A Real Ordem de São Miguel da Ala, a Ordem de Cavalaria mais antiga de origem Portuguesa, regressou ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça em Festa de São Miguel, liderada pelo Grão Mestre Nato, Dom Duarte, Duque de Bragança.

A Ordem Dinástica, uma de três da Casa Real Portuguesa, foi fundada em 1147 por D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal e aprovada pelo Papa Alexandre III, através de Bula datada de 1171. Desde então e até à sua reforma já no reinado de D. Miguel I, a Ordem esteve sediada no Real Mosteiro Cisterciense de Santa Maria, em Alcobaça, onde tinha Capela e Altar com imagem do Arcanjo.

Com a partida do Rei D. Miguel para o exílio, em 1834, a Ordem passou a ser uma condecoração da Casa Real até ser reformulada, na década de 1980, pelo actual Duque de Bragança. Em 2000, a Ordem Dinástica, á semelhança de muitas outras, foi complementada com a criação de uma Real Irmandade Católica para seus membros e através da qual a Casa Real realiza obras de Beneficência e apoio cultural, tanto em Portugal como em países lusófonos.

Estiveram presentes como convidados da Ordem e dos Duques de Bragança, D. Duarte e D. Isabel, o Lord Lyon da Escócia, o Príncipe Leka da Albânia, o Principe D. Luiz Filipe do Brasil, actualmente Deputado Federal, para alem de vários outros Príncipes e membros de Governos e do Clero estrangeiros, Patronos e Membros da Ordem.

Foram investidos na Ordem durante este Capítulo Geral, por reconhecido Mérito, a Fadista Katia Guerreiro, os Mestres Guitarristas Joel Pina e João Mário Veiga, o Cantor Lírico Armando Calado e o sobrinho neto do Papa Pio XII Conde Giovanni Rizzardi Pacelli.

O XII Capitulo das Reais Irmandades da Ordem de São Miguel da Ala, composta por 7 Bispos Diocesanos e 2500 membros com Delegados de 12 países, teve como tema o Papa Pio XII, Padrinho de baptismo do Senhor Duque de Bragança e incluiu uma Conferência em Fátima e Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa.

Tanto o Duque de Bragança como a Ordem e suas Reais Irmandades de São Miguel da Ala afastaram-se de actos religiosos em Alcobaça e de usar os símbolos históricos durante vários anos em obediência a uma previdência cautelar do Tribunal após um grupo liderado por um conhecido Fadista ter registado os mesmos símbolos como marca patente em nome de uma associação de São Miguel da Ala e de essa ter processado os históricos utilizadores dos símbolos; a Casa Real Portuguesa e a Igreja.

O Fadista que difamou o Duque de Bragança foi obrigado a aceitar um acordo com indemnização. Seguidamente viu o Tribunal decretar a caducidade do seu registo dos símbolos de São Miguel da Ala por não ter feito uso dos mesmos para fins comerciais. Após várias contestações por parte do mesmo, as marcas foram confirmadas definitivamente ao Duque de Bragança e às instituições da Igreja que são as únicas legitimas sucessoras da Ordem que foi em tempos Monástica e Militar.

D. Manuel António Mendes dos Santos, Capelão Geral da Ordem e Presidente da Federação dos Arcebispos e Bispos das Reais Irmandades Diocesanas, foi o Prelado que presidiu à Missa e Investiduras em Alcobaça.

 

 

 

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