O Brasil e a sua longa história com a legalização dos jogos de azar

 

Hoje a legalização dos jogos de azar está em pauta em Brasília, mas antigamente os bingos e cassinos eram livres, sinónimo de glamour e valorizavam a economia no Brasil. O país sofre com uma longa história de proibições e polémicas que envolvem esse assunto.

O Projecto de Lei 186/2014 acaba de voltar a ter chances no Plenário. Anteriormente ele havia sido arquivado, mas seu autor o senador Ciro Nogueira, conseguiu uma deliberação. Ele visa a liberar os bingos e casinos, físicos e virtuais, com o intuito da arrecadação de impostos e a geração de mais uma série de outros benefícios para o Brasil e os brasileiros.

A época de ouro dos cassinos e dos jogos no Brasil

No governo de Getúlio Vargas, em meados dos anos 30, a pratica foi liberada e associada com riqueza e arte. Na época esses estabelecimentos alavancavam diversos sectores económicos.

O turismo era beneficiado com turistas vindos de todas as partes do mundo, com os bolsos cheios e prontos para gastar. Cada um desses locais gerava centenas de empregos, directos e indirectos.

Logo, não só os apostadores se beneficiavam. Dentro dos comércios ainda era possível aproveitar restaurantes, bares e outros tipos de entretenimentos, tais como shows e espectáculos.

Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro os bairros mais famosos eram habitados por esses luxuosos comércios. Com o passar do tempo as normas ficaram mais rígidas e o poder passou a bloquear os jogos de apostas.

A política a favor da liberação

Algumas modalidades puderam ficar na activa, como a loteria que continua com praticantes em todo o território nacional. Há pouco as apostas desportivas também foram liberadas e abriram as portas para as discussões sobre o tema e a torcida para a regulamentação geral.

Em um congresso na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, o governador de Minas Gerais apontou pontos importantes para o crescimento económico. Romeu Zema, mostrou-se inconformado com as formalidades ainda exigidas.

Segundo ele as leis são antiquadas, pois, vem de épocas passadas e nada se adequam a realidade em que vivemos. Ele é um dos influentes que são a favor do projecto para o benefício e crescimento nacional.

Zema salientou que é necessário focar no empreendimento de diversos sectores, mas isso ainda é impossível com as normas e trâmites burocráticos. Apesar do favoritismo ele sabe da importância da monitorização e da transparência que deve reger o sector.

Já Nogueira, o criador do projecto, foca nas contribuições que serão arrecadas em cada transacção e investidas no tratamento para o vício na pratica dos jogos e vistoria do cumprimento da legislação.

Com isso as empresas como o Rivalo, provavelmente um dos melhores sites de aposta do mundo, devem investir no país. Os concorrentes também visam um pedaço do lucro desse nicho competitivo e lucrativo.

A longo prazo o país só tem a ganhar com essa decisão, que apesar de polémica é benéfica para todas as partes envolvidas.

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