que não lhes é dado o devido valor e/ou destaque. Talvez por não serem tão comerciais como deveriam. Se um produto não é comercial, não vende. Se não vende, não aparece. Se não aparece, esquece!

 

Qual a mensagem que querem deixar aos leitores do Infocul?

 

Pi d’Areosa: Àqueles que já nos conhecem, deixar uma palavra de agradecimento por acompanharem o nosso trabalho e por nos divulgarem e promoverem. Àqueles que têm o primeiro contacto connosco através do Infocul, sejam bem-vindos à família Sons do Minho e esperamos que se sintam bem na nossa companhia. Esperamos por todos, sem exceção nos nossos concertos ao vivo por todo o país, no acompanhamento das nossas Tertúlias à Desgarrada (quintas-feiras às 21:30) no facebook e no Youtube, nos programas de Rádio e de TV. O último agradecimento, mas não de menor importância, vai para o Infocul por este espaço que nos concede para que possamos promover o nosso trabalho e até mesmo deixar algumas inconfidências! Bem hajam!

 

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Notícia publicada a 24/01/2018


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