COVID-19 deixa filarmónicas em risco: “O prejuízo é enorme”

No meio o vendaval financeiro e social que afecta a área cultural, devido à pandemia provocada pela COVID-19, as bandas filarmónicas estão em risco.

Além da importância histórica, assumem-se como das mais identitárias tradições de vilas e cidades. Em quase todas as vilas ou cidades as bandas filarmónicas assumem-se como bandeira dessa localidade, percorrendo o país com a sua arte.

Com o cancelamento das festas populares e religiosas, devido à Covid-19, o perigo de existência é elevado. Isto porque estas festas assumem papel importantíssimo em termos de fontes de receitas das filarmónicas.

Em declarações à Lusa, Martim Caetano, presidente da Confederação Musical Portuguesa (CMP), revelou que “o prejuízo é enorme, até porque existe já uma decisão da Conferência Episcopal Portuguesa que adia um ano todos os eventos de cariz religioso, nomeadamente as festas e romarias, onde obrigatória e historicamente as bandas filarmónicas têm uma presença contínua e indispensável“.

Assim, destaca a “necessidade de apoio financeiro imediato, para evitar uma paragem das bandas filarmónicas mais carenciadas“.

Está neste momento a ser preparado um dossier nacional para fundamentar esta necessidade, devendo o documento ser apresentado a várias entidades, entre as quais o Governo.

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