Catarina Furtado aborda nova edição do The Voice Portugal

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A nova edição do “The Voice Portugal” já estreou repleta de novos talentos que se apresentaram nas provas cegas. Todos os domingos à noite, os mentores Anselmo Ralph, Marisa Liz, Mickael Carreira e Áurea avaliam os concorrentes em busca daquela que será a próxima “Voz de Portugal”. Catarina Furtado e Vasco Palmeirim são novamente os apresentadores escolhidos para mais uma edição do programa de talentos.  

 

 

Estou verdadeiramente surpreendida de como é possível esta edição ser melhor que a anterior. O que não quer dizer que na anterior não tenhamos tido vozes incríveis e, obviamente, tivemos a Deolinda que é um caso muito sério, é verdade. Eu e o Vasco, e o Vasco até um rapaz com mais afinação no seu ouvido, ficamos completamente de boca aberta nas provas cegas tem sido uma coisa! Não sei de onde vêm esta gente toda que é muito nova. Rapazes que ainda não têm barba e umas adolescentes maiores que eu. Isso é incrível. Cantam maravilhosamente“, diz Catarina Furtado sobre os talentos que concorreram às provas cegas. Na primeira emissão, o “The Voice” causou furor nas redes sociais sendo o assunto mais comentado no Twitter em Portugal e chegou mesmo a estar entre os cinco assuntos mais falados à escala mundial.  

 

 

Deolinda Kinzimba, Rui Drummond (que tinha participado doze anos antes no programa “Operação Triunfo”) e Denis Filipe são os vencedores das edições anteriores do programa.  

 

 

A vencedora da edição passada, Deolinda Kinzimba, apresentou o seu single de estreia no showcase de apresentação da nova edição do programa que aconteceu no dia 23 de Agosto em frente dos Armazéns do Chiado. É de lembrar que no ano passado, a angolana foi a grande aposta do público desde as provas cegas, algo que segundo Catarina Furtado não acontece este ano. 

 

 

Há um equilíbrio muito maior. O que torna a coisa muito mais difícil. Eu digo “incrível esta!” e o Vasco responde “e a anterior ou a que vem ai”. É mesmo inacreditável e torna a coisa muito mais difícil para os mentores. Torna a competição mais feroz. Na altura disseram muitas vezes que seria a Deolinda, logo à partida e ainda houve ali concorrentes de peso que fizeram-lhe sombra. Quer dizer, houve logo na Deolinda uma hipotética vencedora e agora não. Há muitos que podem chegar lá, o que tem muita graça e tem muito a ver também com a forma como eles vão trabalhar, quer nas batalhas, quer nos tira-teimas, quer nas galas e isso é giro. Nós vemos a evolução deles a crescerem e depois há o nosso slogan que é “Tudo vai mudar”, e até parece irónico porque eu e o Vasco somos os mesmos e os mentores são mais ou menos os mesmos, não são exactamente porque eles mudam de roupa mas a verdade é que “tudo vai mudar”, no sentido que o formato é o mesmo mas surpreende“, diz a apresentadora que também é embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População e actriz. 

 

 

Quando se pensa que há regras absolutamente notáveis, de vez em quando há coisas que podem mudar e isto acompanha, evidentemente, o formato internacional. O que não muda é a excelente produção da Shine e não muda o excelente trabalho da equipa que eu, mais uma vez e tenho sempre que vos dizer isto, acho incrível como em Portugal se faz televisão com tão boa qualidade e com tão poucos recursos financeiros, sinceramente“, fala Catarina Furtado. A produção portuguesa não tem os mesmos recursos financeiros que as edições americanas e inglesa.  

 

 

Shakira ou Cristina Aguilera foram alguns dos nomes que fizeram parte do grupo de mentores da edição americana. Até ao momento, a grande alteração feita nos mentores foi a saída do líder dos GNR, Rui Reininho, para a entrada de Áurea. Para Catarina Furtado a edição portuguesa é muito bem-feita visto que não tem os mesmos recursos financeiros que se fazem noutros países. 

 

 

Em algumas coisas até se supera. Se na entrada dos mentores na América ou na Inglaterra, eles têm luzes e dois palcos e nós não temos poder financeiro para isso mas aquilo que nós temos fazemo-lo muito bem e não sou eu a dizer, atenção. Os técnicos que cá vêm, de outros países, dizem que é incrível como com poucos ovos fazemos uma omelete fantástica e isto, por um lado é um orgulho mas, por outro lado, tenho imensa pena que não haja um investimento maior naquele que é provavelmente o maior programa da televisão portuguesa“, diz Catarina Furtado. O programa estreou pela primeira vez a 29 de Outubro de 2011 e é uma produção da Shine Ibéria. 

 

 

O programa é baseado no formato original holandês “The Voice of Holland”, criado pelo produtor televisivo John de Mol. A produção da versão portuguesa está a cargo de Pedro Curto e Piet-Hein Bakker e é a grande aposta da RTP para as noites de domingo e para a nova temporada televisiva. 

 

 

O formato apresentado por Catarina Furtado e Vasco Palmeirim vai ter como concorrente directo o reality show Casa dos Segredos 6, que arranca no próximo domingo, dia 11 de Setembro, na TVI.   

 

 

A apresentadora admite que, se vencerem outra vez, a vitória vai saber-lhe a uma “garrafa de vinho branco”. Na edição anterior, o programa da RTP suplantou em audiências o concorrente da TVI que é apresentado por Teresa Guilherme. 

 

 

No ano passado, mesmo que não tivesse sido líder, para mim é o melhor e não é por ser apresentado por mim. Se fosse a minha colega Teresa Guilherme, teria sido na mesma um grande formato de televisão pois é um grande formato que só promove coisas boas. Há bocadinho, o Anselmo apresentou os elementos da sua banda e um deles tinha sido concorrente e agora estava ali. Acho isso maravilhoso. Nem todos podem ser vocalistas mas podem realizar o sonho de fazer da música a sua forma de vida. É isso que eu gosto de ver“, diz Catarina Furtado que é uma das profissionais mais bem pagas da televisão portuguesa.  

 

 

O “The Voice Portugal” já descobriu inúmeros talentos mas em todas as edições é levantada a questão do porquê de a maioria dos concorrentes actuarem em inglês. Para Catarina Furtado essa é uma questão geracional já que a maioria da música que os jovens ouvem é cantada na língua de William Shakespeare. 

 

 

Essa é uma questão que é sempre colocada e nós temos que avaliar isto do ponto de vista internacional porque todos os países têm a sua língua, a não ser aqueles que falem inglês como é o caso da América, e nesses países também se coloca essa questão. É evidente que estes miúdos são da geração do YouTube e do spotify e eles ouvem, praticamente, quase tudo em inglês. Se vocês ouvirem as nossas rádios, que cada vez estão a por mais música portuguesa, nós temos cada vez mais gente nova a cantar em português. Pessoas que estão a encher coliseus. Os Miguéis Araújo’s desta vida, os Tiagos Bettencourt’s, a Marisa e a Áurea. A Áurea de vez em quando toca em inglês mas também canta em português. Por tanto, e eu que sou altamente defensora da língua portuguesa, mas acho que não é necessariamente só através destes programas que ela tem que ser promovida. Nós temos atenção a isso. Quando a música é boa, é boa. Este programa é transversal“, refere a apresentadora. 

 

 

O “The Voice Portugal” passa todos os domingos, às 21:00, na RTP.

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