Em tempo de isolamento social, devido à pandemia COVID-19, foi criada a AMP- Associação dos Músicos de Portugal.

Assim, “no passado dia 14 de Março, os músicos Miguel Gameiro, Boss AC, Marisa Liz, Nelson Rosado, Pedro Fernandes Martins e Tiago Pais Dias, formaram nas redes sociais um grupo para que, juntos, pudessem debater e procurar soluções para a crise que se começava a viver”, revela a nota de imprensa da associação.

Durante a actual pandemia que, segundo a associação, “representa a pior crise de sempre para a música portuguesa, bem como para todo o sector cultural”, “ao pequeno grupo rapidamente se juntaram muitos outros músicos e hoje, são quase quatro mil que partilham o objectivo de procurar soluções para valorizar e regulamentar a carreira de músico, uma profissão mais precária do que nunca, sujeita a uma grande sazonalidade e que carece de apoios”.

E nesta comunhão de vontades, “nasceu o AMP, um movimento informal de músicos em crise, reunidos online. O nome inicialmente fazia referência à palavra “amplificador”, mas passou a ser a sigla de “Associação dos Músicos de Portugal“.

A criação desta associação teve como mote “o confinamento e a consequente quebra total de rendimentos dos músicos”, contudo “a perspectiva do grupo é de continuidade e de futuro, num movimento apartidário de músicos, autores e instrumentistas que não olha a géneros, a estilos ou a mediatismo”.

Em comunicado, é ainda revelado que “a equipa coordenadora do AMP, constituída pelos seis elementos fundadores, para além de outras iniciativas e reuniões promovidas no último mês e meio, foi recebida pelas direcções da SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e com a GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas), tendo-lhes apresentado ideias resultantes dos contributos dados por todos os membros do movimento, por forma a que essas instituições pudessem interceder junto do Ministério da Cultura e do Governo na procura de soluções”.

Acrescenta, em comunicado, que “segundo a equipa, tornou-se evidente a falta de uma associação de expressão nacional forte, plural e dinâmica que pudesse representar todos os músicos, tal como se tornou inevitável a consequente constituição legal da Associação dos Músicos de Portugal. Apesar dos constrangimentos que impedem que as reuniões sejam presenciais, a associação está no processo de ser constituída legalmente e funcionará em pleno ainda em 2020”.

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