COVID-19: Eduardo Cabrita garante eleições com plenas condições sanitárias

A Renovação do Estado de Emergência – a vigorar entre os dias 15 e 30 de janeiro – prevê a implementação de medidas mais restritivas de contactos mas, também, a mobilização de mecanismos de apoio ao SNS, a salvaguarda das eleições presidenciais «com plenas condições sanitárias» e a criação de mecanismos «de combate à especulação económica».

Durante o debate na Assembleia da República sobre a renovação do Estado de Emergência – entretanto autorizado – o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, referiu que Portugal tem dado uma mobilização adequada à situação sanitária complexa que o mundo enfrenta e que se traduz, por exemplo, nos seis milhões de testes já realizados.
«Portugal testa, por habitante, mais do que a França, mais do que a Itália, mais do que a Alemanha e mais do que a Suécia. E é por isso que não escondemos a gravidade de uma situação à qual é preciso dar a resposta adequada», explicou.

Numa altura em que o País está na iminência de ultrapassar o «meio milhão de casos», o Ministro destacou o facto de ter havido «uma duplicação do número de camas dos cuidados intensivos», desde o início da pandemia, e também «a mobilização de meios, por acordo com o sector social ou com o sector privado».

A «vontade já reiterada de utilização dos mecanismos legalmente admitidos», como é o caso da requisição civil – de equipamentos ou de pessoal de saúde -, foi outro dos aspetos referidos por Eduardo Cabrita, a propósito da renovação do Estado de Emergência.
Eduardo Cabrita adiantou também, na sua intervenção, que, até ontem, já tinham sido vacinados 82 mil cidadãos – entre profissionais de saúde e utentes de lares.
Sobre as eleições presidenciais, o Ministro afirmou que «este mecanismo de Estado de Emergência prevê as condições necessárias para que os portugueses, em liberdade e com segurança sanitária, participem, quer no próximo domingo (através do voto antecipado, já com 151 mil inscritos)», quer no próximo dia 24.
«Estas medidas correspondem às execuções atempadas do Governo das decisões tomadas na Assembleia da República, no dia 23 de outubro» disse ainda.
Fonte: Gov.pt