Carlos Costa: “Sugiro paradas! Desfiles com as magníficas vestes das touradas, mas deixemos os animais em paz!”

 

 

Carlos Costa voltou a destacar-se. Desta feita foi, ontem, na Entrega dos Troféus Impala Televisão 2019, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

Vestido um traje inspirado no ‘traje de luces’ toureiro, levou imitação de bandarilhas nas costas, para chamar a atenção para o sofrimento do touro.

Ainda durante o dia de ontem, escreveu no Facebook que “preferia fazer correr sangue nas minhas próprias costas, do que nas costas de outro ser vivo – peço, respeitosamente, que consideremos este meu ato, como uma manifestação de opinião pessoal. Simplesmente isso”.

Assume que “toda a minha infância cresci como apreciador de touradas e de tudo o que as rodeava. A verdade é que, com o amadurecer, percebi que o meu fanatismo para com as touradas não passava de fanatismo por ver e apreciar cada um dos animais intervenientes no espetáculo. Eu não tinha maturidade para entender o que era exatamente “o lado menos bom” de uma tourada. Mas, com o passar dos anos e com a evolução dos meios de comunicação percebi que aqueles animais sofrem nos seus últimos momentos de vida. Essa realidade destrói-me”.

Revelou que “não sou nenhum fundamentalista e acho muito sinceramente que devemos recordar aquilo que faz parte da História, no entanto considero que não a precisamos perpetuar. Não a devemos esquecer ou negar… mas repeti-la, depois de percebermos que no final de contas o seu único objetivo é contemplar as diferentes formas “majestosas” de trazer sofrimento a outro ser vivo. É demasiado, para mim!”. “Hoje, temos todos noção que os gladiadores existiram, mas entrariam numa arena para matar um outro ser vivo? Jamais! Não colocaria os pés em nenhum espetáculo onde qualquer ser vivo fosse morto, espetado ou esfaqueado, especialmente por puro entretenimento alheio. Devemos recordar e dignificar a tradição, como parte daquilo que fomos, mas apenas isso – recordar! Relembrar o número de vidas que se perdeu por entretenimento e dedicação a uma tradição repleta de arte, mas também de muito sangue… porque hoje somos maiores e melhores que ontem. Aplaudo a arte de vestir, aplaudo a linguagem corporal de qualquer Toureiro, aplaudo toda arte envolvente nas touradas, porque transpira arte, expressão, moda até. Mas não a posso aplaudir mais… não quando envolve a vida de um ser que não escolheu estar naquela arena. Acho que a evolução humana já nos permite perceber o quão gigante é a atrocidade que cometemos para consumir diariamente quantidades industriais de carne. Sugiro paradas! Desfiles com as magníficas vestes das touradas, mas deixemos os animais em paz!”, rematou.

Preferia fazer correr sangue nas minhas próprias costas, do que nas costas de outro ser vivo – peço, respeitosamente,…

Publicado por CARLOS COSTA em Domingo, 8 de setembro de 2019

Hoje, voltou a referir-se à temática com nova publicação, que passamos a transcrever:

E NAS VOSSAS COSTAS? GOSTAVAM?

Ontem, graças a Deus, numa gala repleta de vestidos e muitos prémios, patrocinada pelo Jardim Zoológico De Lisboa e com uma abertura referente à preservação animal, PUDE GRITAR “BASTA DE ANIMAIS NAS TOURADAS”.

🐂❤️

Sempre sonhei um dia ter voz para ir mais além das cantigas. E vou descobrindo o meu caminho paralelo.

😊

Sei que esse caminho não passa por infligir dor a ninguém. Reconheço entretenimento, sei distinguir o que está errado e admitir.

🐂

Depois de anos de reflexão, depois da minha passagem num reality show repleto de animais – A Quinta – e mais algumas viagens a España… A minha vontade de fazer este pequeno protesto estava “a gritar” na minha cabeça”.

E NAS VOSSAS COSTAS? GOSTAVAM? Ontem, graças a Deus, numa gala repleta de vestidos e muitos prémios, patrocinada pelo…

Publicado por CARLOS COSTA em Segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O fato foi concepção de Bravo’s Atelier.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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