Luís Vitorino alerta que “Marvão está hoje mais atrasado, na questão de meios de transporte, do que há 20 anos” (C/Som)

 

 

 

Marvão tem um enquadramento paisagístico, património histórico e na arte de bem receber, das suas gentes, algumas das qualidades que fazem dele um local único. Em entrevista ao Infocul, Luís Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Marvão, destacou a importância do turismo para o concelho mas também os difíceis acessos.

 

 

O “Turismo, é hoje um dos principais vectores de Marvão, a economia local de Marvão vive do turismo, faz-nos falta um hotel para termos aqui outra dinâmica, mas a paisagem é singular, esta paisagem é única e é esta paisagem que temos de preservar e nesse sentido a Câmara Municipal está a fazer um investimento focado na defesa da paisagem”, começou por esclarecer.

 

Complementou que “estamos a formalizar uma candidatura para a vigilância de incêndios, para que o turismo não venha a sofrer o impacto de não termos feito investimentos a montante”, sendo que “na questão turística também temos a questão do golfe, este que é um dos projectos estruturantes desta região, também estamos a começar a trabalhar na questão do golfe com os empresários para desbloquear-mos o empreendimento, uma vez que já temos o PDM aprovado”. Fez ainda uma interessante reflexão de que “nós mantemos esta dinâmica toda de eventos e de investimento na cultura, porque o turismo sustenta o turismo”.

 

 

Já quanto aos acessos, “vir de lisboa, há duas ou três possibilidades de chegar a Marvão. Marvão está hoje mais atrasado, na questão de meios de transporte, do que há 20 anos atrás. Há 20 anos atrás tínhamos um caminho de ferro e em três horas estava-se em Lisboa, tínhamos aqui os comboios internacionais, tínhamos a Lusitânia, tínhamos dois comboios internacionais e dois regionais”, algo que actualmente não se verifica. Isto porque “temos a rodoviária, que não satisfaz, sai-se de manhã de Lisboa e chega-se aqui à hora de almoço, sai-se daqui ao final do dia, para se chegar à noite a Lisboa e isto não capta turistas” além de que “depois as estradas não são as melhores do mundo, para se chegar a Marvão dá-se muita volta e dá-se muitas curvas, o IC13 está há muitos anos encalhado, de 4 em 4 anos volta-se a falar no IC13, mas este é uma miragem”.

 

 

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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