“Ajudem-nos a salvar a indústria cinematográfica, as empresas de televisão e de Comunicação Social”

Nestes tempos tão desafiantes, somos colectivamente chamados a uma fortíssima auto-disciplina, e a reinventar as nossas próprias rotinas pessoais e profissionais, limitados na nossa liberdade de circulação, que é um bem essencial. O objectivo justifica-o: a necessidade imperiosa de evitar a perda de vidas humanas!

Da mesma maneira, importa também impedir que empresas ou cidadãos com menores escrúpulos aproveitem o isolamento voluntário da maioria de nós para obterem lucros indevidos, através da distribuição ilícita de conteúdos, alerta a FEVIP – Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais.

Esta actividade já era bastante lesiva dos sectores da criação intelectual, mais frequentemente nas camadas mais jovens da população, antes de surgir a imensa oportunidade que representam milhões de espectadores “fechados” em casa e com disponibilidade de tempo para ver conteúdos de televisão”, explica António Paulo Santos, director da FEVIP, que sublinha: “Importa travar a pirataria para defender a Economia!”.

 

Existem no mercado vários produtos, muitos deles disponibilizados em linha, alguns até fornecidos por distribuidores conceituados, que oferecem o acesso gratuito, ou a preço reduzido, a todo o tipo de conteúdos de televisão e cinema.

 

Alguns são até disponibilizados com melhor qualidade de imagem e som do que os próprios operadores legítimos, em particular, porque o tráfego de dados para entretenimento perde prioridade para as comunicações de emergência, não afectando linhas dedicadas para onde o tráfego é desviado.

 

Só uma atitude responsável da parte dos consumidores poderá impedir que esta crise determine o fim da produção audiovisual, da televisão e do jornalismo sério e profissional.

 

Na imprensa escrita, a FEVIP associa-se ao comunicado conjunto de directores de vários jornais e revistas em Portugal, apelando para que os cidadãos não descarreguem os conteúdos que têm circulado em formato pdf e que assinem as publicações que querem receber. “É a única forma de assegurar que as empresas de comunicação social não terão de encerrar as suas portas, deixando os cidadãos à mercê de notícias falsas, que também proliferam nas redes sociais, confundindo e fragilizando”, comenta António Paulo Santos sobre a realidade do sector da Comunicação Social, ao mesmo tempo que realça que “é também um garante da democracia, em particular durante o Estado de Emergência, evitando e denunciando todos os abusos”.

 

Também no sector cinematográfico e audiovisual a autodisciplina e a consciência de quem quer preservar postos de trabalho é a única forma de contribuir ativamente para manter a qualidade dos filmes, séries, novelas, etc.

A FEVIPE apela a todos para que sejam responsáveis, digam não a conteúdos pirateados. Ajudem-nos a salvar a indústria cinematográfica, as empresas de televisão e de Comunicação Social”, finaliza o responsável.

 

Fonte: FEVIP

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