Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Serpa, foi vandalizado

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Foi vandalizado, em Setembro, um dos tesouros artísticos de Serpa, o santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, no monte de São Gens.

 

 

A coberto da noite, um grupo de energúmenos entreteve-se a destruir, a pontapé ou usando ferros e paus como alavancas, muros e estruturas ornamentais, entre elas algumas urnas de inspiração barroca, do adro da igreja. Este adro, que data da segunda metade do século XVIII, estava íntegro e formava um conjunto muito coerente, do ponto de vista devocional e artístico, tendo ficado bastante afectado. Os prejuízos, avaliados em milhares de euros, não são de fácil recuperação. 

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A situação, denunciada pela paróquia local às autoridades, causou comoção entre as gentes de Serpa, pois Nossa Senhora de Guadalupe, alvo de intensa devoção, é a padroeira da cidade e a ermida do “Altinho”, como é conhecida popularmente em Serpa, constitui o seu solar. 

 

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Actos vandálicos desta natureza começam a tornar-se frequentes em monumentos do Baixo Alentejo, o que tem levado a reclamar uma maior atenção das autoridades, para que, à semelhança do que sucede com outros edifícios públicos, as igrejas sejam alvo de um acompanhamento mais efectivo. É de realçar a extrema violência cometida no santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que implicou a perda de elementos patrimoniais relevantes, alertando as paróquias da região para que estejam atentas e adoptem as medidas preventivas ao seu alcance.

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Feita a recolha dos fragmentos deixados no local, estuda-se agora, com a União das Freguesias de Serpa, a recuperação do adro, sem alterar a sua fisionomia tradicional. No ar perduram, porém, algumas interrogações: ficarão as destruições por aqui? Quem pode acudir às nossas igrejas rurais? Será necessário apelar à vigilância popular para que o património religioso consiga sobreviver?

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Fotografia: João Falcão Machado e António Martins Quaresma

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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