A Internet e a revolução iminente do teletrabalho

O poder transformador da internet

A internet veio para transformar as nossas vidas: eis um “slogan” que ouvimos há já mais de 20 anos. Mas o certo é que essa transformação chegou mesmo, e está para ficar. O poder transformador da comunicação informática à distância não se fica pela generalização do e-mail, das redes sociais, das aplicações de chat, etc., e da disponibilização de todas essas ferramentas nos telemóveis. Há muitas outras atividades, com grande alcance económico, social, político e cultural, que têm vindo a ser revolucionadas. Atualmente é mais fácil e acessível, por exemplo, jogar Roleta Europea Online do que deslocarmo-nos até a um verdadeiro casino. Aliás, um casino “físico”, porque os prémios dos casinos virtuais são tão verdadeiros como os dos físicos. Tal como as apostas desportivas online têm um alcance nunca visto nem possível antes do advento da internet.

O exemplo mais decisivo é, provavelmente, a revolução do teletrabalho. A pandemia trouxe o tema para a ordem do dia, mas a sua chegada já se adivinhava, e prevê-se que os impactos venham a ser bastantes rápidos nos próximos tempos, clique aqui para ler mais. As elevadas capacidades de processamento dos computadores atuais, a alta velocidade de transmissão da banda larga, a ubiquidade da net móvel e a consolidação de ferramentas de suporte (nomeadamente em ambiente “cloud” ou nuvem) permitem a criação de um novo ecossistema de trabalho.

 

Internet: exemplos práticos da revolução

No momento em que a primeira vaga da pandemia atingiu Portugal, de que o município da Marinha Grande havia colocado trabalhadores municipais em teletrabalho. É apenas um de inúmeros exemplos, no setor público e principalmente no setor privado, de como as organizações recorreram ao teletrabalho – e puderam fazê-lo porque a tecnologia o permite.
O mundo do trabalho não é, obviamente, o único que está a ser profundamente transformado pela consolidação da internet. Diversos setores económicos e outras atividades têm vindo a sofrer uma transformação de grande alcance. Vejamos alguns exemplos.
Música

Antes, para descobrir nova música, era necessário ouvir programas de rádio, acompanhar canais de televisão dedicados (como a MTV), sair e descobrir bares ou cafés com música ao vivo, ou frequentar uma banda filarmónica ou escola de música. Hoje em dia, a internet permite a qualquer pessoa descobrir nova música sem precisar de qualquer outra ferramenta – e em quantidade e qualidade nunca antes possível. É certo que o algoritmo do Youtube pode influenciar tanto os novos gostos de uma pessoa como a sua própria pesquisa, mas essa é outra questão.

 

Novos passatempos, novas sociabilidades

Diversos estudos têm apontando, em todos os países desenvolvidos, quedas sensíveis nos consumos de álcool e tabaco por parte dos jovens. Simultaneamente, os índices de prática de desporto e de exercício físico parecem também menores que no passado. A disseminação de novos passatempos, ligados aos videojogos, parece estar a contribuir para tal. Mas mais do que isso: a possibilidade de jogo em tempo real, com amigos ou adversários remotos, veio criar espaços de sociabilidade virtuais onde muitos jovens passam cada vez mais tempo.
Casinos online e apostas desportivas
Como referido acima, a atividade dos casinos está a sofrer uma revolução intensa. Hoje em dia, os sites de casino licenciados já são em maior número que os estabelecimentos tradicionais. Quanto às apostas desportivas, as possibilidades de hoje fazem o clássico Totobola parecer o que é: um jogo do século XX.
Freelancing

Nos Estados Unidos, um setor crescente da economia é composto por “freelancers”, ou trabalhadores independentes que gerem o seu negócio através da internet: procuram clientes, desenvolvem e enviam trabalho, e recebem o pagamento sem nunca estarem cara a cara com o cliente. Designers, tradutores, assistentes virtuais (call center, secretariado) e programação informática são só algumas das áreas onde este tipo de contrato social é possível.

 

 

O que vai exigir de nós o teletrabalho, e o que vamos exigir dele?

O exemplo do “freelancing” vão seguramente levar a uma mudança de paradigma. Alguns trabalhadores estarão ansiosos por permanecer em casa, desde que tenham horários previsíveis – mas enfrentarão a resistência de patrões tradicionais que não se sentirão confortáveis em ter a sua equipa “longe da vista”. Outros trabalhadores quererão manter-se no escritório, pois não têm em casa o espaço ou o silêncio necessários para se concentrarem, mas a empresa poderá preferir poupar em custos fixos e colocar os funcionários à distância. Serão precisas novas regras relativamente ao direito ao descanso (como já existem em França) e uma nova mentalidade na forma de verificar o cumprimento de objetivos (mais por trabalho efetivamente entregue que por horas cumpridas).

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