Catarina Martins: “A cultura está, até ao momento, com três meses de paralisação sem nenhum apoio”

Foto: Esquerda.net

Esta terça-feira, Catarina Martins reuniu em Évora com trabalhadores do sector cultural.

O Bloco de Esquerda explica que “além dos apoios do fundo de emergência, que tardam em chegar, defendeu ajudas a fundo perdido às estruturas culturais e que o recém-aprovado subsídio extraordinário de desemprego seja inscrito no Orçamento Suplementar”.

Por entre as preocupações, Catarina Martins começa por destacar “os poucos apoios de emergência lançados pelo Ministério da Cultura ainda não chegaram ao terreno” e que o fundo de emergência “ainda não foi pago a ninguém”.

Destaca ainda que as linhas de crédito que foram lançadas para o sector turístico e cultural “foram todas esgotadas no sector turístico”, impedindo o sector cultural de ter acesso a esse financiamento. “A cultura está, até ao momento, com três meses de paralisação sem nenhum apoio”, referiu.

O impacto da crise levanta questões diferentes em todo o território.

O Bloco destaca que “isto é particularmente importante para a região do Alentejo, que é mais subfinanciada do que a média nacional, o que vem agravar o problema da crise social”.

Sobre isto, o Bloco defende a necessidade de “linhas de apoio claras, para manter um sector cultural em todo o país” de forma a garantir um acesso das populações à cultura, nos seus diversos domínios.

Para Catarina Martins os apoios determinados para a cultura, como o fundo de emergência, têm de chegar “efectivamente às pessoas”. Além disso são necessários apoios a “fundo perdido” para permitir a sobrevivência de instituições culturais em todo o território nacional. Por fim, é essencial que a medida de subsídio extraordinário de desemprego, proposta pelo Bloco de Esquerda, e que foi já aprovada na generalidade, entre já no “Orçamento Suplementar”.

Não teria nenhum sentido que, uma medida aprovada na generalidade, por não entrar no Orçamento Suplementar, entrasse só em vigor em Dezembro”. Esta é uma medida que vem apoiar os trabalhadores mais precários, seja do sector cultural, seja das trabalhadoras domésticas, ou dos jovens advogados, estes trabalhadores “não podem ficar, na altura da pandemia, sem nada” sublinha Catarina Martins.

Lurdes Nobre, directora da Associ’ Arte, que dinamiza um dos espaços culturais da cidade de Évora, o Armazém8, explicou que teve de encerrar no mês de Março e concorreu ao fundo de emergência que, “até agora, não foi atribuído”. Apesar de esta ser uma das poucas estruturas a conseguir apoio através desta linha, ainda continuam à espera que o protocolo seja assinado. Neste espaço trabalham 12 pessoas, entre artistas e técnicos.

 

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