Lena D’Água sobre a partipação no Festival da Canção: “É uma coisa que me caiu assim de repente”

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Lena d’Água é uma das cantoras portuguesas mais conhecidas e aos 60 anos volta ao Festival da Canção para interpretar a canção “Nunca Me Fui Embora”, da autoria de Pedro Silva Martins. Este é o nome do tema que vai defender no Festival da Canção que vai apurar o representante português para a final da Eurovisão que este ano vai acontecer em Kiev, na Ucrânia.

 

 

Nunca Me Fui Embora é o nome da minha canção. Nunca me fui embora, nunca tive outro trabalho. Vivo da música há quarenta anos, fez no ano passado“, conta Lena d’Água sobre o seu percurso no mundo da música. O tema que vai apresentar no Festival da Canção é da autoria de Pedro Silva Martins.

 

 

O Pedro partiu de algumas coisas que fui dizendo. Ele já me está a conhecer. Temos estado juntos agora por causa do Festival e ele é muito criativo, por isso já temos outras canções para depois fazermos uma gravação mais completa de várias canções“, diz a cantora e autora sobre o trabalho que tem estado a desenvolver com o compositor.

 

 

Gosto muito da equipa que formamos, os músicos que escolhemos. Está com uma sonoridade muito porreira. Liga muito bem com a minha maneira de ser, de cantar“, explica Lena d’Água que em 1976 se tornou na primeira vocalista feminina a integrar uma banda de rock em Portugal. Pouco tempos depois de ter começado a sua carreira foi convidada a participar como coralista do grupo Gemini no Festival da Canção da RTP e acompanha-os à Eurovisão em Paris com a canção “Dai Li Dou” em 1978. 

 

 

Na década de 80 juntou-se a Luís Pedro Fonseca e José da Ponte para fundarem a banda Salada de Frutas na qual foi a vocalista principal. A solo gravou “Dou-te um doce” que foi o primeiro videoclip português a passar na Europa TV, no programa “Countdown”, de Adam Curry.

 

 

A minha família riu-se toda. Desataram-se todos a rir“, conta Lena d’Água sobre a reacção da família quando contou que iria participar no Festival da Canção.

 

 

É uma coisa que me caiu assim de repente. Ainda mais vindo de quem veio, do Pedro Silva Martins que eu já admirava há anos. Nós sabemos do trabalho fantástico que ele tem desenvolvido, além da Deolinda, com grandes artistas portugueses de maneira que nunca tive dúvidas porque vindo dele, sendo uma canção dele não era um risco. Só me arrisco a ganhar. Não quero pensar nisso. Estou como qualquer um dos outros. Não conheço nenhuma canção para além da minha“, fala Lena d’Água. O último disco da cantora saiu em 2014. 

 

 

O último que gravei foi com uma banda de rock n’roll, os Rock N’Roll, que saiu em 2014 e foi uma recriação de uns temas meus dos anos 80 com baixo, bateria e guitarra. Um power trio de rock. Foi o último disco que gravei“, conta Lena d’Água sobre o último disco que gravou e onde foram recriados temas como “Sempre Que O Amor Me Quiser”, “Robot” ou “Dou-te Um Doce”.

 

 

A cantora, filha e irmã de duas antigas glórias do futebol do Benfica, é uma artista versátil que vai do rock ao jazz com uma grande facilidade. Com os alunos do Hot Club Portugal gravou um disco em 2007 e fez o reportório de Elis Regina e Billie Holiday (o tributo foi estreado em 1999 e durou até 2004).

 

 

Actualmente a artista vive na zona Oeste do país mas pode ser vista no dia 26 de Fevereiro na segunda semifinal, será o segundo tema a concurso, na edição de 2017 do Festival da Canção.

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