Vidago

 

 

2017 é um ano cheio de trabalho para Almeno Gonçalves. O actor tem participado em séries e novelas vistas do grande público, como “Os Malucos do Riso”. No cinema participou nos filmes “Zona J” e “Um Tiro No Escuro”, de Leonel Vieira, “Debaixo da Cama”, de Bruno Niel, e “Uroboro”, de Luís Gomes.

 

 

O actor pode ser visto em “Ministério do Tempo”, da RTP, como o guerreiro Afonso de Albuquerque; em “Jacinta”, da TVI, como pai de Lúcia e a partir do dia 30 de Março pode ser visto no horário nobre da estação pública em “Vidago Palace”.

 

 

“Isto é uma espécie de bombom para nós. Deram-nos a possibilidade de participar numa série de época com esta qualidade. É muito bom”, conta Almeno Gonçalves sobre a sua participação em “Vidago Palace”, uma co-produção da RTP com a TV Galicia.

 

 

O Vidago Palace Hotel, pertencente ao grupo Unicer, recebeu o elenco e a equipa técnica da Hop e PortoCabo durante os quase dois meses de rodagem desta história que se desenrola no verão de 1936, mas foi gravada durante o outono, e apresenta uma história de amor impossível. Amor, guerra e muitas intrigas vão decorrer neste hotel que serviu como cenário natural para as filmagens.

 

 

Nesta produção histórica dará vida ao Conde Caria, o dono do Vidago Palace Hotel.

 

 

“O Conde Caria é uma personagem real, ao contrário das outras personagens, que são personagens fictícias. O Conde Caria existiu mesmo. Era mesmo o dono do hotel e era uma pessoa, um ser humano extraordinário! Sobretudo era um homem muito hábil com os negócios e ele conseguiu manter este hotel em funcionamento precisamente por isso, pela sua habilidade com os negócios e já não era muito fácil manter na época porque era um hotel muito grande com um custo enormíssimo e ele e a sua esposa, era muito importante a Condessa Caria aqui no hotel”, explica Almeno Gonçalves sobre a sua personagem, o Conde Bernardo Caria, o Rick Blaine deste “Casablanca” Ibérico.

 

 

“É uma história de amor fortíssima num momento de guerra. Estamos entre duas guerras e com a guerra civil espanhola à porta. É muito giro como o Henrique pegou nisto tudo e fez uma ligação. Temos uma série mesmo muito boa. Há uma particularidade nisto tudo que tem a ver com a aristocracia. Este hotel foi inaugurado em 1910 e supostamente era para ser inaugurado pelo rei D.Manuel II, vê-se no hotel. Tem o brasão mas não tem as armas porque ele foi assassinado e ficou só o brasão sem as armas, o que também é engraçado”, conta Almeno Gonçalves.

 

 

O dono do Vidago Palace Hotel era um homem mundano que gostava de beber Ginger Ale com amêndoa amarga mas tinha uma grande atenção e sensibilidade com os empregados do hotel, especialmente com o recepcionista Alberto e a respectiva família. Para criar esta personagem reuniu-se com um dos empregados do hotel que privou de perto com o Conde Caria.

 

 

O emblemático hotel termal foi desenhado pelo arquitecto José Ferreira da Costa e foi inaugurado a 06 de Outubro de 1910 pelo Rei D.Manuel II. Nos anos 30 foram realizadas um conjunto de reformas no espaço e foi inaugurado o campo de golfe de 18 buracos e uma carrinha azul de transportes de passageiros, algo de muito luxuoso para a época. Estes equipamentos foram inaugurados pelo Presidente da República, Óscar Carmona, e a respectivamente mulher, que era da região. Estas duas personagens aparecem logo no primeiro episódio de “Vidago Palace”.

 

 

Reza a lenda que o rei D. Carlos ter-se-á deslocado a esta instância, com o intuito de efectuar alguns tratamentos termais, muito apreciados na época.

 

 

A produção de “Vidago Palace” juntou uma equipa composta por elementos dos dois lados da fronteira, duas formas diferentes de trabalhar a ficção televisiva. Mesmo antes de concluídas as gravações, esta nova série foi vendida para outros países, para além de Portugal e da Galiza.

 

 

“Nós preferimos este ritmo. Eu vou gravar uma cena de manhã e vou gravar outra à tarde. Se tivesse numa novela se calhar tinha gravado 10 cenas de manhã e outras 10 de tarde. A diferença é muito grande. Ai está a diferença entre um ritmo industrial e o cuidado artístico”, diz Almeno Gonçalves sobre as diferenças entre trabalhar numa novela e numa série como o “Vidago Palace”.

 

 

Esta não é a primeira série histórica a ser transmitida pela RTP mas é a primeira co-produção do canal com a Tv Galega. O realizador e produtor de “Vidago Palace”, Henrique Oliveira, foi o responsável de outras séries de grande sucesso como “As mulheres de Abril” e “Major Alvega”. 

 

 

“Parece-me bem esta ideia de fazer séries em serie porque no fundo se estas séries todas fossem feitas pela mesma produtora a coisa não funcionaria tão bem mas o facto de serem várias produtoras completamente distintas, eu acho que enriquece as produções. Qualquer série é bem-vinda”, fala Almeno Gonçalves sobre a nova estratégia que a direcção da RTP adoptou para a ficção e que se iniciou com “Bem-Vindos a Beirais”.

 

 

“Vidago Palace” estreia no horário nobre da RTP no dia 30 de Março.

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