Joaquim Vicente Rodrigues, Presidente da Fundação Amália Rodrigues: “O nosso grande objectivo é pôr a Fundação a dar lucro”

 

 

 

Antes da apresentação dos espectáculos ‘Amar Amália, 20 Anos de Saudade’, que decorrerão entre Outubro e Novembro em Lisboa, Guimarães e Porto, o Infocul entrevistou o novo presidente da Fundação Amália Rodrigues, Joaquim Vicente Rodrigues.

Amar Amália, 20 anos de Saudade

Joaquim Vicente Rodrigues disse-nos que “nós somos apoiantes do espectáculo, já fomos apoiantes na primeira edição, e de facto o espectáculo tem uma grande relevância para a fundação, por um lado nós queremos continuar a dar visibilidade à Amália que bem o merece e a fundação vive da imagem da Amália e portanto este espectáculo vai trazer maior visibilidade ao nome de Amália e perpetuá-lo no tempo, por outro lado e de acordo com a parceria que temos, vamos tirar algumas receitas deste espectáculo, ou seja, vai contribuir para aumentar as receitas da fundação que é a condição fundamental para que a fundação cumpra a sua missão”.

Quanto à percentagem que reverterá a favor da fundação não a revelou, pois “não me parece que seja muito relevante, o que quero dizer é que na nossa perspectiva quaisquer iniciativas que sejam feitas no País com o nome de Amália e dado que é a fundação que detém os direitos de imagem, a fundação deve ser ressarcida disso, ou seja, qualquer entidade ou empresa que pretenda utilizar o nome deve dar um contributo à Fundação”.

Centenário do nascimento de Amália e objectivos

O presidente da Fundação Amália Rodrigues, relembrou ainda que “estamos numa época de preparação do centenário, porque no próximo ano comemora-se o centenário do nascimento de Amália Rodrigues e começaram a haver algumas conversas, algumas discussões que sugeriam que se fizessem iniciativas no ano do centenário dentro do tal objectivo de dar visibilidade ao nome de Amália e quando a anterior administração me convidou para aceitar este desafio, foi um bocadinho numa lógica de que agora chegam pessoas novas à fundação, trazem nova energia, e que isso pudesse ser bom para a fundação e foi neste contexto que fui convidado e aceitei continuar. Constituímos uma equipa de pessoas responsáveis, credíveis e com disposição para trabalhar e o nosso grande objectivo é pôr a Fundação a dar lucro, porque como saberão pelo testamento de Amália Rodrigues, a fundação foi criada com um objectivo muito claro que é apoiar pessoas desfavorecidas, órfãos, pessoas carenciadas e em especifico apoiar a Casa do Artista e apoiar uma obra social no Brejão, que a Amália também acompanhava, mas a fundação nos últimos anos não tem podido cumprir a sua missão, porque tem dado prejuízo, os seus custos são superiores às receitas”, e portanto “somos muito claros nisso, o passado é o passado e nós temos que viver obviamente com o passado e não o renegamos, mas a nossa dimensão de análise é presente e futuro”.

Casa do Brejão

O que temos no Brejão é um concessionário, ou seja foi atribuída uma concessão durante quatro anos a alguém que está a explorar a casa, praticamente no verão, porque fora disso não tem ocupação e portanto neste momento é a única coisa que existe que é um concessionário que está a pagar uma renda à fundação e portanto está a fazer exploração turística da casa de Amália”, disse-nos. Contudo acrescentou que o público pode “ficar durante todo o ano, mas tipicamente as zonas turísticas deste tipo têm ocupação maior no verão”.

Sobre os projectos a levar a cabo a curto prazo…

Joaquim Vicente Rodrigues revela que “há muitas ideias, nós estamos aqui há 1 mês e temos muitos contactos e propostas diversas e há imensas coisas em perspectiva, não só espectáculos, como a requalificação da casa museu, porque precisa de requalificação e nós precisamos de ter melhores condições de conservação do património, há também muito património por avaliar, por explorar e divulgar pelo pais”.

Diferencial entre despesa e receitas

Joaquim Vicente Rodrigues refere que “as contas da fundação são publicas e se for ao site da fundação elas estão lá, mas genericamente há um défice anual na ordem dos 40 mil euros, não é uma verba tão extraordinária assim para a manter a funcionar, mas o objectivo tem de ser mais que equilibrar as contas, tem de gerar superávite para manter a sua função”, deixando um desejo, “nós temos um mandato de cinco anos, e eu tenho uma grande convicção que daqui a dois anos tudo será diferente”.

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