COVID-19: streaming vai continuar a crescer, mas podemos evitar o perigo

Os especialistas da Kaspersky estimam que as plataformas de serviços de streaming continuem a ter cada vez mais utilizadores e, por isso, que as ciberameaças possam aumentar. Saiba o que fazer e ao que deve estar atento nos próximos tempos.

Este fim-de-semana há uma forte probabilidade de se registarem os maiores níveis de actividade de streaming que alguma vez já assistimos, uma vez que milhões de pessoas que costumam socializar fora de casa, em bares e restaurantes, se veem forçadas a estar em casa. Isto vai, sem dúvida, colocar uma enorme pressão nos serviços de streaming e pode, inclusive, causar algumas quebras e lentidão na prestação destes serviços, o que fará com que as pessoas procurem meios alternativos para aceder aos conteúdos online.

Contudo, não utilizar os portais seguros dos nossos serviços de streaming legítimos para ver filmes, jogar ou assistir a outro tipo de conteúdos, faz com que as possibilidades de cairmos nas mãos dos hackers se tornem maiores e que nos tornemos mais vulneráveis aos ataques. Por mais tentador que seja encontrar fontes alternativas de conteúdos, a Kaspersky apela a todos os utilizadores que sejam pacientes, que se mantenham fiéis às fontes de streaming de confiança e que sigam as seguintes recomendações para se manterem seguros online:

Utilizar apenas fontes seguras, como são exemplo todos os serviços onde já se tenha uma subscrição, ao invés de fontes alternativas, e confirmar mais do que uma vez o formato do URL ou como está escrito o nome da empresa, antes de realizar downloads. Os sites falsos podem ser muito parecidos com os originais, mas vão existir algumas anomalias que permitem detectar as diferenças;

Prestar atenção à extensão do ficheiro que se quer descarregar. No caso de serem episódios de uma série de TV, o ficheiro não deve acabar em .exe;

Ser cuidadoso no uso de torrents e pesquisar por comentários sobre os ficheiros que se quer descarregar. Se os comentários não estiverem relacionados com esse conteúdo, o mais provável é estar perante malware;

Proteger todos os dispositivos utilizados para streaming e garantir que realizam todas as atualizações disponíveis ao sistema operativo e às aplicações;

Não clicar em links que prometam assistir antecipadamente aos conteúdos; em caso de dúvida acerca da autenticidade do conteúdo, verificar junto do fornecedor de serviços de entretenimento – isto é, caso não tenha a certeza de que algum conteúdo que foi publicitado já tenha estreado e esteja disponível na sua região;

Sempre que possível, utilizar um cartão de crédito para realizar pagamentos e evitar guardar os detalhes do cartão nos sites de streaming. Utilizar sempre uma palavra-passe única e complexa para cada uma das suas contas online.

Foi de repente que todos vimos as nossas vidas confinadas ao online. Mais do que nunca, o nosso mundo conectado e a nossa capacidade para comunicar, socializar, trabalhar ou fazer transações converteram-se uma prioridade, mas também se tornaram mais críticas. Embora a nossa capacidade para tornar tudo isto possível seja incrível, não podemos ignorar a realidade que enfrentamos: para onde quer que as pessoas vão, os hackers vão atrás. Se existir uma oportunidade de tirar partido de uma situação ou persuadir as pessoas a enviar os seus dados pessoais ou dinheiro para fins maliciosos, temos a certeza que os hackers vão concentrar aí a sua atividade. Já encontrámos vários exemplos de malware relacionado com o coronavírus, onde os hackers se aproveitam para esconder ficheiros maliciosos atrás destes conteúdos – que supostamente estão relacionados com a doença -, mas as oportunidades da nossa segurança ser comprometida não se esgotam aqui”, refere David Emm, Investigador Principal de Segurança da Kaspersky.

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