O Mercado Imobiliário Português Está De Facto A Ganhar Força?

Desde 2008, Portugal passou por altos e baixos (porém, mais baixos do que altos) em relação ao mercado imobiliário, e a melhoria só começou a aparecer, timidamente, no último trimestre de 2014. Pouco a pouco, foram surgindo também interesses de investidores do exterior, atraídos pelas diversas qualidades de Portugal, mas principalmente pela ascensão do comércio dos imóveis e pelo programa de isenção de impostos que beneficia bastante os estrangeiros.

Em 2018, as estatísticas mostraram que os preços dos imóveis em Portugal aumentaram em 5.39%. Graças à melhoria gradual das condições económicas da população, nos últimos anos de 2015, 2016 e 2017 houveram aumentos de 4.06%, 3.87% e 3.03%, respectivamente, nos valores imobiliários devido ao aumento na procura por casas (só no ano de 2017, foram vendidas mais de 150 mil casas).

A longo prazo, no entanto, esta subida de preços pode não se mostrar tão benéfica. Com a diminuição da inflação, o valor médio das rendas da habitação aumentou, segundo o INE, em 9,3% no segundo semestre de 2018 (4,80 euros por metro quadrado). Isto levou a um decréscimo de 7,9% no número de novos contratos de arrendamento celebrados.

A queda na quantidade de novos contratos de arrendamento poderá levar, potencialmente, a um decréscimo no valor desses imóveis (como um mecanismo de feedback negativo do sistema de “procura-oferta). Entretanto, o mercado imobiliário português parece, na realidade, manter-se firme e forte, visto que a previsão do crescimento da economia portuguesa é de 1.7% para este ano de 2019.

Para além deste obstáculo económico natural, outro factor que demonstra um fortalecimento do mercado imobiliário é o facto de que, apesar da imposição em 2017 do Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (o qual substitui o Imposto de Selo e é atribuído a imóveis avaliados acima de 600 mil euros), o valor das transacções imobiliárias aumentou, em 2018, em 24.4%. Ou seja, o impacto deste novo imposto não foi forte o suficiente para destabilizar o potencial económico deste mercado.

Para aqueles que desejam simplesmente encontrar um local para morar no território português, esta ascensão do mercado imobiliário mostra-se mais como uma desvantagem do que um benefício (pelo menos a curto prazo, desconsiderando o processo de valorização e futura revenda do imóvel). Uma das opções mais escolhidas quando as economias não correspondem à casa dos sonhos é adquirir um Crédito de Habitação.

Na subida dos valores deste mercado, é importante escolher qual o Crédito de Habitação que corresponde ao seu orçamento (para não se comprometer com prestações mensais acima das suas possibilidades), mas que também seja capaz de o fazer conseguir comprar a casa dos seus sonhos. Por mais complexo que à priori pareça, despender um tempo para entender e seguir todos os passos para escolher o seu Crédito de Habitação ideal é o melhor método para seguir em direção aos seus objectivos de adquirir uma casa.

 

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