Gonçalo Salgueiro: “Que o tempo esteja do nosso lado e o medo nos faça lutar mais forte!”

O fadista Gonçalo Salgueiro deixou longo e emotivo texto sobre a actual pandemia que afecta o mundo, o novo coronavírus- COVID19.

Nesse texto, o fadista dá a conhecer qual será a sua postura durante este recolhimento e deixa ainda vários alertas e conselhos aos seus seguidores.

A publicação na íntegra:

Caros amigos desta página !!
Que a nossa Fé não nos abandone! Que os nossos anjos da guarda não nos desamparem! Que o tempo esteja do nosso lado e o medo nos faça lutar mais forte !
Mãe olha por nós …
Muita força a todos nós ! Deus nos abençoe !!

Caros amigos , sobretudo as pessoas mais velhas , que são com muito orgulho , a maior parte do meu publico desta página , cuidado também com o muito conteúdo falso e alarmista que grassa pelas redes sociais , cuidado com os aproveitamentos pela internet e in loco !

Eu não sou médico . Mas Mais uma vez deixarei recomendações de médicos verdadeiros …

⚠️⚠️⚠️ AVISO ⚠️⚠️⚠️

Estamos numa fase em que não é possível testar para o SARS-CoV2 (covid-19) todas as pessoas que têm sintomas.

E como já devem saber, a maioria da população vai ter sintomas ligeiros que não precisam de cuidados médicos.
Mesmo que estejam infectados com o covid-19 se os sintomas forem só ligeiros a recomendação é a mesma: isolamento e tratar sintomas!

Por isso, deixem os serviços de saúde para os casos graves!

# Assim, se tiverem sintomas ligeiros:

😷 Tosse

🤕 Dores de cabeça que cedem ao paracetamol

🤒 Febre que cede ao paracetamol e que vai espaçando

👉🏼 Fiquem em casa! Não contactem com os mais idosos ou pessoas com doenças crónicas.

👉🏼 Não vale a pena ir ao centro de saúde ou à urgência com o intuito de fazerem o teste, neste momento não é possível!

👉🏼 Contactem com o médico, via telemóvel ou e-mail.

# No entanto, se tiverem:

⚠️ Falta de ar

⚠️ Febre que não cede ao paracetamol

⚠️ Agravamento do estado geral

👉🏼 Liguem para a SNS 24 ou se não tiverem resposta procurem o médico, mas sempre com máscara colocada!

🚨 Não vamos sobrecarregar os serviços de saúde com sintomas gripais ligeiros!

🚨 Respeitem o isolamento de forma a evitar o contágio!

1- Mais de 80% das pessoas infetadas com o COVID-19 terão sintomas muito leves, semelhantes a uma simples constipação ou a um síndrome gripal ligeiro. Estes casos podem e devem evitar idas aos Serviços de Urgência. Não o dizemos por capricho! Não há qualquer tratamento a oferecer aos casos ligeiros, não há nada que se possa fazer num hospital que os impeça de agravar (e a vasta maioria não agravarão e passarão por si sós!). Breve, ir ao hospital não vos adiantará nada pessoalmente e pelo contrário porá em risco todos os outros utentes e profissionais.

2- Pelo menos 10% dos casos serão graves o suficiente para causar falta de ar e obrigar a idas ao Hospital. Alguns destes serão graves o suficiente para precisarem de ventilação mecânica (“ficar ligado à máquina”). Apesar de estes casos graves serem maioritariamente pessoas idosas ou com doenças que os fragilizam, também acontecerão casos de pessoas jovens saudáveis (se 0.2% dos jovens afetados precisarem de ventilação, no caso de 10.000 afetados serão 20 jovens em Portugal em estado grave). Nos idosos e pessoas com problemas de saúde, essa percentagem pode chegar aos 15-20%, o que significa potencialmente uma enormidade de doentes graves que o SNS não terá capacidade de assistir da melhor forma, que é o que se vê acontecer em Itália, onde ventiladores estão a ser recusados logo à partida, sem qualquer contemplação, a pessoas com mais de 60 anos.

3- O que podemos fazer? Tentar que em vez de termos 10.000 casos até ao final de Março, tenhamos esses 10.000 casos espalhados no tempo ao longo de 6 meses. Faz muita diferença um hospital ter no mesmo dia 10 pessoas a precisar de ventilador ou ter 50 pessoas a precisar de ventilador. É simples, não vai haver para todos. Como podemos atrasar então o surgimento de novos casos? Isolarmo-nos o mais possível. E cada dia conta no atraso que vamos conseguir!

4- Se és dono de uma empresa ou de um escritório considera fechar portas e colocar os funcionários a trabalhar tanto quanto possível de casa. Pensa assim, vais ter que fechar portas em duas semanas de qualquer forma, com uma grande diferença: salvaste vidas!!

5- Se podes trabalhar de casa, deves absolutamente fazê-lo.

6- Não vás ao ginásio, vai dar uma corrida (não em grupo!) e faz umas flexões em casa. Não vás ao café. Não vás ao restaurante. Escusado será mencionar esse ambiente fresco e arejado que existe em discotecas e bares noturnos. Almoço de fim de semana em casa dos avós? Cancelem. Jantar de anos da Filipa? Não vai dar, a Filipa compreenderá, mais não seja em duas semanas quando perceber a dimensão do problema.

7- As crianças, ao contrário do que se viu escrito em alguns locais, parecem ser bastante contagiosas. Apresentam também muito poucos sintomas quando estão infetadas. Ou seja, devemos evitar o contacto entre as crianças da família e respetivos avós e outros membros mais frágeis. Pelo lado bom e para tranquilizar: tanto quanto sabemos (e já sabemos alguma coisa após tantos milhares de casos pelo Mundo) não há qualquer caso de doença grave em crianças menores de 10 anos. Os sacanitas são rijos, mas muito contagiosos.

8- A máscara só é útil para quem já está a tossir e espirrar – para pessoas sem sintomas ajuda pouco. Importante mesmo é lavar as mãos frequentemente e evitar tocar na cara/boca/olhos. E manter distância social: não há apertos de mão, não há beijinhos e falar de perto é também má ideia (vá, todos conhecemos aquela pessoa que manda muitos “perdigotos”).

9- Não é demais salientar que durante esta época as outras doenças, acidentes e infortúnios vários não vão tirar férias. Continuarão a existir AVCs, ataques cardíacos, outras infeções, acidentes de viação, exatamente na mesma quantidade de antes. Com uma diferença saliente: quando esses doentes graves precisarem de vaga nos cuidados intensivos (que mesmo num dia bom já são insuficientes e difíceis de gerir), podem bem não a ter. A mortalidade do COVID não é só a mortalidade do COVID – com um sistema a trabalhar para lá do limite, todas as outras doenças que já antes matavam, matarão mais.

10- Terminamos com uma nota importante: o pânico é contraproducente. Ninguém tem necessidade de açambarcar setecentos rolos de papel higiénico. A sociedade como a conhecemos não colapsará. Mas isto não é a gripe A, não é a vespa asiática, não é a crise dos combustíveis, não é nenhuma das mais recentes catástrofes sempre anunciadas e felizmente nunca cumpridas. Desta vez é a sério (palavra de escuteiro) e cabe a cada um de nós fazer a sua parte para que seja o menos sério possível.

Caros amigos desta página !!Que a nossa Fé não nos abandone! Que os nossos anjos da guarda não nos desamparem! Que o…

Publicado por Gonçalo Salgueiro em Domingo, 15 de março de 2020

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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