1ª Companhia: Instrutor Joaquim deixa mensagem, “nem sempre quem vos põe na lama, vos quer mal”, assinalou.
Recrutas viveram dia intenso antes da saída definitiva
A um dia de abandonarem a Base da 1.ª Companhia, onde permaneceram durante oito semanas, os recrutas enfrentaram uma jornada carregada de emoção. A reta final ficou marcada por despedidas individuais e por momentos que deixaram os concorrentes visivelmente comovidos.
Nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, instrutores, enfermeiras e o comandante José Moutinho dirigiram palavras finais aos participantes. As lágrimas surgiram naturalmente entre o grupo.
História do “passarinho” surpreende na Parada
Já na Parada, o Instrutor Chefe Joaquim optou por uma despedida diferente. Em vez de um discurso convencional, escolheu contar uma história com significado simbólico.
Começou por explicar:
“Eu tenho uma história para vos contar, a pedido de vários militares lá fora, que eu tive a honra enorme de ser instrutor e que me pediram para vos contar esta história, também é por vontade própria que a conto, porque acho que são merecedores”
A narrativa serviu de metáfora para o percurso vivido pelos recrutas ao longo das semanas na Base.
Mensagem final deixa reflexão
No final da história, o membro do Estado-Maior estabeleceu uma analogia com as 50 semanas de recruta representadas no programa e deixou uma mensagem de reflexão.
Declarou:
“Nem sempre quem vos põe na lama, vos quer mal. Nem sempre quem vos tira da lama, vos quer bem. Quando estamos na lama, não piamos, porque há sempre alguém que nos quer tirar a nossa lama”
As palavras ecoaram entre os participantes, que escutaram em silêncio.
Abraços e emoção na despedida
Por fim, o Instrutor Chefe aproximou-se de cada recruta para um abraço individual. O gesto, raro ao longo da experiência marcada pela disciplina e exigência, teve um impacto especial.
Entre os momentos mais emotivos esteve a reação de Filipe Delgado, que não escondeu a satisfação ao receber o abraço.
O cantor reagiu de forma espontânea:
“Finalmente! Obrigado!”
Assim, a despedida da Base ficou marcada por uma combinação de disciplina, simbolismo e emoção, encerrando um ciclo intenso vivido dentro da “1.ª Companhia”.
