Terça-feira, Outubro 26, 2021

11 de Julho é a data que ficará marcada na história da Tauromaquia, pelo regresso desta tão nobre e antiga actividade às nossas vidas após interrupção forçada devido à pandemia do Covid-19.

À empresa Ovação e Palmas há que se dar o mérito pelo arrojo e coragem de avançar perante tanta condicionante e adversidade.

Os mirones das instituições como a Direcção Geral de Saúde e o IGAC estiveram presentes para verificar o cumprimento das normas impostas e, diga-se, tirando uma ou outra excepção foram cumpridas.

Visto que a crítica taurina não faz parte do meu dia-a-dia, direi desde já que o que se segue é apenas a opinião de alguém que é acérrimo aficionado e que corre o país de lés a lés a seguir esta arte que tanto nos apaixona. Resistiremos… porque a cultura não se censura!

Saltando à frente a cerimónia das cortesias, que também foi alterada, iniciou funções Rui Salvador. Não teve a lide que desejaria, face a tão altas expectativas, que demonstrou publicamente, face à sua nova quadra de cavalos. Os compridos custaram a partir e isso viria a ser um presságio para o que se seguiu. A primeira montada de curtos não se adaptou ao ‘cinqueño’ que enfrentou, tendo resultado numa série de curtos sem grande história e algo aliviados. Terminou num nível um pouco superior porém sem atingir patamares que desejava.

António Maria Brito Paes lidou um toiro sobrado de quilos que pouca mobilidade apresentou, o que acabaria por condicionar a sua actuação. A ferragem foi deixada sem pisar os terrenos do toiro, o que levou a que surgissem algumas passagens em falso. Terminou a cravar em terrenos de dentro.

Moura Caetano vinha com ganas e conseguiu pôr em prática o toureio que leva dentro. Enfrentou-se com um negro bragado corrido estrelado, vindo como os restantes da Herdade do Zambujal que denotou boas condições de lide. Série de curtos de bom nível, com sortes bem preparadas, inicialmente com ligeira batida e por fim mais em curto, e remates vistosos.

Telles Bastos abriu a função com um bem desenhado comprido em sorte de gaiola, causando desde logo impacto. Boa passagem nesta vila alentejana com uma série de curtos consistente, onde pôs em prática toda a sua técnica, culminando com dois curtos de excelente execução.

Ana Rita que substituía Gamero apresentou-se com a habitual exuberância, que por vezes se torna excessiva, mas que face à monotonia que a corrida levava foi um tónico para que o público soltasse os maiores aplausos da noite. Terminou com dois ferros em sorte de violino.

Por fim, saiu à praça Parreirita Cigano que teve noite desinspirada, com bastantes toques nas suas montadas, prolongando em demasia a sua lide sem que nada acrescentasse.

As pegas da noite a cargo de duas formações alentejanas, Arronches e Académicos de Elvas, resultaram em muitas dificuldades para os forcados. Não me tendo sido possível identificar os forcados da cara e dado a organização não ter anunciado os nomes dos mesmos como fez com os restantes cabeças de cartaz, cabe me dizer que o vencedor do Concurso de Pegas foi Rodrigo Abreu da formação de Arronches na pega ao quinto toiro da noite.

Os toiros da ganadaria Vinhas, que cumpre o seu 70° aniversário, tiveram apresentação díspar, não tendo dificuldades em demasiada, porém faltou algum sal e pimenta para que houvesse mais emoção.

A corrida foi dirigida, com alguma benevolência (o que se compreende), por Marco Gomes e pelo Dr. João Candeias, sendo cornetim Nuno Massano.

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