Festival RTP Andamento: “As expectativas estão mais do que superadas”

 

 

A RTP realizou, ontem, pela primeira vez o Festival RTP Andamento, como aqui já demos conta, na Alameda D. Afonso Henriques.

Gonçalo Madail, coordenador geral do festival, falou com o Infocul e fez um balanço desta primeira edição.

Assumiu que as expectativas estavam “muito superadas. Também por uma razão, não tínhamos precedentes, não havia um histórico, não posso esconder que estávamos todos ‘no que é que isto vai dar…’. Depois, pelo facto de ser gratuito e aberto, as pessoas não sentem obrigação de estar e ficar, portanto tivemos aqui ao longo do dia algumas tribos de seguidores artísticos que foram entrando e saindo. E isso torna mais difícil saber em que ponto estamos, mas as expectativas estão mais do que superadas”.

Sobre todo o tempo que demorou desde a ideia inicial até ao grande dia, revelou-nos que “a primeira ideia, o atirar para o ar se assim se pode dizer, surgiu ali no início do ano, em Fevereiro, estávamos precisamente a arrancar com o projecto do Festival da Canção, muito graças ao nosso recente administrador, o Hugo Figueiredo, que é o pai da ideia e o homem que nos quis desafiar e provocar para tal”.

Acrescentou que “o processo de organização, como tínhamos muitos eventos e eu tenho uma equipa especial que lidera estes projectos mas que também trabalha dia-a-dia para as antenas da RTP muito para a RTP Memória e RTP1 especialmente, mas tivemos o Festival da Canção, Eurovisão, Prémios Play, NOS Alive, tivemos um verão cheio com 70 exteriores e portanto eu diria que mãos à obra mesmo a sério foi logo a seguir ao NOS Alive, portanto com as mãos na massa a partir da terceira semana de Julho. Foi uma loucura”.

Este evento, em regime exterior e aberto ao público, insere-se na estratégia do grupo em estar cada vez mais próximo do público, algo que contraste com as, sempre, constantes críticas de alguns cidadãos à grelha de programação.

Sobre estes dois factos, Gonçalo Madail explicou que “é uma condição natural da RTP, e do grupo, ser escrutinado pelas pessoas. Principalmente o canal 1 por uma questão de fervor e porque é o canal que mais mobiliza. Estamos habituados a isso”.

Assumiu que “todos temos feito um esforço, uma espécie de auto-formação, para entender que o espectador é o espectador-cidadão e é quem nos viabiliza para existirmos e portanto a minha preocupação, e de todos nós, e penso muito nisso porque tenho uma família inteira de funcionários públicos, a mulher com quem casei é funcionária pública, e portanto tenho muita preocupação do que é o objecto público. E o que eu acho que temos que continuar a conseguir das pessoas é que elas continuem a exigir de nós, mas que continuem a exigir para que continuemos a existir. Fico muito feliz que o cidadão diga ‘eu quero uma RTP melhor, sou exigente’, fico muito feliz, e fico muito mais aflito quando ouço ‘por mim acabava-se com isso e nunca mais pagávamos isso’ porque acho que é uma questão de soberania, de identidade, e um país de primeiro mundo e que se preze tem de ter um serviço público”.

Ressalvou ainda que “no dia-a-dia, ser ou tentar ser plural não é ser magnânimo, e portanto há sempre pessoas que não gostam disto ou daquilo, acho normal, temos de saber viver com isso e saber responder. Porque o pior destas coisas é quando as pessoas criticam e não obtêm respostas”.

Sobre uma segunda edição do Festival RTP Andamento disse que “não quero garantir já, por mim sim, mas há uma vontade grande. Temos a ambição de fazer isto e algo mais…Já estamos aqui a congeminar…”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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