14 anos depois, Lavre recebeu uma corrida de touros e com casa quase cheia

14 anos depois, Lavre recebeu uma corrida de touros e com casa quase cheia, este domingo, 31 de Julho.

A localidade de Lavre recebeu, hoje, pelas 17h30, uma corrida de touros apresentada pela “Tradição Distinta Lda”. Uma corrida que marcou a estreia desta empresa, liderada por Bruno Gaivoto.

Rui Salvador, Gilberto Filipe e Diogo Oliveira (substituindo Mara Pimenta) compuseram o cartel, acompanhados pelos grupos de Évora e Coruche para realizar as pegas. Enfrentaram um curro de touros de Monte Cadema.

Rui Salvador, sendo um cavaleiro veterano, quase com trinta e oito anos de alternativa, abriu as lides a cavalo. O touro apesar de apresentável teve toda uma lide com querenças em tábuas, o que obrigou, desde cedo, o cavaleiro a recorrer a sortes a sesgo. Lide de classe do cavaleiro de Tomar, com reuniões ajustadas e cravagens bem conseguidas. José Maria Passanha, pelos Amadores de Évora, consumou ao primeiro intento com uma ajuda eficaz do primeiro ajuda, bem como o restante grupo. Voltas autorizadas ao cavaleiro, forcado da cara e primeiro ajuda.

De seguida, actuou Gilberto Filipe, que recentemente se tornou bicampeão do mundo em equitação de trabalho. O cavaleiro mostrou-se muito confiante de início ao fim da lide e a verdade é que as coisas lhe correram verdadeiramente bem. O cavaleiro aproveitou a “pata” com o oponente saiu dos curros e deu-lhe a lide adequada. Sem pressas e sem perdas de tempo, fez as coisas como manda a lei, completando a lide com um ferro de palmo, ainda antes que o touro se rachasse. Bernardo Cortez, por Coruche, realizou uma boa pega ao segundo intento, sofrendo um desvio de trajetória, mas a rapidez do grupo a fechar foi eficaz.

Diogo Oliveira substituiu Mara Pimenta que foi sujeita a cirurgia. O cavaleiro enfrentou dificuldades por o touro não se mostrar interessado na lide, pedindo assim terrenos muito curtos para investir. Diogo não virou costas a luta e levou a melhor frente ao oponente de Monte Cadema. Aquando da cravagem do primeiro ferro curto, levou um toque na montada, pedindo desculpa ao público e emendando logo de seguida as restantes cravagens. João Cristóvão, pelo grupo de Évora, consumou à segunda tentativa.

Durante o intervalo, em simultâneo com a rega do recinto, realizou-se uma entrega de lembranças pela tertúlia de Lavre a todos os intervenientes da corrida de touros.

Rui Salvador realizou uma lide de muitos quilates, utilizando toda a sua sabedoria para lidar o quarto touro da tarde. As sortes resultaram bem conseguidas e a juntar a isso, o cavaleiro apostou na brega ladeada, embebendo o touro quer na garupa do cavalo, como ao estribo. João Formigo pelos forcados de Coruche, consumou ao terceiro intento com uma pega limpa e eficaz de todo o grupo.

Gilberto Filipe mostrou todo o seu toureio bem templado na lide do seu segundo touro. Apresentou, em Lavre, tudo aquilo que tem aprendido ao longo dos anos, bem como que está preparado para triunfar também na tauromaquia. José Vasconcelos, pelo grupo de Évora, consumou a pega à primeira tentativa, mandando no touro, fechando-se como mandam as regras. Volta autorizada ao ganadeiro, maioral, forcado da cara e cavaleiro.

Fechou as lides a cavalo, o ainda praticante Diogo Oliveira, competindo com dois cavaleiros de nome, esta tarde em Lavre. O cavaleiro tem dado provas que quer dar o próximo passo e enfrentar qualquer tipo de touro que lhe apareça pelo caminho e mais uma vez o provou no areal de Lavre. Depois de ter levado dois valentes toques na montada, entendeu o que o touro precisava e ao trocar de montada elevou a prestação. Boa nota para a recta final da sua segunda lide, em que a presença dos peões de brega não foi necessária para Diogo mostrar a sua arte. João Mira, forcado do grupo de Coruche, acabou por sair lesionado e foi dobrado por Afonso Freitas que resolveu ao seu primeiro intento, fechando-se bem e a aguentar até o restante grupo fechar.

Lavre, após quatorze anos sem touradas, reuniu todas as condições para dar às suas gentes um espetáculo bem montado. A praça desmontável quase encheu para assistir Rui Salvador, Gilberto Filipe e Diogo Oliveira a enfrentar um curro de touros da ganadaria Monte Cadema bem apresentado, colaboradores (tirando o primeiro) e bravos.

Maria Florindo dirigiu o espetáculo taurino, assessorada por João Pedro Candeias e com Nuno Narciso no cornetim.

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