Papa Francisco defende união civil entre homossexuais

Diogo Nora

O Papa Francisco refere, num documentário divulgado esta quarta-feira, que os homossexuais “são filhos de Deus e têm direito a uma família”.

Perante isto, defende e apela que os países criem uma lei de união civil que os proteja legalmente como aos casais heterossexuais casados ou em união de facto, segundo a Catholic News Agency.

O casamento de homossexuais continua a não ser permitido na Igreja Católica, mas o Papa rejeita que esta comunidade de crentes seja expulsa da Igreja. “O que temos que criar é uma lei da união civil. Dessa forma, eles estão legalmente cobertos. Defendo isso”, disse o Papa Francisco no documentário sobre o acompanhamento pastoral da comunidade LGBT.

A posição do líder da Igreja Católica choca frontalmente com a posição do Papa Bento XVI. “A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais”, disse Joseph Ratzinger, em 2003.

Em 2013, o Papa Francisco disse que não rejeitaria se um homossexual procurasse a fé: “Se uma pessoa é homossexual e procura Deus e a boa vontade divina, quem sou eu para julgá-la?”.

Mas mesmo perante esta postura do Papa, a postura da igreja não se altera: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta [aos homossexuais] como depravações graves, a Tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”, lê-se no número 2357 do Catecismo da Igreja Católica.

Texto: Observador/Infocul

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