Portugal no top 5 de países que menos poupa devido à pandemia COVID-19

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Poupança, criado pela Sociedade Mundial de Bancos de Poupança para promover a poupança pessoal e fortalecer a autossuficiência económica das pessoas,  a edição especial do estudo da Intrum ECPR – European Consumer Payment Report 2020, white paper COVID-19, procurou saber como a pandemia está a afetar as finanças dos consumidores europeus.

O estudo conclui que a pandemia COVID-19 não teve apenas um impacto imediato nas finanças domésticas dos portugueses e é necessário também perceber a dimensão que o impacto terá no longo prazo.

O estudo da Intrum ECPR 2020 – white paper COVID-19, revela que Portugal se encontra no TOP 5 de países que, devido à COVID-19, está a poupar significativamente menos dinheiro para o futuro, do que antes da pandemia.

O país que mais está a sentir esta crise é a Polónia com uma percentagem de 64%, seguindo-se a Hungria (56%), Itália (53%), Grécia (52%) e em quinto lugar, Portugal (48%). A média europeia situa-se nos 39%, valor este muito acima da Dinamarca (18%), país onde os consumidores sentem menos o impacto da pandemia nas suas poupanças.

Em Portugal, as famílias com filhos são também as que menos conseguem poupar devido à pandemia (60%), em comparação com as que não têm filhos (40%). A análise da Intrum concluiu também que 77% das pessoas empregadas têm mais dificuldades em poupar para o futuro do que antes da pandemia.

Quando confrontados com a capacidade para economizar a longo prazo de forma a garantir uma boa reforma, a faixa etária dos 38 aos 44 anos revelou-se muito pouco confiante, no que diz respeito a ter poupanças suficientes para garantir uma reforma confortável.

Dados da Intrum demonstram que este grupo etário, no estudo realizado no outono de 2019 já se encontrava pouco confiante (42%) e na primavera deste ano, a percentagem sofreu um aumento de 6% atingindo os 48%. A faixa etária dos 55 aos 64 revelou também não estar nada confiante em ter poupanças suficientes na altura da reforma, passando de uma percentagem de 40% para 47%. A média europeia era de 36% no outono de 2019, subindo para 40% na primavera de 2020.

O ECPR, revelou ainda que 47% das mulheres portuguesas afirma que não vão conseguir poupar para a sua reforma em comparação com os homens, percentagem esta de 38%.

Para Luís Salvaterra, Diretor Geral da Intrum Portugal, “a pandemia COVID-19 afetou as finanças e os hábitos de consumo dos portugueses de um modo bastante diferenciado.  Enquanto uns estão a enfrentar uma realidade difícil – estão a sofrer cortes salariais ou até mesmo a perder os seus empregos, mas continuam com as mesmas despesas para pagar outros, aqueles que não viram os seus rendimentos diminuídos, estão com um nível de poupança inigualável nos últimos anos.  O estudo da Intrum revelou, mesmo tendo em conta o atrás descrito, que Portugal se encontra no top 5 dos países que menos consegue poupar (48%), uma percentagem muito superior à média europeia de 39%. Neste contexto, a Intrum recomenda algumas regras importantes para equilibrar o orçamento familiar dos portugueses, nomeadamente numa altura em que nos aproximamos do Black Friday ou até mesmo das compras para o Natal. A Intrum aconselha assim, as famílias portuguesas a: 1) Treinar a sua capacidade para gastar dentro das suas possibilidades; 2) Pensar duas vezes antes de comprar; 3) Nunca assinar um contrato sem o ler e ter compreendido todas as cláusulas”.

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