Fadistas revelam ilegalidades, colocam casas de fado em risco e pedem ajuda ao Estado

Circula, desde ontem, uma petição que pede apoio para “fadistas e Músicos que trabalham, todos os dias, em casas de Fado mas que não têm qualquer tipo de contrato com as mesmas”.

O problema é que esta petição pública, que pode ser consultada aqui, revela que “existem centenas de Casas de Fado com elenco fixo todos os dias sem qualquer tipo de contrato com os mesmos”.

Acrescenta ainda que “devido aos valores de cachê, estes não conseguem coletar-se, pelo que se tem tornado um trabalho muito precário. Mesmo para aqueles que estão coletados, nenhum vai passar um recibo quando recebe 35€ (média) por noite, seria trabalhar de borla”.

Contudo, alegamtambém temos família para sustentar, também temos vida, também precisamos de ajuda

A petição conta, até ao momento da redacção desta notícia, com mais de 250 assinaturas. 

O texto na íntegra:

Apoio aos Fadistas e Músicos

Para: Fadistas e Músicos que trabalham, todos os dias, em casas de Fado mas que não têm qualquer tipo de contrato com as mesmas.

Existem centenas de Casas de Fado com elenco fixo todos os dias sem qualquer tipo de contrato com os mesmos.
Devido aos valores de cachê, estes não conseguem coletar-se, pelo que se tem tornado um trabalho muito precário. Mesmo para aqueles que estão coletados, nenhum vai passar um recibo quando recebe 35€ (média) por noite, seria trabalhar de borla.
Mas é a nossa profissão e as regras não são feitas por nós.
Na qualidade de Músico e/ou Fadista ou aceitamos ou não temos trabalho.

Nos últimos anos, as casas de Fado têm sido o postal do nosso País. Fomos os primeiros a fechar portas e seremos os últimos a voltar a ter trabalho.
Independentemente da situação, é graças a estes profissionais a razão pela qual as casas de Fado são tão procuradas.
Merecemos Respeito.
Somos o rosto da Cultura e do que nos define como Português.
Somos nós que, todos os dias, divulgarmos a nossa Canção Nacional…o Fado.
Também temos família para sustentar, também temos vida, também precisamos de ajuda”.

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