200 Wines: João Paulo Martins revela que “Procurei sempre boas relações qualidade/preço”, no seu novo livro

 

 

 

“200 Wines” é o novo livro do conceituado jornalista João Paulo Martins. Por muitos considerado como o mais importante jornalista de vinhos, em Portugal, apresenta-nos um livro em que a selecção de vinhos é pensada para acompanhar as mais diversificadas refeições.

 

 

Em entrevista ao Infocul, João Paulo Martins começa por revelar que “foi há cerca de um ano”, que começou a pensar neste livro, sendo que o mesmo “foi pensado para turistas e por isso está em inglês. Mas está disponível para quem quiser”.

 

 

A opção de escrever o livro integralmente em inglês estava pensada desde inicio, revelando que “eu escrevi em português e depois foi traduzido. Mas desde o início que pensámos fazer mesmo assim. Eu nunca tinha feito nada do género e por isso foi um trabalho que me deu muito gozo”.

 

 

Neste livro, João Paulo Martins classifica cada um dos vinhos com estrelas, e acrescenta o preço de mercado. A escolha dos vinhos correspondeu a um critério. “Procurei sempre boas relações qualidade/preço. Não se encontram aqui nem os melhores nem os mais caros. O que temos são vinhos que, mesmo na restauração, não deverão (espera-se…) atingir preços muito elevados”, explica.

 

 

Isso dava uma tese (quem sabe de Doutoramento…). Mas basta dizer que há o antes e o depois de 1990. Esse é o marco em que se inicia a nova era do vinho português”, diz-nos quando questionado sobre a evolução dos vinhos, desde 1989, ano em que começou a exercer a sua profissão.

 

 

Quando questionado se os vinhos portugueses são os melhores do mundo, arrebata dizendo que “somos sim, principalmente a dizer que somos os melhores! Como o conceito não faz parte do meu léxico, fico-me por aqui”.

 

Há concorrentes em todo o lado porque já lá vai o tempo em que nalguns países se fazia mau vinho. A tecnologia bem utilizada permite fazer bons vinhos e, se as condições económicas e sociais o permitirem, a bom preço. E isso pode acontecer em todo o lado”, diz-nos quando questionado quais são os maiores concorrentes dos vinhos portugueses.

 

Aconselha os consumidores a ter em atenção a “qualidade, preço e adequação ao fim a que se destina” na escolha de um vinho, recordando que “a ligação vinho/comida ainda é deixada em segundo plano”.

 

Neste livro, os leitores poderão encontrar “vinho arrumados por situações de consumo, algo totalmente novo entre nós. A prova tem sempre isso em mente e não os aspectos mais tecnicistas que por vezes a prova de vinhos obriga”.

 

Mas será que João Paulo Martins tem algum vinho favorito? “Não! tenho muitos, uns nacionais outros não. Mas é verdade que agora bebo mais branco que tinto.

 

Ao longo do seu percurso enquanto jornalista, especialista em vinhos, diz-nos que não passou por “nada de muito excitante mas gerei algumas inimizades, algo que só fica bem a um jornalista”, quando questionado sobre os momentos mais peculiares pelos quais passou.

 

A refeição perfeita, para João Paulo Martins, seria “cozinhada por mim, de preferência, sopa de peixe estupidamente picante e a seguir rabo de boi estufado. Espumante e depois um tinto encorpado farão a festa”.

 

Diz ainda que “já somos mais, bem mais do que fomos. Mas o assunto é inesgotável”, sobre o nível de conhecimento do povo português sobre vinhos.

 

O jornalista deixou ainda uma mensagem aos nossos leitores: “É no provar que está o ganho. Nunca se dar por contente com o que se sabe sobre os vinhos e arriscar sempre provar às cegas para criar uma boa base de dados mental”.

 

 

O livro foi editado pela Oficina do Livro e encontra-se à venda nos locais habituais.

 

Fotografia: Ricardo Palma Veiga

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Notícia publicada a 10/07/2018


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