Graça Fonseca sobre Museu da Resistência e Liberdade: “Há 45 anos que se esperava que este lugar tivesse o devido destaque”

Arlindo Homem/Infocul

 

 

O Forte de Peniche recebeu ontem, dia 27 de Abril, uma cerimónia pública comemorativa dos 45 anos da libertação dos presos políticos.

Neste cerimónia participaram a Ministra da Cultura, Graça Fonseca, o secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, Domingos Abrantes, ex-preso político, o presidente da Câmara Municipal de Peniche, Henrique Bertino, entre outras entidades.

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Graça Fonseca disse, na sua intervenção pública, que “o futuro Museu da Resistência e da Liberdade dá aqui hoje os seus primeiros passos“, acrescentando que “há 45 anos que se esperava que este lugar tivesse o devido destaque“. Graça Fonseca falou ainda da importância na “memória futura”, do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade.

Ontem foi inaugurado o Memorial de homenagem aos presos políticos, do qual constam 2510 nomes que entre 1934 e 1974 passaram pela Forteleza de Peniche. Um período de “violência que anda crava fundo na memória de muitos”, como referiu a ministra da cultura.

A Ministra referiu que este monumento, além da importância histórica, é “um processo em continua construção, como contínua é a defesa da liberdade e dos valores” que nortearam Abril. O Museu tem a sua conclusão prevista para 2020.

Graça Fonseca disse que “fizemos um grande trabalho e um grande caminho. Que daqui nunca se apague a memória de quem aqui viveu o que nunca devia ter vivido”, referindo-se ao percurso feito até à inauguração do memorial. Mais do que uma homenagem aos presos políticos, Graça Fonseca falou de uma homenagem a “um povo, um país”.

Disse ainda ser “privilegiada porque sou ministra da cultura em 27 de Abril de 2019”, destacando a importância deste monumento.

 

Domingos Abrantes no seu discurso emocionado falou em numa “vitória da liberdade” e referiu-se ao monumento como “luta corajosa de gente de inabalável confiança na conquista da liberdade“. Por isso foi um “dia de festa e regozijo com a inauguração da primeira fase do Museu”, que considera um “instrumento de pedagogia democrática”.

Neste mesmo dia foi ainda inaugurada a exposição “Por Teu Livre Pensamento”. O museu contará com um custo previsível de 3.5. milhões de euros.

Por entre as várias actividades destacam-se ainda as actuações de Gisela João, Fernando Tordo, cante Alentejano com ‘Os Amigos do Barreiro’ e Grupo Coral Alentejano As Ceifeiras de Pias e o Coro Fernando Lopes Graça. A actriz Luísa Ortigoso proporcionou um emotivo e extraordinário momento poético.

 

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Arlindo Homem

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