Turismo de Portugal apresentou Plano de Acção para a implementação de uma rede de Turismo Industrial

O desenvolvimento de uma oferta turística diferenciadora, ancorada em activos dos territórios, é o objectivo do Turismo de Portugal com a apresentação do Plano de Acção para a implementação de uma rede de Turismo Industrial, que vem reforçar a atractividade dos territórios de baixa densidade e captar mercado nacional e internacional, ao longo de todo o ano, em alinhamento com a Estratégia Turismo 2027.

O Plano de Acção foi hoje apresentado, em São João da Madeira, numa sessão encerrada pela Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que considerou que “este é um conceito de indústria viva que agora se pretende estruturar e qualificar, contribuindo para a diferenciação da oferta ao envolver empresas com produtos e marcas nacionais, algumas com uma expressiva capacidade exportadora, e a sua partilha através da experiência turística”.

No caso do património industrial, está ainda em causa a preservação da identidade dos territórios e a valorização de antigos processos industriais, como as minas e a conserveira”, acrescentou.

A criação desta rede tem subjacente uma actuação concertada com os agentes dos territórios, públicos e privados, privilegiando assim uma abordagem nacional que permita ganhar escala e maior notoriedade.

Até 2022 vão ser desenvolvidas acções no âmbito dos Recursos, Produto e Promoção e Venda, assim como no modelo de gestão, o qual prevê a constituição de um Grupo Dinamizador e a celebração de um Memorando de Entendimento entre os parceiros públicos e privados aderentes.

Destaca-se o levantamento e caracterização dos recursos associados à indústria viva e ao património industrial, a capacitação dos agentes, a melhoria das condições de visitação, a implementação de uma certificação (Norma de Qualidade Turismo Industrial – NP 4556 – 2017) e a identificação de programas e circuitos para venda a turistas nacionais e internacionais.

Os projectos de valorização do Turismo Industrial, desde que tenham subjacente uma abordagem em rede, uma oferta inclusiva e com práticas sustentáveis, vão poder recorrer a financiamento através do Programa Valorizar, Linha de Apoio ao Desenvolvimento de Produto, e que será aberta a curto-prazo.

No segundo semestre deste ano será também criada uma plataforma digital, agregadora da oferta, complementada por acções de promoção internacional e, em 2021, implementado um sistema de monitorização.

Para o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, “identificámos uma oportunidade de alavancar uma dinâmica já iniciada por municípios e empresas da denominada ‘indústria viva’, no sentido de consolidar uma rede de oferta nacional capaz de captar mercado nacional e internacional. Este é um produto que tem vindo a ser desenvolvido na Europa, particularmente focado na dimensão do património industrial que, apesar de representar em si um nicho de mercado, acreditamos ter potencial para reforçar a atractividade turística dos territórios”.

O Turismo Industrial tem vindo a consolidar-se em Portugal através do incremento de uma oferta suportada em visitas a fábricas em laboração, a equipamentos museológicos ligados a antigos complexos industriais e a um ‘saber fazer’, complementadas com diferentes experiências de contacto com os produtos e processos produtivos. São já várias as empresas e também municípios de todo o país que dinamizam iniciativas de Turismo Industrial, contribuindo assim para um melhor conhecimento da produção nacional, distinta na tradição e na modernidade, exemplos da chapelaria, do calçado, da ourivesaria, da cerâmica, do mármore e das tapeçarias.

O Plano de Acção para a implementação de uma rede de Turismo Industrial 2020-2022 vem ao encontro das metas da Estratégia Turismo 2027, de afirmar Portugal como um destino turístico sustentável, com um território coeso, inovador e competitivo, e promover o alargamento da actividade a todo o país, ao longo do ano.

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