Sónia Tavares: “Portugal é um dos países europeus com maior taxa de mortalidade pelo vírus do VIH”

 

 

Como já aqui demos conta, realizou-se no dia 1 de Dezembro, no São Luiz em Lisboa, a 26ª Gala da Abraço. O Infocul marcou presença e falou com Sónia Tavares e Pedro Fernandes, os apresentadores da edição deste ano.

 

 

Questionado se continuávamos a ser um país preconceituoso, Pedro Fernandes disse que “continuamos a ser um país um bocadinho preconceituoso e todas as iniciativas nunca são demais para combater qualquer tipo de preconceito. Estamos numa Dia Mundial da Luta Contra a SIDA, é a 26ª Gala da Abraço e era um convite irrecusável, porque ainda há muita gente a morrer com o VIH”, acrescentando que “temos de alertar as pessoas para que façam o rastreio o mais precocemente possível, para que não tenham relações sexuais de risco, e acho que é com estas iniciativas que se chama a atenção para este problema. Fala-se tanto, fala-se muito mas nunca é o suficiente. Rapidamente as coisas são esquecidas e todos os dias caímos nos mesmos comportamentos de risco. Portanto é preciso alertar que todos os dias é preciso ter precaução”.

 

 

Sobre a questão de a temática do VIH ser uma, também, importante para as mulheres e não apenas para a classe LGBTI, Sónia Tavares relembrou o início da banda The Gift, “eu acho que é tão importante que em 1997, parece-me, quando começámos a fazer os primeiros concertos com The Gift levámos flyers, preservativos e todo um monte de coisas para oferecermos às pessoas e as alertar, com a parceria da Abraço”. Para Sónia Tavares, o VIH é “lógico que é um problema transversal”, acrescentando que “Portugal é um dos países europeus com maior taxa de mortalidade pelo vírus do VIH e as pessoas acham que actualmente já se pode viver com o VIH e que não há qualquer risco, epá mas não. Efectivamente não”.

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Notícia publicada a 04/12/2018

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