Metro de Lisboa assinala 36 anos de venda automática de bilhetes

 

 

Desde 6 de Setembro de 1982 que o Metropolitano de Lisboa passou a dispor, em todas as estações, de máquinas automáticas de venda de bilhetes. Eram as famosas máquinas cor de laranja que apresentavam, pela primeira vez há 36 anos, funcionalidades diversas para além da venda tradicional efectuada nas bilheteiras e que tanta curiosidade suscitaram nos clientes.

 

O Metropolitano continuava a crescer com o consequente aumento de passageiros e as bilheteiras, apesar de funcionarem em diversas estações, começavam a ser insuficientes face ao elevado número de passageiros e à celeridade do atendimento que se pretendia prestar.

 

Esta geração de máquinas só aceitava moedas e vendia os títulos metro existentes na altura: bilhetes unitários e cadernetas de 10 bilhetes. Os títulos adquiridos nestes equipamentos eram mais baratos do que os vendidos nas bilheteiras, medida que tinha como principal objetivo incentivar à utilização das novas máquinas. Estes equipamentos estiveram ao serviço até 2002, mas em 1995 outra geração de máquinas veio substituir, faseadamente, a anterior.

 

No final de 2001, o Metro procede à apresentação pública do novo cartão Lisboa Viva, inserido no novo sistema de bilhética e de controlo de títulos de transporte, dando início a uma gigantesca campanha de substituição dos cartões de passe tradicionais por estes novos cartões com tecnologia sem contacto. Face à entrada da nova moeda Euro em 2002, o Metropolitano inicia o processo de preparação das máquinas automáticas de venda de bilhetes para essa nova moeda.

 

Em 2002, e em simultâneo com a introdução do Euro, o Metro implementa um novo sistema de bilhética composto por novos canais de acesso às estações e novas máquinas de venda, que se mantêm até hoje. Este novo sistema de bilhética passa a ter por base bilhetes magnéticos para os

passageiros ocasionais, e os cartões sem contacto Lisboa Viva, para os clientes frequentes, nos quais passam, gradualmente, a ser carregados electronicamente os passes mensais. Em 2005, a vinheta do tradicional passe L (colada no cartão de suporte) é totalmente abolida e os carregamentos electrónicos passam a ser efectuados em todas as máquinas automáticas e rede multibanco.

 

Refira-se que o Metropolitano de Lisboa foi pioneiro na Europa na implementação de um sistema de bilhética sem contacto.

 

O Metropolitano de Lisboa disponibiliza, à data de hoje, 281 máquinas de venda automática de títulos (MAVTs). Tratam-se de equipamentos mais sofisticados que dispõem, de inúmeras funcionalidades no sentido de facilitar aos clientes a aquisição de títulos de transporte. Nas MAVTs podem ser adquiridos e carregados todos os títulos válidos no Metro e noutros operadores de transporte, incluindo os passes nas diversas variantes, combinados e intermodais.

 

Ao contrário dos equipamentos das gerações anteriores, as MAVTs atuais dispõem de ecrã táctil e aceitam pagamentos com moedas, notas e cartões bancários. Estão adaptadas para cegos e ambliopes, nomeadamente com linguagem em braille e botão de voz para ajuda com ligação directa a funcionários do metro que se encontram habilitados a ajudar nas transacções pretendidas.

 

Sempre com o objectivo de melhor servir o cliente através da facilitação da mobilidade e acessibilidades, o Metropolitano de Lisboa encontra-se envolvido em diversos projectos, em parceria com a OTLIS, para a desmaterialização da bilhética, nomeadamente a possibilidade de solicitar o cartão Lisboa Viva via Web e, em avaliação, a aquisição de títulos de transporte via Web bem como a compra e pagamentos através de telebilhética.

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