Como funciona a prevenção de incêndios em museus?

 

 

Devido ao incêndio de grandes dimensões que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, fazendo desaparecer também um espólio único colecionado ao longo de 200 anos, a APSEI – Associação Portuguesa de Segurança explica algumas das medidas obrigatórias de prevenção de incêndios de museus e galerias de arte .

 

Vistos por muitos como locais calmos e cobertos de riquezas nacionais e internacionais, os museus são dos locais mais procurados aquando de um roteiro turístico ou uma simples visita às localidades onde se encontram, mas a verdade é que a gestão dos mesmos a nível de segurança não é simples. A APSEI – Associação Portuguesa de Segurança traz-lhe algumas das medidas obrigatórias de prevenção de incêndios que museus e galerias de arte têm de seguir em território nacional.

 

 

Assim, neste tipo de edifícios, a manutenção dos equipamentos e sistemas de protecção contra incêndio aí instalados e a implementação das medidas de autoprotecção aplicáveis podem ser da responsabilidade do proprietário do edifício ou da entidade responsável pela sua exploração.

 

 

Em Portugal, as medidas de segurança contra incêndio a implementar nestes edifícios são definidas no Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio em Edifícios (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de Dezembro). De acordo com este diploma, o exterior destes edifícios deve estar equipado com hidrantes exteriores (marcos de incêndio) e o seu interior protegido, entre outros, com extintores de incêndio, bocas de incêndio do tipo carretel, redes húmidas, no caso de edifícios da 3.ª categoria de risco ou superior, portas resistentes ao fogo, sistemas automáticos de detecção de incêndio e sistemas de controlo de fumo.

 

 

Os edifícios devem ser ainda dotados de sinalização de segurança adequada e de iluminação de emergência, sendo que, nos locais onde estejam armazenadas obras ou peças de manifesto interesse para o património histórico e cultural, deve ser assegurada protecção adicional através de sistemas automáticos de extinção de incêndio, utilizando modos de operação e agentes extintores adequados à preservação do referido património.

 

 

Sabia que a prevenção de incêndios em museus e galerias de arte poderia ser tão complexa?

 

Fotografia: Euronews

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