Todos juntos na solução da crise“. São estas as palavras lema resultantes da reunião entre a APECATE (Associação Portuguesa das Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos), a APEFE (Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos) e a Aporfest (Associação Portuguesa de Festivais de Música) num comunicado de imprensa em conjunto. Unidos, pretendem lutar pela sobrevivência do sector dos Eventos, integrando os Festivais e a Cultura.

As três Associações unem-se agora num comunicado conjunto em que apelam a solidariedade para a sobrevivência destes sectores. “Os nossos sectores estiveram sempre na primeira linha para ajudar a sociedade em momentos de crise organizando e participando eventos de angariação de fundos pro bono em situações difíceis, agora temos todos de nos ajudar.

Em termos de medidas concretas, as associações apelam à inclusão dos sócios gerentes para o apoio lay-off, uma vez que a área prevê que o presente ano e o ano de 2021 estejam totalmente comprometidos, à manutenção dos orçamentos dos sectores públicos para os eventos e a cultura, bem como à injecção de dinheiro nestas empresas, que foram as primeiras a fechar a actividade e serão, muito provavelmente, das últimas a retomar a mesma.

Os dados recolhidos pelas associações remetem-nos para cenário dramáticos destes sectores, com a APECATE a anunciar mais de 300 milhões de cancelamentos e empresas 100% fechadas até Setembro, a APEFE a destacar que são mais de 100 mil postos de trabalho afectados e mais de 25 mil espectáculos e festivais com entradas pagas cancelados ou adiados, apenas no período de 8 de Março a 31 de maio, e a APORFEST com festivais/iniciativas canceladas ou adiadas desse 4 de Março.

Promotores, organizadores de eventos, artistas, técnicos e restante profissionais de espectáculos e eventos, empresas de audio visuais, salas de espectáculos e eventos privadas, todos viram a sua única fonte de receita suspensa sine die.

Esta união pretende encontrar soluções alternativas para enfrentar a crise que o sector atravessa com o total desaparecimento das fontes de rendimento dos promotores, prestadores de serviço e artistas, culminando no encerramento de diversas empresas. Os eventos adiados têm custos duplicados e uma incerteza no que toca à sua realização, sendo que a confiança e o poder de compra de publico está comprometida.

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