
Ontem, quarta-feira, o Tribunal Constitucional da Colômbia anulou o julgamento que esta mesma órgão emitiu em 2017 na qual considerou que as touradas deviam ser penalizadas por abuso e mau trato animal. Na ocasião, o tribunal deu ao Congresso dois anos para legislar as touradas ou seriam proibidas a partir de Fevereiro de 2019.
Após o pedido de anulação desta sentença por alguns sectores, o Tribunal Constitucional analisou o caso. Depois de estudar a medida novamente, o juiz Antonio José Lopez apresentou um documento em que reconhecia as raízes das touradas populares,corridas de touros, toureio a cavalo e lutas de galos e exigiram a anulação do acórdão de 2017. Na quarta-feira, finalmente, o Tribunal Constitucional apoiou esta apresentação com sete votos a favor e dois contra.
A mudança de posição é explicada a partir de um ponto de vista legal que o Tribunal Constitucional não tem autoridade para proibir as touradas, mas cabe ao Congresso, que não levou em conta a jurisprudência que o próprio Tribunal sentou-se atrás de uma sentença em 2010, que reconheceu as raízes dessas tradições na Colômbia. Além disso, foi levado em conta a mudança dos membros do Tribunal Constitucional, com o lançamento de magistrados favoráveis a proibição e a entrada de outros mais perto da causa tauromáquica, que já rejeitou consulta taurina destinado a desempenhar o novo prefeito de Bogotá.
Desta forma, a festa dos touros continua legal na Colômbia.
Notícia publicada a 23/08/2018
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