Sandra Barata Belo: Conheça a Rosa, a protagonista de “Rainha das Flores”

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Ela é a Rainha das Flores, a protagonista de toda esta história. Depois de ser Leonor em “Perfeito Coração”, vai ser Rosa Severo em “Rainha das Flores”. O último trabalho que fez na SIC foi “Mar Salgado”. “Rainha das Flores” vai ser o novo desafio na vida de Sandra Barata Belo.

Tenho tido muita sorte nos papéis que a SIC me tem atribuído. Esta mulher é um desafio por ser uma mulher sofisticada a quem tudo lhe acontece. Quero trazer garra e boa disposição. É uma lutadora. A mim já me passou muito pela cabeça o facto de ser uma mulher muito fiel às suas origens. É uma mulher portuguesa, latina e franca“, é desta forma que a actriz descreve este novo personagem.

 

 

Para interpretar esta personagem a actriz teve que fazer pesquisa sobre o cérebro e sobre a memória.

 

 

Há imensos filmes que falam sobre esta temática da amnésia. O principal foi o trabalho que o Alexandre Castro, o autor, fez. Ele falou com um neuropsicólogo, onde nós fomos. Eu também fui e foi uma conversa interessantíssima de pesquisar e de ver como o nosso cérebro funciona. Isto é mais comum do que imaginamos. Essa conversa com o neuropsicólogo era mesmo o que estava a precisar para perceber uma serie de pormenores. Estudou para escrever os episódios“, é desta forma como Sandra Barata Belo descreve a temática principal da novela e todo o trabalho de pesquisa.

 

 

Sandra Barata Belo esteve com um novo visual na apresentação da novela da SIC. E falando na mudança de visual: “acho que ajuda imenso na construção desta Rosa sofisticada que veio de origens humildes e populares. Não perde isso. Ela vai ser muito latina. Vai ser uma mulher com muita força no corpo e na atitude. Quero trazer essa franqueza e garra para a personagem. Estou pronta para a defender sempre“.

 

 

Toda esta história começa com uma peregrinação Lisboa-Fátima. A religião vai estar muito presente nesta novela, tanto a católica como a budista, e a personagem da Rosa vai ser uma mulher de muita fé.

 

 

Os princípios da religião estão muito presentes nela. Vai haver uma grande dualidade nela. Vai apaixonar-se, por outro homem, mesmo sendo casada e o casamento sendo para levar em frente. Isto vai envolver muito as pessoas. A mim envolve, que estou a ler os episódios e acredito, também, que o publico lá em casa fique agarrado a esta história, a estas dualidades dela. A uma irmã que é a melhor amiga dela, mas será que é mesmo a melhor amiga dela? Isso é muito giro, também. Estamos aqui cheios de conflitos. É uma história muito sinuosa. Ela tem 300 episódios para perceber quem é a irmã“, diz.

 

 

Para Rosa, a peregrinação representa mais uma etapa do seu sonho. Tudo vai mudar quando Rosa sofrer um grave acidente e começar a olhar para a família com outros olhos. Não se lembra de ninguém, exceptuando uma irmã que ninguém conhece.

 

 

Ficar sem os seus últimos doze anos de vida, sem reconhecer a filha, sem referências. Sem reconhecer o marido e estava tudo bem entre eles. De repente, de um dia para o outro, quem és tu? Isto tudo provoca imensa angustia nela” ,conta a protagonista.

 

 

Rosa quando acorda pensa que está em 2004. Perdeu toda a sua memória, mas será que se recorda das coisas mais básicas como é apertar os sapatos? “Ela perde os últimos doze anos de vida, perde o léxico, perde o seu comportamento. Como será a sua reacção com as roupas? Tudo isso está a ser muito entusiasmante“, confessa.

 

 

Esta bela flor é cuidadosa, generosa e compreensiva, mas não passiva. “Ela é muito rosa mas vamos ter uma rosa com os seus espinhos para fazer sangrar e sentir. Eu também estou à espera desses espinhos“, conta. No trabalho é imparável, exigente e centralizadora. A única coisa que a tira do sério são as várias injustiças de que vai ser vítima.

 

 

Chegou a Tomar com pouco mais do que a roupa que trazia no corpo mas graças ao trabalho duro conseguiu criar a Floriz. Rosa é casada com Daniel ( Pepê Rapazote) e é mãe de Júlia. No hospital vai aproximar-se do médico que lhe salva a vida, personagem interpretada por Marco Delgado.

 

 

Desenvolve uma certa dependência, um sentimento que nasce. É o passado contra o presente. Isto traz muita angústia, muita curiosidade. É uma constante angústia e dualidade. O que ela vai fazer. Como ela vive no seu dia-a-dia. 300 ou 200 episódios, não sei quantos vão ser, para recuperar a sua memória e perceber quem são, de facto, os seus aliados e os seus inimigos. Isso, de ponto de vista humano, está a ser um grande desafio“, explica a actriz.

 

 

Rainha das Flores estreia, para o lugar de Poderosas, em Maio, na SIC.

 

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